quinta-feira, 26 de julho de 2007

Outros feitos

Joaquim Roriz também foi capaz de outros feitos esplendorosos.
Quando se elegeu pela primeira vez governador enfrentando Cristovam Buarque, que tentava a reeleição pelo PT, o nosso exemplo íntegro, probo e honesto obteve inúmeras denúncias de compra de votos, supostamente faltou uma prova cabal. A sempre compreensiva justiça eleitoral o absolveu de todas as acusações; Roriz elegeu-se por margem apertadíssima de votos. É quase um George W. Bush tupiniquim.

Pois bem, para se livrar do ranço petista e apagar da memória dos governados este mandato, Roriz mandou pintar todos os orelhões do DF (mesmo os com pintura nova) de azul e, até o papai noel, que contratava para distribuir presentes à crianças carentes no natal, vestia azul!

Deve ter sido o mais competente gesto de seu governo tentar apagar o temível vermelho da memória da população.
Na ótica deles, é claro.

terça-feira, 24 de julho de 2007

Adendo

Ia me esquecendo as tenras palavras dirigidas aos fofos dO Careca Narigudo ao Joaquim Roriz, segundo o conversa afiada do Paulo Henrique Amorim:

“Precisamos de um senador com a estatura de um estadista, como o Roriz”. (Jornal de Brasília – 11/09/2006)

“Roriz é um estadista”. (O Globo – 11/09/2006)

E as pérolas de retorno, Roriz para Alckmin:

“Quando ele anunciou que iria disputar a Presidência do Brasil, eu disse: surgiu o meu candidato”. (JB – 11/09/2006)

“(Alckmin é) o homem certo que vai solucionar os problemas do Brasil. Com ele, não vamos passar a vergonha que estamos passando (...) Ele é um enviado de Deus (...) A presença de Geraldo Alckmin no Palácio do Planalto nos dará a certeza de que o interesse público voltará a ser respeitado”. (Correio Brasiliense – 09/07/2006)

“Se nós estivermos unidos com Alckmin, pedindo votos, quantos empregos, quantos lugares importantes nós vamos conquistar para os nossos amigos?” (Correio Brasiliense – 17/10/2006)

"Alckmin é a pessoa mais preparada para assumir o comando do país e não seria educado negar um convite para ser o vice dele". (Tribuna do Brasil – 30/03/2006)

"Alckmin é um enviado de Deus para salvar o Brasil". (Estadão – 08/07/2006)

¡¿Do que nós nos livramos, Senhor?!

As proezas

Nas últimas eleições, São Paulo foi responsável por enormes feitos, dentre eles eleger Paulo Maluf, Clodô vil e garantiu a existência de um 2º turno entre Lula e Alckmin.

O 2º turno foi ótimo para o Lula, aliás. Quando não foram todos contra um, quando teve o mesmo espaço que o adversário (no 2º turno os candidatos têm o mesmo tempo), O Careca (um homem que não tem cabelo não pode ser alguém confiável) acabou por pagar um dos maiores micos eleitorais existentes, que é o de se ter menos votos no segundo turno que no primeiro, onde disputavam muito mais concorrentes.

Pois bem, São Paulo contribuiu desta maneira para a política nacional. Porém, houve quem contribuísse muito mais.
O distrito federal, com a sua enorme concentração de poder, conseguiu de uma feita eleger como senador Joaquim Roriz, que já havia sido eleito, por sua vez, duas vezes como governador.
Esta figura representa o que há de mais putrefato na política nacional, sem nenhuma preocupação sequer de disfarçá-lo. Basta ver um discurso seu para verificar a integridade das suas palavras.
Renunciou para fugir da cassação, o pulha.
O DF conseguiu eleger este homem por três vezes, para os cargos mais importantes.
Seu suplente (esta excrescência da lei eleitoral brasileira) está imerso no mesmo charco que o anterior.
Afora isto, o DF elegeu o único senador cassado até hoje, Luiz Estevão. Metido em variados negócios escusos, foi um dos idealizadores e fundadores da Força Sindical, por mando de PC Farias!
A força pelega veio para dividir a CUT, excessivamente protetora dos interesses dos trabalhadores, no entendimento do governante da época (Collor – O Breve) e de outro que viria a ocupar o cargo (O príncipe dos çábios).
O Breve simplesmente grassava a ideologia neoliberal, como outro também grassou. Só, que este outro, falava outras línguas, é formado em Sociologia e cuidou de agradar sobejamente a quem devia. A quem ele supunha que devia, aliás. Dou uma dica: não era o povo.

Voltando ao assunto, o DF ainda conseguiu a proeza de eleger como governador o ex-deputado José Roberto Arruda, que renunciou por causa do escândalo do painel do senado, quando ele, juntamente com ACM violaram o voto secreto dos senadores que votaram na cassação do mesmo Luiz Estevão.
Arruda diz que não sente vergonha de se dizer de direita e neoliberal. Mas quem disse que ele tem vergonha de alguma coisa?


Devo dizer o que aos eleitores do distrito federal?
Vocês me matam!!!

segunda-feira, 23 de julho de 2007

300

Não é do fenômeno espartano a que me refiro, se assim logo supuseram.
Certa vez o presidente Lula, quando foi deputado, afirmou que a câmara federal era composta por 300 picaretas.
Anos depois, ¿adivinhem quantos votos teve o Severino Cavalcanti? ¡Exatamente 300!
E no dia seguinte, na imprensa? O culpado era o PT (¿quem mais poderia ser?). O culpado foi também o governo, por não ceder espaço a outros partidos.

Então, vamos entender bem. Os culpados pela eleição não são O PSDB/PFL que efetivamente votaram nele. E sim quem votou no outro candidato, que era do PT.

O governo naquela derrota, para mim, teve o seu melhor desempenho na sua trajetória com relação ao congresso. Foi o momento que não comprou deputado, não acatou emenda de deputados, não deu cargo, não cedeu ao fisiologismo, enfim, agiu de maneira íntegra. Daí a derrota.
Se eu fosse petista, teria muito orgulho de sê-lo naquele momento.

Águas passadas, ponte ainda em pé, pergunto: ¿Valeu a pena? O que é mais danoso para o país, ¿a eleição de Severino Cavalcanti ou a compra destes deputados?
¿Vale a pena se perverter, entrar no jogo da política, fazer o que sempre criticara quando oposição? ¿Ou é melhor olhar a longo prazo?
São perguntas razoáveis.
Maquiavel tem a resposta na ponta da língua. Eu não.

O 1º presidente

Até hoje eu não havia visto a morte de nenhum presidente do Brasil.... Figueireido faleceu quando eu já havia nascido, mas não conta, porque era muito jovem, nenhuma reminiscência do fato me resta.

ACM foi o primeiro presidente do Brasil que eu vi morrer.

Espero que ninguém se espante com a afirmação. Se não viram quando ele governou, devo dizer que não tem de se lamentar... foi no período entre 98 e 2001.
Suplantou o príncipe, mandou e desmandou, fez o que queria e o que não queria com o país.
Dada a “grande liderança” que o príncipe sempre foi, não tardou a demitir ministros e exigir desculpas públicas do presidente quando se sentia contrariado. Um escândalo.

Severino Cavalcanti tentou fazer o mesmo com Lula, dizendo que queria uma diretoria da Petrobras (“aquela de furar poço”, por suas próprias palavras) e se o governo não a concedesse, virava oposição.
Lula respondeu à chantagem: “Se eu ceder, o governo acaba”.
Não cedeu e a diretoria é ocupada até hoje por cargo técnico.
Devo dizer que muitas vezes o governo cedeu e agora o fará para Furnas (Luiz Conde). Cedeu muitas vezes mais do que o devido, diga-se de passagem, mas nada quando se comparando ao príncipe.

O príncipe jamais poderia dizer “Se eu ceder, o governo acaba”. A frase certa, seria: “Se eu não ceder, o desgoverno pode ser prejudicado, pode parar”.
Até parou, mas demorou demasiado. Serão necessários muitos anos só para se reparar a destruição feita pelo dito cujo.

sábado, 21 de julho de 2007

Nada substitui

Já 4 dias depois da queda do avião, o site da TAM ainda enumera os 7 mandamentos da empresa.
O primeiro, lapidar: "Nada substitui o lucro".

O Carinhoso

Ontem, ao comentar a morte do ACM, Tasso Jereissati, presidente do PSDB, o partido dos çábios, afirmou que o Brasil perdia um político carinhoso.

Sinceramente, eu não soube nem o que dizer desse comentário.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Coleta Seletiva

Renan Calheiros teve a pensão de um filho fora do casamento pago por uma empreiteira (Mendes Júnior). Isto é um escândalo, não há dúvida.
Outra dúvida é que me abala... por que o filho de FHC, (o príncipe dos çábios) também fora do casamento, cuja pensão é paga pela rede globo, não é escândalo?

Adiós

Antonio Carlos Magalhães, o famoso ACM, morreu.
Alguém tem um lenço?

Creio que não conseguirei dormir esta noite, tamanha insônia que virá me atormentar.

Nosso Goebbelszinho

Houve um cidadão há alguns anos atrás, que esmerava-se em caluniar os judeus. Hoje, outro esmera-se em difamar tudo o que represente a esquerda.
Muitos são os imbecis que ruminam que o conceito esquerda/direita acabou. Todos que isto afirmaram, podem ter certeza, são de direita.
Nem o "democratas" (ex Arena, PDS, PFL, e, logo que este novo nome for sobejamente conhecido pelas suas famosas práticas, eles trocarão novamente sua nomenKlatura), aliás "democratas" num partido formado pelos próceres da ditadura, é de uma ironia... mas vamos lá - se diz de direita.
Vamos então, o que é ser de esquerda? Em resumo, é lutar pela igualdade. É também lutar pelos imigrantes (seja onde estiverem), para que o crescimento econômico passe pelo respeito ao ser humano, pelo estado no lugar do mercado (onde um cidadão só é cidadão quando pode comprar), contra qualquer discriminação (por dinheiro, cor, sexo, etc.), pelo respeito ao meio ambiente, enfim, é lutar por um mundo mais justo.
Contra esta luta há quem se insurja raivosamente.

Um destes seres, Reinaldo Azevedo, lembra-me muito (mas lembra-me excessivamente até) um tal senhor que veio a ser ministro da propaganda de um país. Será que aceitaria um convite do PSDB/DEMOS para tal posto?
Acho que sim, afinal, ele esmera-se por que esmera-se em tornar-se o nosso Paul Joseph Goebbels.

Ele também mataria os filhos?

As agências

O presidente Lula está indignado com a ineficiência da Anac, que se deixou levar pela pressão das companhias aéreas, nada fez e nada faz para ficalizá-las e/ou puni-las.

Mas o que o presidente esperava? Para que foram criadas as agências, senão para tirar o controle/fiscalização do estado sobre os negócios feitos no país?

O acidente desta semana com o avião da TAM é mais um peremptório exemplo da ineficiência, morbidez e inutilidade destas agências. Não servem para nada, mamam nas tetas do governo e não apresentam resultado algum digno de mensuração; ao contrário, são reféns do poder privado ao qual deveriam fiscalizar.

Uma lástima.

Ao retirarmos o poder do governo nós perdemos o poder de fiscalizarmos quem deveria fiscalizar. Afinal de contas, quem é o presidente da Anac? Alguém conhece? Agora o presidente do país, nós podemos cobrar, isto é fácil.
Este é um dos (só um dos) motivos para que eu também seja contra a independência do BC. Afinal de contas, quem elegeu os seus diretores?

Mas também, destas agências... sendo criadas por quem foi... nada de diferente poderíamos esperar.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Cumplicidade

Este texto do Luis Fernando Veríssimo é realmente um espetáculo.
Espero que não me processem por postá-lo aqui...



Cumplicidade

Uma comprida palavra em alemão (há uma comprida palavra em alemão para tudo) descreve a “guerra de mentira” que começou com os primeiros avanços da Alemanha nazista sobre seus vizinhos. A pouca resistência aos ataques e o entendimento com Hitler buscado pela diplomacia européia mesmo quando os tanques já rolavam se explicam pelo temor comum ao comunismo.

A ameaça maior vinha do Leste, dos bolcheviques, e da subversão interna. Só o fascismo em marcha poderia enfrentá-la. Assim, muita gente boa escolheu Hitler como o mal menor. Ou, comparado a Stalin, o mau menor. Era notório o entusiasmo pelo nazismo em setores da aristocracia inglesa, por exemplo, e dizem até que o rei Edward VIII foi obrigado a renunciar não só pelo seu amor a uma plebéia mas pela sua simpatia à suástica. Não tardou para Hitler desiludir seus apologistas e a guerra falsa se transformar em guerra mesmo, todos contra o fascismo. Mas por algum tempo os nazistas tiveram seu coro de admiradores bem-intencionados na Europa e no resto do mundo – inclusive no Brasil do Estado Novo. Mais tarde estes veriam, em retrospecto, do que exatamente tinham sido cúmplices sem saber. Na hora, aderir ao coro parecia a coisa certa.

Comunistas aqui e no resto do mundo tiveram experiência parecida: apegarem-se sem fazer perguntas ao seu ideal, que em muitos casos nascera da oposição ao fascismo, mesmo já sabendo que o ideal estava sendo desvirtuado pela experiência soviética, foi uma opção pela cumplicidade.

Fosse por sentimentalismo, ingenuidade ou convicção, quem continuou fiel à ortodoxia comunista foi cúmplice dos crimes do stalinismo. A coisa certa teria sido pular fora do coro, inclusive para preservar o ideal.

Se estes dois exemplos ensinam alguma coisa é isto: antes de participar de um coro, veja quem estará do seu lado. No Brasil de Lula é grande a tentação de entrar no coro que vaia o presidente. Ao seu lado no coro poderá estar alguém que pensa como você, que também acha que Lula ainda não fez o que precisa fazer e que há muita mutreta a ser explicada e muita coisa a ser vaiada. Mas olhe os outros.

Veja onde você está metido, com quem está fazendo coro, de quem está sendo cúmplice. A companhia do que há de mais preconceituoso e reacionário no País inibe qualquer crítica ao Lula, mesmo as que ele merece.

Enfim: antes de entrar num coro, olhe em volta.

Relaxa

Depois do acidente de anteontem, perguntaria a ministra Marta Suplicy: os passageiros devem continuar relaxando e gozando?
Este relaxamento profundo deveria provir de uma imutável crença na vida pós-morte?

Os números

Nos primeiros seis meses deste ano, foram gerados mais de um milhão de empregos no Brasil. Em oito anos da presidência do príncipe dos çábios, foram gerados 800 mil empregos.
Reitero: seis meses = 1 milhão de empregos
oito anos = 800 mil empregos

Eu poderia dizer mais... a inflação do príncipe, quando entregou o governo, em dezembro de 2002 foi de 3%. 3% ao mês. Hoje, é quase isto ao ano.
O dólar estava a 4 reais, o país quebrado, todos os dias nos jornais só se falando sobre o risco Brasil, enfim, o caos... e hoje?

Hoje temos a crise da aviação e as peripécias de Renan Calheiros. Mas se pensares bem, não houve um momento (talvez excetuando somente os três primeiros meses de governo em 2002) em que não houvesse uma crise no governo. É impressionante a capacida de inventarem problemas.

Ah! O Esbulhador do Renan Calheiros, diga-se de passagem, só é investigado porque é o governo do PT quem aí está.

P.S: Gostaria que na próxima campanha presidencial, houvesse quem mostrasse estes números... Na campanha que passou eles não ficaram tão claros...

As manchetes e o consolo

A perda de cerca de 200 vidas num acidente aéreo é de se chocar a qualquer um, faltam apalavras, faltam gestos, sobram omissões e acusações.

Acho que o único consolo é que ao menos desta vez os jornais do dia seguinte ao acidente não tiveram como chamada de capas fotos de dinheiro para comprar um tal dossiê.

Diga-se de passagem, este tal dossiê entrará para a história dos atos mais burlescos da imprensa brasileira.
De quando da prisão dos acusados, do PT, a imprensa e membros da oposição chegaram à delegacia antes dos presos da operação.
O cd com as fotos foi dado por um delegado da PF que exigiu que se passasse no jornal nacional.
Os interesses do delegado, não se sabe ao certo.

Por medida judicial o PT conseguiu o tal “segredo de justiça”. O delegado o violou e nada aconteceu com ele. Aliás, pergunto: As leis valem para os membros da polícia federal? Vale para os membros de alguma polícia, aliás?

Nos dias seguintes, o delegado deu um depoimento afirmando que o cd (com as fotos) havia sido roubado da sala dele.
A imprensa, que recebeu este cd das mãos do próprio delegado, divulgou estas informações como se fossem verdadeiras.

Depois de toda uma querela sobre quem havia dado do dinheiro, se o presidente do PT, Ricardo Berzoini deveria sair do comando do partido, ou não, sobre o caixa dois do PT, enfim, muito dito e redito e redito ainda, sobre o caso, dezenas de acusações feitas a muitas pessoas, o castelo de cartas foi sendo levado pelo vento.
O dinheiro não passou pelo caixa do PT, o presidente do PT não saiu do cargo, o assessor do presidente acusado (Freud Godoy) não teve envolvimento para sequer ser indiciado pela polícia federal, enfim, nada sobrou do escândalo.

Exceto o escândalo que é a própria imprensa, claro.

Afinal de contas, comprar informações não é crime. Se eu quero comprar e tenho dinheiro, paciência. Ao que me consta, não se pode sair prendendo as pessoas para depois correr atrás do crime que elas fizeram.

E, acima de tudo, gostaria de ver na imprensa ao menos um resquício, um mínimo resquício do que haveria no tal dossiê. Para darem mais de um milhão de reais no dito, só imagino o que ele conteria.

Mas isto... ah!, isto a imprensa não se preocupou em saber...

quarta-feira, 11 de julho de 2007

O Inimigo Terrível

O governo anunciou uma liberação de verbas no valor de 1 bilhão de reais para serem investidos no programa nuclear da marinha brasileira.
Parte do valor poderá ser investido no projeto do submarino nuclear brasileiro.

O principal perigo, na minha singela opinião, é quando este tiver que ser ancorado em algum porto. Dadas as águas turbulentas que lá enfrenta, e os inimigos perigosíssimos que o arrostam (dentre eles, especialmente, a água), corre-se o risco do Brasil ver a repetição do filme: Um submarino naufragando em pleno porto.

Um mico mundial.
Mais um, aliás.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Valei-nos, Incitatus!

Na Roma antiga o sanguinário imperador Calígula nomeou seu cavalo para senador. Se surgisse um político análogo nos dias atuais e nomeasse o eqüino em substituição a um dos nossos eleitos, creio ser bastante provável a elevação do nível de nossa representação parlamentar.

A Preocupação

A preocupação do governador de São Paulo, José Serra (senhor que como ministro do planejamento assinou o PROER) é tamanha em ser presidente da república, que ele se esquece de administrar o estado a que lhe foi conferida tal responsabilidade.
Quando assumiu os ministérios que comandou, pensava tão somente na presidência. Na campanha para a prefeitura de São Paulo fez questão de assinar declaração pública em cartório dizendo que finalizaria o mandato nela. Mas ele não queria ser prefeito, a preocupação era ser presidente.
É evidente que não ficou todo o mandato na prefeitura, como prometido, muito ao contrário, ficou um ano e três meses, quando saiu para se candidatar a governador.
Mas ele não queria ser governador, ele queria ser presidente. Entretanto, a candidatura foi perdida para o picolé de chuchu. Que tomou uma sova em 2006, feito ele em 2002.

Se algum dia ele for eleito presidente, ele vai querer ser o que?
Tomara que não deseje ser secretário-geral da ONU, como um suposto príncipe que ocupou o cargo. O príncipe cedia em todos os acordos comerciais, possíveis e impossíveis, na expectativa que seu nome fosse aclamado. O nome não foi nem aventado, e a pseudo-candidatura custou bastante caro ao país.

Acredito, aliás, que tenha sido a campanha mais cara de toda a história mundial.

Conscientização Popular

"Conscientização popular, temor da CIA no Brasil". Matéria d'O Globo de 1º de julho, tratando dos recém liberados documentos que retratam o receio da agência estadunidense que a população reconhecesse a alienação sobre a qual (sobre)vive.
Eles podem dormir em paz, já que a população não desenvolveu esta conscientização. Mérito da própria Globo, em grande parte.
Resta a população como um todo, uma boa dose de sensibilidade, capaz de feitos extraordinários.
Sensibilidade que não é capaz de resolver tudo, mas muitas vezes salva, a despeito das tentativas "conscientes" da mídia sabuja de direcionar para o "caminho correto" a plebe rude.
Esta sensibilidade SALVOU o país nas eleições de 2006.
Resta saber até quando, pois é não é difícil errar quando dependemos apenas do sentir.