sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Oposição Construtiva

Ainda bem que o PSDB exerce uma oposição construtiva... Ainda bem...
É de conhecimento até do mundo mineral que nenhum governo vive, tampouco viverá, sem a CPMF.... então, porque votar contra o imposto?
Obriga o governo a negociar cargos, emendas.... leva o governo ao fisiologismo. Por que compactuar com isto? Sabem que levará o governo para um caminho errôneo, que prejudicará o país, mas... o importante é ser contra tudo, não é?

Ou seja, o imposto acaba saindo caro ao país de duas formas... Na sua cobrança, e no preço que se paga pela sua aprovação.


E eles se dizem... Oposição construtiva!

Hipocrisia é pouco!

Quanto aos Demos, destes eu nunca esperei nada (de bom), mesmo...

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

¿Alguém?

Alguém pode me explicar porque Eduardo Azeredo continua no Senado sem responder a nenhuma representação no Conselho de Ética?
Alguém pode me explicar porque ele não foi capa da veja?
Alguém pode me explicar porque ele diz que a campanha de FHC teve dinheiro de caixa dois e isto não é um escândalo?
Alguém pode me explicar porque por que ninguém do “Cansei” se manifestou contra a vergonha de haver um senador como este ocupando cargo eletivo?
Alguém pode me explicar porque nenhum dos articulistas dos jornalões se exasperou contra Eduardo Azeredo e contra o PSDB?
Alguém pode me explicar porque nenhum dos comentaristas da Globo não ocupou grande parte do jornal nacional para desancar Azeredo, e seu bando, dentre eles FHC, Serra e Aécio?
Alguém pode me explicar porque nenhum dos intelectuais e artistas indignados, não exigem sequer uma investigação no Senado sobre o caixa dois tucano-mineiro?
Alguém pode me explicar porque o PSDB não tem nada a ver com o que aconteceu em Minas Gerais e os governadores José Serra, Aécio Neves e o próprio FHC não têm responsabilidade sobre os fatos, quando todos os dirigentes do PT foram acusados (e já condenados pela mídia) pelo mesmo motivo?
Alguém pode me explicar porque a mídia não diz que isto é um escândalo?
Alguém pode me explicar porque o caixa dois do PT é mensalão e o caixa dois do PSDB é um crime menor, “irrelevante”.
Alguém pode me explicar porque os senadores que auto intitulam-se do “grupo dos éticos” não processou Eduardo Azeredo, criminoso confesso?
Alguém pode me explicar porque a mídia, paladina da moralidade, da ética e da justiça não está denunciando escancaradamente esta safadeza?
Alguém pode me explicar porque a mídia noticia com tamanha discrição qualquer denúncia contra o PSDB e com tanta intensidade contra o PT?

Alguém?
Alguém?
Alguém?

A dívida

Quando FHC, o príncipe dos çábios assumiu, a dívida pública era de cerca de 25%do PIB. Quando abandonou, mais de 60% do PIB.
Hoje, a um custo muito alto, está em 43,1% do PIB, em trajetória francamente descendente.

Não sei se comemoro, porque esta diminuição custou muito caro ao povo brasileiro, mas ao menos não está ocorrendo o que se repetia no governo anterior, quando não se investia (ao contrário, se privatizava), aumentava-se a carga tributária (27 para 35% do PIB), e a dívida pública ainda explodia.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

A Colheita Maldita

Vamos aos números, o que a direita sempre detesta.
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) constatou que, de 1995 a 2006, a renda média familiar per capita na região metropolitana de São Paulo caiu 6%, a pobreza cresceu 19,4% e a extrema pobreza aumentou 2,8%.Esses números contrastam fortemente com os do Brasil como um todo no mesmo período, que mostram que a renda cresceu 13,4%, a pobreza caiu 25,8%, e a extrema pobreza sofreu a grande redução de 62%.
Acontece que o estado de São Paulo é governado por certo partido político, já há alguns bons anos. E agora colhe o que este partido plantou.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Direito de Resposta

É de conhecimento de todos, mas não posso deixar de fazer notar o direito de resposta que o governador Leonel Brizola obteve da justiça:

http://www.youtube.com/watch?v=F7x_8ZsOqvM&mode=related&search

Bate forte e bate bonito.

Mittal X Brasil

A Companhia Siderúrgica de Tubarão, depois de sucessivas mudanças administrativas (as tais fusões, que alguns tanto louvam) foi adquirida por um indiano, de sobrenome Mittal. A empresa mudou até de nome, virou Arcelor-Mittal. Mesmo tendo passado por sucessivas mudanças, a empresa nunca havia mudado de nome, dado que este é muito marcante aqui no estado do Espírito Santo. Mas depois que este senhor assumiu a empresa, tudo pode acontecer.

Pois bem, desde o Mittal, a rígida administração que a empresa já exercia foi elevada à enésima potência. Os funcionários são demitidos por motivos quaisquer, sem nenhum tipo de explicação. Um caso que particularmente conheço: foi designada a uma funcionária a tarefa de receber um visitante externo. Pois bem, ela pegou o ônibus que leva até a portaria administrativa (a empresa é muito grande, vários quilômetros de extensão) e lá ficou esperando o visitante, conforme procedimento usual. O senhor Mittal, que estava nas proximidades viu a funcionária e perguntou ao diretor financeiro José Armando o que ela estava fazendo ali. Ele respondeu que, ou ela estava esperando por um visitante, ou estava esperando o ônibus circular interno, que leva até as áreas fabris. O senhor Mittal ordenou que a funcionária fosse demitida imediatamente.

A funcionária, ao retornar a sua área com o visitante, que conseguira, então, passar pela portaria (a passagem de um visitante pela segurança é difícil, por isto ela teve de esperar alguns poucos minutos), chegou a sua área com o dito. E foi comunicada pela sua chefia (que não teve como peitar a decisão hierárquica superior) de sua demissão, após nove anos de trabalho na empresa.
Simples assim, a funcionária foi demitida, por cumprir uma determinação dos seus superiores. E acabou-se.

Todos estão sendo levados a uma carga de trabalho insuportável, que, fatalmente gera mais acidentes. Os funcionários estão trabalhando num clima de tensão insuportável, sendo esgarçados de uma maneira desumana.

E, por fim, o trabalho social que a empresa executava (que já não era exemplar, dado seu tamanho e representatividade aqui no ES) foi sumariamente dirimido.

A empresa (que tem lucros anuais bilionários) havia se comprometido a arcar com uma obra, a construção de uma nova ponte (ponte da passagem), importantíssima para o trânsito de Vitória, que custará 28 milhões de reais. E, o senhor Mittal simplesmente afirmou que não a fará mais. Simples assim, para o indiano.
A prefeitura teve que arcar com os custos da mesma.

É uma lástima que este senhor tenha assumido a administração de uma empresa tão importante para o Espírito Santo. Uma lástima.

Bem, enviarei meu e-mail reclamando das decisões da empresa. Encaminhe também o seu, para que possamos, juntos, pressionar a CST (!) a ter uma ação também social.
Os correios eletrônicos da empresa são: invrel@arcelor.com , Christiano.woelffel@arcelor.com , Paulo.tropia@arcelor.com , Jose.armando@arcelor.com.br, Rogerio.abrahao@arcelor.com

Eu espero que o governo do estado, vendo como é esta administração, que seja menos afeminado no tratamento para com a empresa, especialmente, nos terríveis acidentes de trabalho que os funcionários já sofreram, muitos perdendo suas inestimáveis vidas.
Certa vez, vi, presencialmente, depois de um acidente fatal na área em que eu trabalhava, a polícia intentar preservar o local da morte do funcionário, para prosseguir com a investigação. Mas, a produção não podia parar! E os funcionários da CST tentaram convencer-lhes do contrário.
Os policiais não cederam, porque manter o local era necessário à investigação, para saber as causas do acidente e os respectivos culpados.
Então, o supervisor da empresa repassou o problema para o seu gerente, que telefonou para alguém, que telefonou para alguém, que deve ter lembrado das doações na campanha.... e aí, vocês já sabem...
enfim, eis que surgiu a voz do além e os policiais foram, por decisão superior, obrigados a deixar de executar seu serviço conforme julgavam adequado.

Gostaria de saber se hoje, o governo estadual agiria com tamanha pusilanimidade.

Devo frisar: este evento ocorreu quando o Espírito Santo já era governado pelo senhor Paulo Hartung.

O jornalismo canalha

A revista Veja, o jornalismo mais marrom de todos, esmera-se em sua capacidade de caluniar, isto não é segredo de ninguém.
No afã de comprometer quem não é comprometido com o mercado financeiro, a revista vem batalhando de todas as formas para sujar o nome deste governo e, especialmente, quem neste governo se insurge contra o paraíso do rentismo que se instalou no Brasil.
Aqui reproduzo a carta que Breno Altman enviou ao ex-ministro José Dirceu. Dirceu foi acusado em longa reportagem da revista, por ser amigo de Altman, de facilitar negócios de Boris Berezovski, o milionário (e mafioso) russo por trás do dinheiro da MSI no Corinthians:

Caro amigo e companheiro

Escrevo-te uma semana depois de a revista “Veja” ter publicado matéria mentirosa e leviana intitulada “Ainda chefe, mas de outra turma da pesada”. Durante os últimos dias, fiz todos os esforços para que a publicação se retratasse das calúnias e falsidades disseminadas pelo texto da jornalista Juliana Linhares, mas foi em vão. Apesar de a direção da revista assumir privadamente que a reportagem é falsa, ao menos parcialmente, se recusa a reconhecer de forma pública o erro cometido. Não me resta outro caminho, portanto, que não adotar as medidas legais cabíveis e me defender diante das acusações inventadas pela repórter.

Antes de mais nada, lamento profundamente que teu nome tenha sido envolvido nesse caso por conta de nossa amizade, que serviu de pretexto para o achincalhe patrocinado por “Veja”. Como reconheceu o próprio procurador encarregado do caso MSI-Corinthians, Rodrigo de Grandis, em audiência na Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados, o único elo teu com esse processo é ser meu amigo. Foi o que bastou para que a revista, em mais um capítulo de sua ensandecida cruzada contra a esquerda e contra ti, chafurdasse gostosamente na lama da manipulação.

Quanto à minha participação no episódio, ressalto que em nenhum momento fui procurado pela repórter para esclarecer quaisquer das insinuações ou acusações publicadas. O modus operandi da jornalista obedeceu à rotina clássica da delinqüência editorial: tendo recebido, sabe-se lá como, um relatório reservado da Polícia Federal, que registra apenas os resumos de conversações telefônicas, apresentou-o como se fosse um inquérito policial ou mesmo um pedido de indiciamento, pinçou trechos que serviam a objetivo difamador pré-determinado, escondeu gravações que atrapalhavam seu serviço e entregou a seus patrões o texto contaminado que pudemos ler. Não apurou, por inépcia ou má fé, os fatos que passo a relatar.

Como está informado na revista “Carta Capital”, que aparentemente teve acesso ao mesmo material e indagou minha versão dos acontecimentos, fui contratado pelo sr. Bóris Berezovski em fevereiro de 2006, para atuar como consultor de suas empresas - entre as quais não se incluía a MSI, é bom deixar claro. Meu trabalho consiste de reuniões mensais com o board de seu grupo, para analisar a situação política e econômica do Brasil e da América Latina, bem como o desenvolvimento de estudos sobre possíveis investimentos em nosso país. Trata-se de trabalho profissional normal e transparente, definido em contrato, sem vínculos de outra natureza, apartado de minha militância partidária e de meus outros afazeres.

Nessa condição, fiz sondagens informais junto a membros do governo brasileiro para averiguar a possibilidade de reconhecimento de sua condição de asilado político, a ele outorgada pelo Reino Unido nos termos da Convenção de Genebra. As informações que recebi, sobre como proceder, eu as repassei ao escritório de advocacia que o representa na Inglaterra. Essas consultas estão nas gravações realizadas pela Polícia Federal, como é de conhecimento público.

Todas as minhas atividades foram conduzidas absolutamente dentro das normas legais. A maior prova disso é que, apesar de investigado a pedido do Ministério Público Federal, contra mim não houve qualquer denúncia ou pedido de indiciamento. Esse fato, por si só, obrigaria um jornalista sério e decente a ouvir o outro lado, como manda o bom manual, para esclarecer dúvidas e evitar injustiças. Não foi assim que procedeu a repórter Juliana Linhares.

O mais grave para mim, no entanto, é a ilação com a qual a matéria é concluída. “O outro negócio de Breno Altman é mais obscuro”, diz o texto. “De acordo com a PF, o jornalista alardeava ter influência sobre juízes do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo, já que os juízes são indicados por Brasília”. Essa afirmação não passa de uma tramóia, como veremos a seguir.

Meu pai teve seu único bem penhorado há alguns anos, a casa onde morava, por conta de uma antiga dívida trabalhista da empresa da qual fomos sócios. Apesar de se tratar de um bem de família, constitucionalmente protegido, uma decisão contrária foi tomada por uma turma do TRT paulista, em função de um suposto vício formal na apresentação da defesa. Nossos advogados entraram com os recursos correspondentes, que estavam pendentes quando uma juíza, a dra. Lilian Lygia Ortega Mazzeu, da 2ª região, expediu mandato de imissão de posse do bem a favor do arrematante em leilão anteriormente realizado e que estava sendo questionado nas instâncias competentes. Duas gravações da PF revelam claramente essa situação, e de uma delas foi extraída a suposição publicada na matéria. Reproduzo-as, tal como publicadas no relatório da PF:

“RESUMO: Em 28/06/2007, às 10h43m25s, diálogo entre Breno Altman e Max. BRENO ALTMAN diz que vai tentar uma operação por cima, mas acha complicado. MAX diz para tentar pelo amigo e BRENO ALTMAN diz que não tem amigo, que vai pelo único caminho, que é a AGU. MAX diz ‘então é aquele amigo lá’. BRENO ALTMAN diz que vai conversar com Tóffoli (advogado geral da União).

“RESUMO: Em 05/07/07, às 9h36m12s, diálogo entre BRENO e DR. CELSO. BRENO fala com DR. CELSO sobre Mandado de Segurança no TRT. DR. CELSO diz que não conseguiu a liminar e BRENO diz que tem como resolver isso em Brasília. BRENO diz que precisaria de uma cópia do recurso correcional e o nome do juiz para quem foi distribuído antes que este despachasse para tentar influir. BRENO pergunta se ainda tem chance no TRT e diz que alguns juízes do TRT também são indicados por Brasília. A juíza do TRT que já julgou o Mandado de Segurança chama-se LILIAN LIGIA ORTEGA AMAZEU.”

Meu pai estava desesperado e inconformado com a decisão da juíza, que favorecia a imobiliária arrematante do imóvel antes da apreciação dos embargos que nossos advogados haviam impetrado. De fato, tenho algum relacionamento com o ministro José Antonio Toffoli e por isso disse que o procuraria, mais para acalmar meu pai, que sofre de leucemia e recentemente havia saído do hospital. Mas nunca o fiz, não há qualquer indício disso nas gravações, pois não me senti confortável para assim proceder. No entanto, a reportagem extraiu, desse episódio, a conclusão de que o advogado-geral da União teve alguma participação no caso MSI-Corinthians e o apontou como suspeito, até onde eu sei também sem indagá-lo a respeito.

Quanto ao segundo trecho gravado, os fatos são claros. Meu advogado estava bastante preocupado com o andamento do processo. Argumentei que, se os juízes são em geral infensos a pressões pelo poder econômico, os juízes do TRT, até por parte deles ser indicada por instâncias superiores, têm ainda mais isenção e poderiam atuar com ainda mais propriedade. Além do mais, cabia ação imediata no Tribunal Superior do Trabalho para sustar a decisão da juíza de São Paulo. Como faria qualquer pessoa em minha situação, eu me prontifiquei a ver se conseguia abrir alguma porta em Brasília e expor nossa inquietação com o que se passava. Não cheguei, no entanto, a tratar desse assunto na capital, pois o dr. Celso Gioia acabou por subcontratar escritório que deu entrada em nossa apelação. O ministro-corregedor do TST, João Oreste Dalazen, acatou o recurso na noite do dia 26 de julho. Essa mesma decisão foi acompanhada pelo TRT alguns dias depois.

Esses fatos foram relatados ao diretor de redação da revista e devidamente comprovados. Após alguns dias, recebi como resposta um email reconhecendo que “Veja” havia errado. Mas não aceitavam admissão pública de seu equívoco. A mim foi oferecida a possibilidade de ter publicada uma carta de 570 caracteres como compensação por uma matéria de três páginas que me enxovalhava a partir de inferências e calúnias. Essa parece ser a política da revista: massacre a céu aberto e retratação em privado. Obviamente não aceitei tal indignidade.

Abrirei processo contra a revista e a jornalista o mais pronto possível. De “Veja” nada podemos esperar. Há tempos deixou de ser um veículo de imprensa e se transformou em porta-voz das elites mais retrógradas e fundamentalistas do país, cujo único compromisso é açular a classe média contra o governo Lula, o PT e seus dirigentes históricos. Tenho pena e vergonha é da repórter Juliana Linhares, que poderia honrar a profissão abraçada. No entanto, alinha-se aos jornalistas que fazem qualquer negócio, vendem sua alma pequena e alugam seu escasso talento para a fábrica de mentiras contra a esquerda. Essa gente tem por hábito, quando pegas em flagrante, alegar obediência devida, como os sicários das ditaduras. Devem ser levados às barras dos tribunais sempre que necessário, até que um dia não possam mais se esconder sob o manto da impunidade que lhes é oferecido pelos poderosos meios de comunicação dos quais são vassalos.

Um grande abraço
Breno Altman

sábado, 22 de setembro de 2007

Uma Ótima Notícia

Vocês podem até ver o que falarei agora na imprensa, numa notinha perdida lá em algum canto obscuro do jornal, já que para esconder este tipo de dados, estamparão eternamente se preciso for Renan Calheiros na capa.
Será preciso lupa, entretanto, para verem.

Mais de 14 milhões de brasileiros saíram da linha de pobreza durante o mandato do presidente Luís Inácio Lula da Silva, nos últimos quatro anos.
Investimentos convictos em programas sociais extremamente bem-sucedidos (para desespero de alguns articulistas, dentre os quais, Elio Gaspari), estímulos a poupança interna, direcionamento do BNDES para o que deveria ter sido em toda sua história: alavancar o desenvolvimento. E não financiar privatizações; lei das falências, aumento real do salário mínimo, queda nas taxas de juros, etc., fizeram este quadro positivo.
É um feito histórico. 15% dos pobres superaram a linha da pobreza no último ano, e tudo indica que este ano será melhor ainda.

A redução da pobreza média no primeiro mandato do governo Lula foi de 8,47% ao ano. A média dos governos FHC foi de 3,14%. Como Lula assumiu um país quebrado, e hoje a economia está muito diferente da que ele recebeu em 2003, tudo aponta para uma redução ainda mais expressiva deste número de agora em diante e, uma média ainda maior ao fim do segundo mandato.

E os neoliberais, coitados? O que dirão disto?

Bem, eles esconderão estes números por trás de alguma denúncia.

Mas não bastará, a população sente que este governo é muito melhor.
Não dá pra esconder tudo.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

O Culpado

Nossa querida mídia conseguiu mais uma de suas enormes proezas...
Ao tratarem sobre o tucanoduto mineiro, um crime bastante similar que acometeu os petistas, eu já desconfiava que não haveria “faca no pescoço” de ninguém. Mas a querida mídia conseguiu mais... conseguiu encontrar o sujeito atrás dos fatos, o grande culpado.... não é o senador mineiro Eduardo Azeredo, ex-presidente do PSDB. Claro, como poderia ser ele? Não é o ex-presidente FHC. Claro, não poderia ser ele a “persona” oculta beneficiária do sistema. Não poderia ser Aécio Neves, governador tucano, claro que não poderia.
O grande culpado é... Walfrido Mares Guia, ministro da coordenação política, que é um dos acusados.

Olha, não deveria dizer porque já é óbvio demais, mas a mídia brasileira é mais do que putrefata. Para chegarem a ser podres, folha, globo e jornalões afins ainda teriam de melhorar muito.

É inacreditável a cara de pau desses sujeitos.

Que lástima, Brasil, que lástima!

O Ensino tucanês

Frase da escritora Marilene Felinto, na caros Amigos do mês de setembro:
"O tucanato é especialista em formar semi-analfabetos com diplomas de ensino médio".

Vale do Rio Doce

Por única e exclusiva falta de tempo deixei de postar aqui um comentário sobre o referendo da Vale. Nenhum veículo da grande mídia cobriu adequadamente o referendo. E não por falta de tempo, tenho certeza.

Bem, voltemos à era FHC, este período tão sombrio de nosso país. Em maio de 95, a Vale informou à Securities and Exchange Comission (SEC), uma espécie de entidade fiscalizadora do mercado acionário estadunidense, que as reservas que possuía de minério de ferro contabilizavam no sistema sul (Minas Gerais, basicamente) 7,918 bilhões de toneladas. No edital da maldita privatização, constavam 1,4 bilhões de toneladas. As 6,518 bilhões de toneladas que desapareceram, devem estar enterradas no quintal de FHC. Pra não dizer que estão enterradas em determinado orifício deste senhor.
No sistema norte (as minas de Carajás, localizadas no Pará) informaram à SEC que as reservas eram 4,97 bilhões de toneladas. No edital de privatização, informaram 1,4 bilhões de toneladas. FHC colocou as 3, 57 bilhões de toneladas em algum outro lugar. Talvez dentro de Miriam Dutra.
O banco (instituição divina) Bradesco foi quem montou o edital de venda da companhia, para, depois, convenientemente, tornar-se um dos seus controladores, o que é proibido por lei. Mas a lei, no Brasil, só é para alguns, como sabemos. Para os que têm a “faca no pescoço”. E não haverá “faca no pescoço” do Bradesco, né, grande mídia?
O Bradesco, juntamente com a corretora Merril Lynch deram um preço para a Vale (que foi vendida pelo preço mínimo). Pois bem, eles mesmos, depois, compraram partes da Vale (o presidente da Vale, Roger Agnelli, foi dirigente do Bradesco por mais de vinte anos). Mas como pode isto num país civilizado, STF? Onde estava você, Nélson Jobim? Estava tomando banho de piscina com FHC? Onde estava você, Marco Aurélio Mello? Estava soltando algum corrupto?
Ora, o que estas empresas fizeram foi mais ou menos o seguinte: eu quero comprar um carro que vale 100 mil. Mas eu sou o corretor do carro e eu avalio o quanto ele vale. Daí, afirmo que ele vale apenas 3 mil. Algum babaca acredita nisto e vende a 3 mil. Eu, o espertão, vou e compro o carro, claro!
Isto tudo a olhos vistos... mas onde estava o “senhor combate a corrupção”, o “senhor contra a impunidade”, Marco Aurélio Mello? Onde estava?

E há outras terríveis irregularidades nesta que foi a jóia máxima da privataria. De acordo com a constituição (que só foi respeitada quando o convinha por certo governo) as reservas de urânio são de propriedade exclusiva da união, logo, não poderiam ter sido vendidas. A exploração mineral na faixa da fronteira não pode ser realizada sem aprovação expressa do congresso nacional, o que também não ocorreu.
A Vale tem terras somadas que atingem o estupendo valor de 26 milhões de hectares (a soma das áreas dos estados de Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Rio Grande do Norte e Paraíba). De acordo com o Código Penal Militar é proibido a não-brasileiros possuir mais de 2000 hectares sem aprovação do senado e das forças armadas, o que obviamente não aconteceu. Mas, para o capital internacional, que comprou a Vale a preço de banana, a lei brasileira só Vale para “garantir o direito a propriedade privada”. Só para isto. Onde estavam os patriotas brasileiros, vendo este atentado contra a nossa soberania? Os estrangeiros, que detém 65% das ações preferenciais (que possuem preferência na distribuição de lucros) comandando uma área tão grande de nosso país e tudo fica por isto, mesmo???? Afora o fato de estarem, efetivamente, sugando nossas riquezas não-renováveis para encherem seus bolsos.
É tudo uma lástima. Os processos estão correndo, mas dificilmente darão em alguma coisa, até porque, a “faca no pescoço” que a mídia pode colocar, será para ir (como sempre) contra o povo. Farão pressão, caso necessário, para que os juízes aceitem esta afronta contra nossa constituição e nosso país.
Acredito que a mídia nem precisará por a “faca no pescoço”. Farão o contrário, como tantas vezes fizeram no governo do príncipe dos çábios: um silêncio ensurdecedor, para que tudo passe rápido e ninguém perceba.
Alguns perceberam para azar deles. Não todos que deviam para azar nosso.

Movimento dos Sem Mídia (MSM)

Seguindo o blogueiro Eduardo Guimarães, estou aqui fazendo uma propaganda do seu blog http://edu.guim.blog.uol.com.br/ em sua correta e brava luta sobre o problema da mídia em nossos dias.
Eduardo organizou um protesto em frente à Folha de São Paulo, no Movimento dos Sem Mídia (MSM), forçando um importante debate sobre os meios de comunicação, que calam certas vozes e exponenciam a importância de outras, notadamente da direita política e econômica.

Num evidente esforço para realizar um movimento mais compacto, corpóreo e intenso, o blogueiro tem clamado por apoio e está tentando organizar o movimento.

Uma de suas ótimas idéias foi pedir para enviarmos correios para a Folha cobrando porque ela não deu uma reportagem sobre o protesto que aconteceu em frente a sua sede e, especialmente, não ouviu o que eles tinham a dizer, não quis saber.

Os correios para reclamarmos são: ombudsman@uol.com.br , editoriais@uol.com.br , painel@uol.com.br , elianec@uol.com.br , crossi@uol.com.br , mag@folhasp.com.br , gdimen@uol.com.br , nelsondesa@folhasp.com.br

Eu já mandei o meu.

Vamos juntos e unidos, companheiros, porque assim nós temos força.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Correlação de forças

Uma das coisas que mais me incomodam no governo Lula é a conciliação. Acho um erro.
Por exemplo, a nomeação de Direito para o STF, foi saudado por Ali Kamel (¡que jornalista!) como uma demonstração da sensibilidade do presidente, já que nomeou uma pessoa decididamente conservadora. Segundo Kamel, Lula respeitou a correlação de forças da sociedade brasileira, nomeando alguém de um espectro político diverso.
Mas por que, pergunto eu, o presidente Lula tem de respeitar “a correlação de forças” da sociedade brasileira, nomeando alguém de direita, quando FHC não respeitou nada, seguiu uma cartilha totalmente de direita, desrespeitando imensamente a tal “correlação de forças”?
Por que, quando alguém de esquerda está no poder (mesmo que o presidente não se diga de esquerda, pelas suas ações e nomeações, especialmente no campo social, depreende-se isto), há de se nomear alguém de direita e, já o contrário, nem se sonha?
Ou FHC não nomeou o seu próprio ministro da justiça para o STF? Àquele, com quem tomava deliciosos banhos de piscina no palácio da Alvorada?

Por que seguir a tal “correlação de forças” só agora? Por que só agora ela passou a existir?

Não carece respeitar correlação nenhuma. Carece é tomar as medidas mais necessárias ao povo: Diminuir a taxa de juros, aumentar investimentos em produção e em infra-estrutura, desonerar atividades que geram emprego, fazer com que o crescimento econômico ocorra com distribuição de renda, prover os meios para que outros grupos de comunicação surjam, dar mais crédito (e com juros menores) a quem queira produzir, conduzir maior concorrência no meio bancário através dos bancos públicos, controlar a inflação por outros meios, que não a taxa de juros, etc.

O Grande

Marco Aurélio Mello – O grande, afirmou em entrevista ao Valor econômico que “faltou uma faca no pescoço” do senado para que este votasse pela cassação de Renan Calheiros.
Em outras palavras, mais um ministro do STF afirma que a imprensa definiu o resultado da aceitação da denúncia do mensalão.
Peço desculpas pela repetição, mas que lástima.
Que lástima!

O Rentismo

Já começou a velha cantilena tratando do "PIB potencial", ou seja, o máximo que o Brasil poderia crescer sem pressões inflacionárias.
Verdade seja dita, é apenas interesse do rentismo em continuar se locupletando com o dinheiro do povo.
Inúmeros “grandes” economistas já disseram em grandes jornais que o tal “PIB potencial” era de, no máximo, 5%. E, o Brasil tem crescido exatamente este valor e as pressões inflacionárias não estão desembestando o cavalo da inflação. Por motivo óbvio, a pressão que exercem os produtos estrangeiros no Brasil.
Será uma lástima se o BC interromper a queda na taxa básica de juros, dado que os EUA, o propulsor da crise nos mercados mundiais, não está assim tão preocupado com a própria crise e, discute se a sua taxa (5,25% ao ano) deve ser diminuída.
Nós temos mais do que o dobro da taxa deles (11,25%) e alguns çábios dizem que já passou da hora de parar.
Uma lástima.

Salvatore dos Corruptos

E eis que Salvatore Cacciola volta as baias.... quem se lembra dele? Será que algum tucano se lembra?
Vamos viver, já que recordar...

Gustavo Franco, o neoliberal-mor, homem das contas CC-5 e do início da estratosférica taxa de juro brasileira era o presidente do BC. Ele era contra a desvalorização do real e, contra o câmbio flutuante. O problema era que as contas brasileiras estavam em dissolvência. Com o real valendo quase o mesmo que o dólar, as reservas internacionais haviam minguado e o Brasil estava a beira de dar um calote. Era óbvio que o Brasil necessitava desvalorizar o real, porém, era época de campanha e o Brasil ter uma moeda tão “forte” quanto o dólar era um motivo de orgulho nacional e o precípuo cabo eleitoral de FHC.
O PT (Partido Temível) durante toda a campanha alertou para a necessidade de se desvalorizar o real, porém, o PSDB (partido dos çábios) dizia que os vermelhos estavam era jogando contra o país, como já tinham desacreditado o real em outros tempos. Na verdade, o real estava desacreditado realmente, quando o PT alertou isto. Foi desacreditado pelo Ricupero, desastroso ministro da fazenda. Até que Ciro Gomes assumiu o ministério da fazenda e acertou a coisa toda. Teve um custo este acerto (aumento das importações e quebradeira das empresas nacionais), mas a inflação foi debelada.

Pois bem, FHC não desvalorizou o real e foi reeleito no primeiro turno. 12 dias depois de tomar posse o príncipe desvalorizou a moeda, o que tinha prometido e reprometido e reprometido tão convictamente não fazer na campanha. Foi o segundo maior engodo eleitoral da história (o primeiro foi o plano cruzado).
Mirian Leitão, (a controladora-geral do Brasil, nas palavras de Paulo Henrique Amorim) acreditou que Ele não desvalorizaria a moeda, Roberto Marinho acreditou Nele e outros também. Uso letra maiúscula já que FHC julga-se divino. E muitos concordam. A revista veja, particularmente.

Bem, mas vamos aos detalhes de nossa história, que é o que realmente interessa.
Antes da maxidesvalorização Gustavo Franco foi catapultado do cargo e em seu lugar assumiu Francisco Lopes. Alguém (¿quem será?) começou a vender informações a dois bancos, Marka (do Cacciola) e ao FonteCindam. Os grandes bancos sabiam que o BC necessitava desvalorizar o real e começaram a comprar dólares. O BB e a Caixa (por motivos políticos) foram proibidos de fazê-lo, e tomaram um prejuízo de bilhões de reais. Mais uma que a população teve que arcar.

O banqueiro Salvatore Cacciola tinha informações de que a desvalorização ainda não ocorreria e, não comprou dólares. Este alguém não conseguiu avisar a tempo aos banqueiros do Marka e do FonteCindam que o real seria desvalorizado. O que era óbvio acabou acontecendo, o real foi desvalorizado e estes dois bancos que (assim como inúmeras empresas brasileiras) tinham dívidas em dólares, viram sua dívida duplicar do dia para noite. Acabaram quebrando. Mas, banco no Brasil não pode quebrar! Armínio Fraga, o sweet baby do megaespeculador George Soros havia acabado de assumir a presidência do BC (rotatividade do cargo maior do que a de técnicos de futebol). Ele, juntamente com alguns outros çábios (ou çábias, já que junta-se a ele Tereza Grossi, ex-diretora de fiscalização do BC) decidiram que o país assumisse o prejuízo destes dois bancos. Como? Venderam dólares ao preço anterior da desvalorização. O Brasil, do dia para a noite, perdeu dois bilhões de reais (valores da época). Assim. Simples assim, bilhões de reais se vão e tudo fica por isto mesmo. Justificaram o prejuízo afirmando que havia o risco de uma quebra “sistêmica” nos bancos. Sabe-se lá quem eram os bancos Marka e Fontecindam e qual era a importância destes para a população. Mas banqueiros no Brasil... não são réles mortais...
Cacciola foi ajudado com bilhões de reais. Foi processado e condenado. Mas aí veio Marco Aurélio Mello, o soltador-geral da república, este que tem tantas palavras a dizer sobre corrupção, sobre mensalão, sobre impunidade. Este que acabou de soltar bicheiros que, segundo ele, não estavam numa ação “delitiva”. Os bicheiros tiveram de ser presos novamente pela polícia federal (àquela, criada no governo Lula), em flagrante. Veremos se ele os solta de novo, para que possam bater asas em seus vôos rasantes sobre a política nativa.
Pois bem, Cacciola pegou o hábeas corpus do Marco Aurélio Mello e foi viver na Itália, o que era mais do que óbvio que faria.
Como tem dupla cidadania, ele não pôde ser extraditado. Italianos não são extraditados para serem julgados fora do seu país de origem, assim como brasileiros.
Ao dar uma passeadinha em Mônaco, Cacciola acabou preso pela interpol.

Bem, restam-me dois desejos. O primeiro, ver se alguém que deveria investigar o Brasil aproveitará a oportunidade e quererá responsabilizar quem deu tanto dinheiro do povo aos bancos.

E o segundo, torço para que o processo não caia nas mãos de Marco Aurélio Mello. Este grandecíssimo senhor, nomeado pelo ex-presidente Collor de Mello (seu primo) para o STF. Porque aí, o filme já está batido. Mello soltará o banqueiro e em seguida dará uma entrevista para a mídia se lambuzar com suas palavras sobre impunidade.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Renan - O Desprezível

Renan Calheiros, presidente do senado, não foi cassado, por enquanto. Absolveu-se, graças a votos do PT (que de maneira imperdoável, se absteve!) e algumas traições da oposição. Espanta-me o PT sujar o seu nome para defender um político como Calheiros. Espanta-me, ainda.
Da oposição, é claro, eu não espero nada. Nada de íntegro, ao menos.

Renan, todavia, não é a figura demoníaca que alguns tentam retratar. Um bom exemplo de que isto é mentira, foi o fato de que, como presidente do senado, impediu que o tão elogiado ministro da defesa Nélson Jobim, a época presidente do STF, juntamente com o presidente da câmara Severino Cavalcanti (quele eleito pela oposição construtiva), assinassem em conjunto uma medida administrativa que quase dobraria o salário das duas casas legislativas. Renan barrou a medida, deixando que os putos fossem conseguir o aumento no plenário, e não por baixo dos panos. Jobim e Cavalcanti sairiam chamuscados, se se importassem com isto. A medida acabou não sendo votada. Renan não precisava deste aumento. Tinha outras fontes de renda, como é sabido.... rs.

Renan não foi cassado, também, porque como ministro da justiça de FHC colecionou preciosas informações sobre grande parte de senadores e ex-senadores, que, agora e sempre, comem na sua mão.
Que Renan é corrupto, isto é sabido por todos. Ninguém consegue com um salário de político angariar honestamente o patrimônio milionário que ele conseguiu. A questão, é que tem de se provar de onde veio o dinheiro roubado. Isto, os senadores que o investigaram, não conseguiram provar peremptoriamente. No máximo, conseguiram afirmar que o dinheiro que ele diz ter conseguido por meio de venda de gado não foi plenamente comprovado. Mas, ora, cabe a eles provar que o dinheiro conseguido por ele é ilícito, e não o contrário! Aí eles se perderam e, a cassação que seria por motivo óbvio, ocorreria sem ter uma prova óbvia.

A coisa que mais me incomoda, disto tudo, é que, caso Renan Calheiros tivesse renunciado a presidência, o caso teria sido abafado. Isto me incomoda. Peguemos o exemplo de Romero Jucá, este líder do governo no senado tanto nos governos FHC quando no de Lula (!). Para ser ministro da previdência do governo, ele não prestou. Capas de jornais, muitas acusações, processos que pesam contra ele (já de algum tempo), escândalo, e tal. Saiu do ministério e voltou pro senado, onde está há muito tempo. Estando lá, a imprensa parou de incomodá-lo. Ué, pra ser senador ele presta, mas pra ser ministro, não? Como? Não deveria ter continuado a pressão? Por que parou?
Na minha opinião, insinuam inadvertidamente que o senado é uma casa, por assim dizer, possuidora de uma luz de cor primária, a qual misturada a outros tons pode facilmente conseguir-se o laranja e o roxo. Todo mundo insinua isto. Inadvertidamente, ou não.

A verdade é que se Renan tivesse renunciado à presidência da casa as coisas teriam ficado muito mais fáceis para ele. Aí é que está a grande diferença entre ser inteligente e ser esperto. Ele só é esperto.
Deixou pra se licenciar depois do processo. Se perdeu nesta.

domingo, 9 de setembro de 2007

Direito é de direita

Não vejo com bons olhos a nomeação de Carlos Alberto Direito para o STF. A despeito do notório saber, ter um representante sobejamente conservador numa corte que já é conhecida pela sua aversão e distância ao povo, não é algo que me acalenta.

Além do mais, entrar de um jeito tão atabalhoado como entrou, tendo que aposentar ministro mais cedo para que pudesse ser indicado (Direito completaria 65 anos de idade e não poderia asumir o "trono").

Concessão atrás de concessão ao conservadorismo, ao atraso, aos reacionários, aos responsáveis pelo atraso em nosso país. Não que o ministro escolhido seja ruim, mas muitos que efetivamente o são sentiram-se representados com sua nomeação. Uma lástima.

Além do mais, substituindo Sepúlveda Pertene, um dos ministros mais progressistas da história do STF... é uma pena. De qualquer maneira, ficam registrados meus parabéns ao ministro que sai.

Só não chorarei muitas mágoas com a nomeação de Direito porque ele ficará poucos anos no STF (a aposentadoria compulsória é aos 70 anos).
Já é alguma coisa.