WASHINGTON - Ela foi desmoralizada. Não por mim. Seria muita pretensão. Ela foi desmoralizada por profissionais de Saúde de todos os calibres, indepententemente de filiação partidária. Foi desmoralizada pelo ministro da Saúde. Praticante do "jornalismo catastrofista", Eliane Cantanhêde convocou o Brasil a se vacinar contra a febre amarela. É irresponsável. Não entende nada de Medicina, mas pontificou. Ela escreve sem dar nomes. É covarde. Eu escrevo com todas letras: Eliane Cantanhêde é irresponsável. É incompetente. É má profissional. Foi contestada por editorial do próprio jornal que lhe dá espaço. Fiquem com o que o Eduardo Guimarães escreveu sobre ela e a Folha:
"O dicionário define o substantivo feminino fobia, na rubrica psicopatologia, como um "estado de angústia impossível de ser dominado, que se traduz por violenta reação de evitamento e que sobrevém de modo relativamente persistente, quando certos objetos, tipos de objeto ou situações se fazem presentes, imaginados ou mencionados"
As páginas de opinião da Folha voltaram a atacar os blogs. Para variar, como em tudo em que aquele e outros veículos "fecham questão", sem permitir contraponto.
Um leitor conseguiu a façanha de comentar a coluna de Fernando de Barros e Silva de sábado, reproduzida parcialmente no post abaixo e que atacou os blogs políticos, sendo que a Folha fecha suas edições do fim de semana na sexta-feira. Mas acontece que o leitor fez um comentário de alto interesse para o jornal e, portanto, deram um "jeitinho" de incluí-lo, em cima da hora, na edição dominical:"Gostaria de parabenizar o jornalista Fernando de Barros e Silva pela sua postura íntegra, isenta e profissional como colunista da Folha. Infelizmente vivemos um momento de rebuliço quanto ao que seja jornalismo diante da explosão dos blogs ditos jornalísticos, mas que em sua essência são puro mimetismo da militância A ou B. É péssimo para o verdadeiro jornalismo qualquer aproximação com o que possa ser chamado de blog, principalmente os que de alguma forma estão ideologicamente alinhados aos principais partidos, PT e PSDB." JAIRO SANTOS AQUINO (Vitória, ES)Mas interessante mesmo foi a coluna dominical dela, da musa do "perigo amarelo", Eliane Cantanhêde, mulher do marqueteiro do PSDB. Conseguem adivinhar do que ela tratou? Não adivinham? Eu conto: de (falta de) responsabilidade. Justo aquela que exortou as pessoas, fossem de onde fossem, a se vacinarem contra a febre amarela "antes que fosse tarde". Só que, desta vez, ela vem tratar de assunto pernicioso não à saúde das pessoas, mas à liberdade de expressão:"(...) Os petistas e tucanos de internet, essas novas categorias do cenário político, irresponsáveis e agressivas, ficariam surpresíssimos se ouvissem a troca de elogios que Serra e ilustres lulistas trocam fora dos holofotes (...)".É bem interessante que alguém que tem interesses diretos na luta político-partidária por ser casada com alguém pago pelo PSDB para engendrar formas de promovê-lo e de desmoralizar seus adversários, e que, portanto, tem interesses particulares nas questões políticas, tenha coragem de acusar gente como eu, que jamais, em 48 anos de vida, nem sequer me aproximei de político nenhum. Mas o importante não é a cara-dura do PIG ou dos leitores providenciais que escrevem o que a Folha quer na hora e medida certas para sua nova campanha, agora contra os blogs que fizeram a grande mídia ter que noticiar o cinismo dos tucanos, que acusaram os petistas por causa dos cartões apesar de que usam mais esse instrumento do que eles e, pior, que não prestam contas com a mesma transparência.O importante - e o que é motivo de júbilo para nós - é que a mídia sentiu o golpe. Não se chuta cachorro morto nem amarrado, turma.Eles querem a exclusividade para transmitir informações e opiniões. Querem escolher quem deve opinar e o que deve ser opinado. Querem impor limites à opinião de que não gostam e liberar geral aquela de que gostam. Eles que vão se ferrar. Não conseguirão. Mais uma vez.Agora, digna de comentário é a burrice dos leões-de-chácara do PIG. Aliada à arrogância, impede essa gente de entender que ao criticar os blogs "tucanos e petistas" sem dizer por que, fazem as pessoas pensarem. E pior ainda é que fazem isso num momento no qual quem lhes criou "problemas" foram os blogs que julgam "petistas", como este aqui, não os blogs tucanos. Mas eles acreditam piamente na burrice do leitor. Por isso estão perdendo tanta credibilidade."
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Cartão corporativo e "mídia esgoto" - por Altamiro Borges
O jornalista Luis Nassif, numa série imperdível no seu blog sobre os podres da revista Veja, cunhou a expressão “jornalismo esgoto”. Ela se encaixa perfeitamente na nova ofensiva patrocinada pela mídia hegemônica para fustigar o governo Lula. Agora o mote são os chamados cartões corporativos usados pelo presidente, ministros e outros servidores para efetuar gastos cotidianos. O terrorismo midiático já decapitou a ministra Matilde Ribeiro, da Igualdade Racial, e chamuscou criminosamente a imagem dos ministros Orlando Silva, dos Esportes, e Altemir Gregolin, da Pesca. Mas o alvo é bem maior.
A escalada agressiva do denuncismo se volta diretamente contra o próprio presidente Lula, que às vezes se finge de morto diante dos ataques da oposição de direita e da mídia e cede às pressões. O jogo é pesado e gera corrosivas conversas nas ricas camadas médias – que, segundo recente pesquisa, ainda endeusam a mídia e preferem pensar com a cabeça dos seus donos. A ofensiva confunde até parcelas progressistas da sociedade. A marcha udenista é arrasadora e intensa e pode resultar, segundo líderes da oposição liberal-conservadora, numa nova crise política e na instalação de outra CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito). É tudo o que a direita golpista, confusa e rachada, deseja para desgastar o governo Lula num ano eleitoral.
Ausência de informações sérias
Nesta brutal ofensiva, o que menos vale é a informação imparcial e a justa fiscalização do poder público. O objetivo não é denunciar os abusos e deslumbramentos dos governantes, visando a sua correção – como afirmam alguns ingênuos ou oportunistas –, mas sim fortalecer a oposição de direita. A mídia hegemônica sequer informa os seus leitores e telespectadores que o uso dos cartões corporativos ou de outros afins é comum no mundo todo. Autoridades governamentais – assim como executivos das empresas capitalistas, jornalistas vestais da ética e até intelectuais “quimicamente puros” – costumam viajar, hospedar-se em hotéis e marcar contatos para tratar de assuntos de interesse político, profissional ou acadêmico.
Frente às despesas corriqueiras, o cartão corporativo é um avanço, que, evidentemente, necessita sempre de ajustes. Ele foi criado em 2001, na gestão de FHC, devido às denúncias da falta de controle dos gastos. Antes, um ministro recebia a quantia em dinheiro, depositava na sua conta, pagava as despesas e depois apresentava a nota. Não havia qualquer transparência. Através do decreto nº. 5.355, de janeiro de 2005, o governo Lula ainda procurou regulamentar melhor o uso do cartão. Segundo o decreto, ele pode ser usado na “aquisição de materiais e contratação de serviços”, na compra de passagens aéreas, locação de veículos e no pagamento de hotéis, refeições e diárias de viagem. É proibido utilizá-lo em viagens internacionais.
Maior transparência e fiscalização
Outro importante avanço é que atualmente todos os dados das despesas estão disponibilizados na internet, através do Portal da Transparência, implantado em 2004. É possível acompanhar os gastos dos 11.510 servidores da administração federal que possuem o cartão corporativo, segundo balanço de dezembro de 2007. As despesas ainda são fiscalizadas pela Controladoria Geral da União (CGU) e pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Diante das recentes denúncias, o governo decidiu apertar mais o cerco. Um novo decreto restringe a conta “tipo B”, que ainda previa saques em dinheiro, e limita gastos em viagens.
Segundo Luiz Navarro, secretário da CGU, “o cartão é uma instrumento moderno, que permite melhor controle do que o velho talonário de cheques. O aumento das despesas acontece simultaneamente à redução do volume de pagamentos feitos pelo sistema antigo (tipo B)”. Mesmo assim, ele defende a manutenção dos saques em dinheiro para os casos inevitáveis, como o dos servidores do Incra, Ibama e Funai, que operam em zonas rurais, e para ações sigilosas da PF e da Abin. Por fim, ele lembra que “a imprensa e a sociedade hoje podem acompanhar fácil e completamente tudo isso graças à política de transparência pública adotada pelo atual governo. Até 2004 essa possibilidade simplesmente inexistia”.
Mídia tucana e gastos de FHC
Estas e outras informações, decisivas na formação da opinião pública, não têm destaque nos noticiários. Além de tratar o tema como um escândalo político, a mídia hegemônica esbanja parcialidade. Ele sequer informou os seus inocentes úteis que o relatório da Controladoria Geral da União (CGU), divulgado em janeiro, atesta que a despesa total com o cartão corporativo situa-se entre 0,002% e 0,004% das despesas totais do Poder Executivo – uma mixaria comparada ao que é gasto com os juros pagos aos rentistas (R$ 174 bilhões em 2007) ou mesmo aos R$ 1,04 bilhão gastos em publicidade oficial na mídia mercenária.
O “jornalismo esgoto” e descaradamente tucano também não deu manchetes aos dados da CGU sobre os gastos do governo FHC com suprimento de fundos (que envolvem os cartões corporativos). Eles foram de R$ 213,6 milhões, em 2001, e de R$ 233,2 milhões, em 2002. No governo Lula, eles foram reduzidos e mantêm-se, nos últimos cinco anos, a média anual de R$ 143,5 milhões. Segundo a CGU, as despesas só superaram este patamar em 2007, atingindo R$ 176,9 milhões, devido às despesas da Abin na segurança dos jogos Pan-americanos, à realização de dois censos do IBGE e à intensificação das operações da Polícia Federal. Elas representaram 82,4% do aumento dos gastos com cartões.
Blogueiros e o sumiço dos pragmáticos
Tamanha manipulação da “mídia esgoto” tem gerado a justa revolta dos que ainda prezam pela ética e pelo oficio do bom jornalismo. Bem diferente de certos políticos pragmáticos, que temem a ditadura midiática, fogem do debate de idéias e cedem às pressões, alguns blogueiros partem para o contra-ataque. Renato Rovai, editor da revista Fórum, critica inclusive o presidente Lula. “Ao deixar a ex-ministra Matilde Ribeiro sendo massacrada pelos meios de comunicação até ser obrigada a entregar o cargo para saciar a sanha de setores da mídia, o governo cometeu mais uma dos seus estúpidos erros políticos na relação com a oposição midiática... Ao oferecer aliados para saciar a fome dos opositores, em geral o que se faz é aumentar o apetite desses”.
Diante desta passividade, os blogs dão munição para ajudar na batalha de idéias. Lembram, por exemplo, que a filha de FHC, que era funcionária da presidência, utilizou um avião da FAB para vistoriar as fazendas do pai e nunca prestou contas da despesa; que outro filho, Paulo Henrique, gastou R$ 10 milhões dos cofres públicos para montar um stand numa feira na Alemanha; e que ministros tucanos, como José Serra e Raul Jungmann, fizeram viagens de turismo com verbas públicas. O Onipresente até pesquisou o Portal da Transparência para investigar o uso do cartão corporativo por seguranças de FHC – a lei garante a regalia aos ex-presidentes. Somente em 6 de agosto de 2007, o servidor Eduardo Sacillotto encheu quatro vezes o taque do carro de FHC.
Serra e os jantares no Fasano
Eduardo Guimarães, do blog Cidadania, adverte que está em curso uma nova guerra da mídia contra o governo Lula. “Os cartões corporativos, a CGU e o Portal da Transparência constituem uma fonte inesgotável de ‘matéria prima’ para a mídia acusar o governo. Cada compra feita e devidamente registrada será tratada como se fosse gasto pessoal do membro do governo... Não importa se era assim, se é assim em qualquer parte e se continuará sendo assim. O que importa é dizer ao povo: ‘enquanto você come pescoço de frango, o Lula come picanha argentina”. Ele propõe a imediata mobilização dos “sem mídia” para denunciar que “as contas do governo Serra são uma caixa preta e que ele, ao contrário de Lula, não tem coragem de expô-las”.
Já o jornalista Luiz Antonio Magalhães, que não morre de amores pelo governo Lula, afirma que “a histeria da grande imprensa com os gastos nos cartões corporativos é apenas mais uma forma de jogar para a torcida e de apostar no udenismo rastaqüera para tentar prejudicar a imagem do governo. O problema é que talvez a opinião pública esteja uma pouco mais madura do que os jornalões imaginam. Ela já sabe que Orlando Silva gosta de tapioca, mas talvez queira saber direitinho como os secretários de José Serra fazem para pagar os jantares no Fasano”.
Altamiro Borges é jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB e autor do livro “As encruzilhadas do sindicalismo” (Editora Anita Garibaldi, 2ª edição).
A escalada agressiva do denuncismo se volta diretamente contra o próprio presidente Lula, que às vezes se finge de morto diante dos ataques da oposição de direita e da mídia e cede às pressões. O jogo é pesado e gera corrosivas conversas nas ricas camadas médias – que, segundo recente pesquisa, ainda endeusam a mídia e preferem pensar com a cabeça dos seus donos. A ofensiva confunde até parcelas progressistas da sociedade. A marcha udenista é arrasadora e intensa e pode resultar, segundo líderes da oposição liberal-conservadora, numa nova crise política e na instalação de outra CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito). É tudo o que a direita golpista, confusa e rachada, deseja para desgastar o governo Lula num ano eleitoral.
Ausência de informações sérias
Nesta brutal ofensiva, o que menos vale é a informação imparcial e a justa fiscalização do poder público. O objetivo não é denunciar os abusos e deslumbramentos dos governantes, visando a sua correção – como afirmam alguns ingênuos ou oportunistas –, mas sim fortalecer a oposição de direita. A mídia hegemônica sequer informa os seus leitores e telespectadores que o uso dos cartões corporativos ou de outros afins é comum no mundo todo. Autoridades governamentais – assim como executivos das empresas capitalistas, jornalistas vestais da ética e até intelectuais “quimicamente puros” – costumam viajar, hospedar-se em hotéis e marcar contatos para tratar de assuntos de interesse político, profissional ou acadêmico.
Frente às despesas corriqueiras, o cartão corporativo é um avanço, que, evidentemente, necessita sempre de ajustes. Ele foi criado em 2001, na gestão de FHC, devido às denúncias da falta de controle dos gastos. Antes, um ministro recebia a quantia em dinheiro, depositava na sua conta, pagava as despesas e depois apresentava a nota. Não havia qualquer transparência. Através do decreto nº. 5.355, de janeiro de 2005, o governo Lula ainda procurou regulamentar melhor o uso do cartão. Segundo o decreto, ele pode ser usado na “aquisição de materiais e contratação de serviços”, na compra de passagens aéreas, locação de veículos e no pagamento de hotéis, refeições e diárias de viagem. É proibido utilizá-lo em viagens internacionais.
Maior transparência e fiscalização
Outro importante avanço é que atualmente todos os dados das despesas estão disponibilizados na internet, através do Portal da Transparência, implantado em 2004. É possível acompanhar os gastos dos 11.510 servidores da administração federal que possuem o cartão corporativo, segundo balanço de dezembro de 2007. As despesas ainda são fiscalizadas pela Controladoria Geral da União (CGU) e pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Diante das recentes denúncias, o governo decidiu apertar mais o cerco. Um novo decreto restringe a conta “tipo B”, que ainda previa saques em dinheiro, e limita gastos em viagens.
Segundo Luiz Navarro, secretário da CGU, “o cartão é uma instrumento moderno, que permite melhor controle do que o velho talonário de cheques. O aumento das despesas acontece simultaneamente à redução do volume de pagamentos feitos pelo sistema antigo (tipo B)”. Mesmo assim, ele defende a manutenção dos saques em dinheiro para os casos inevitáveis, como o dos servidores do Incra, Ibama e Funai, que operam em zonas rurais, e para ações sigilosas da PF e da Abin. Por fim, ele lembra que “a imprensa e a sociedade hoje podem acompanhar fácil e completamente tudo isso graças à política de transparência pública adotada pelo atual governo. Até 2004 essa possibilidade simplesmente inexistia”.
Mídia tucana e gastos de FHC
Estas e outras informações, decisivas na formação da opinião pública, não têm destaque nos noticiários. Além de tratar o tema como um escândalo político, a mídia hegemônica esbanja parcialidade. Ele sequer informou os seus inocentes úteis que o relatório da Controladoria Geral da União (CGU), divulgado em janeiro, atesta que a despesa total com o cartão corporativo situa-se entre 0,002% e 0,004% das despesas totais do Poder Executivo – uma mixaria comparada ao que é gasto com os juros pagos aos rentistas (R$ 174 bilhões em 2007) ou mesmo aos R$ 1,04 bilhão gastos em publicidade oficial na mídia mercenária.
O “jornalismo esgoto” e descaradamente tucano também não deu manchetes aos dados da CGU sobre os gastos do governo FHC com suprimento de fundos (que envolvem os cartões corporativos). Eles foram de R$ 213,6 milhões, em 2001, e de R$ 233,2 milhões, em 2002. No governo Lula, eles foram reduzidos e mantêm-se, nos últimos cinco anos, a média anual de R$ 143,5 milhões. Segundo a CGU, as despesas só superaram este patamar em 2007, atingindo R$ 176,9 milhões, devido às despesas da Abin na segurança dos jogos Pan-americanos, à realização de dois censos do IBGE e à intensificação das operações da Polícia Federal. Elas representaram 82,4% do aumento dos gastos com cartões.
Blogueiros e o sumiço dos pragmáticos
Tamanha manipulação da “mídia esgoto” tem gerado a justa revolta dos que ainda prezam pela ética e pelo oficio do bom jornalismo. Bem diferente de certos políticos pragmáticos, que temem a ditadura midiática, fogem do debate de idéias e cedem às pressões, alguns blogueiros partem para o contra-ataque. Renato Rovai, editor da revista Fórum, critica inclusive o presidente Lula. “Ao deixar a ex-ministra Matilde Ribeiro sendo massacrada pelos meios de comunicação até ser obrigada a entregar o cargo para saciar a sanha de setores da mídia, o governo cometeu mais uma dos seus estúpidos erros políticos na relação com a oposição midiática... Ao oferecer aliados para saciar a fome dos opositores, em geral o que se faz é aumentar o apetite desses”.
Diante desta passividade, os blogs dão munição para ajudar na batalha de idéias. Lembram, por exemplo, que a filha de FHC, que era funcionária da presidência, utilizou um avião da FAB para vistoriar as fazendas do pai e nunca prestou contas da despesa; que outro filho, Paulo Henrique, gastou R$ 10 milhões dos cofres públicos para montar um stand numa feira na Alemanha; e que ministros tucanos, como José Serra e Raul Jungmann, fizeram viagens de turismo com verbas públicas. O Onipresente até pesquisou o Portal da Transparência para investigar o uso do cartão corporativo por seguranças de FHC – a lei garante a regalia aos ex-presidentes. Somente em 6 de agosto de 2007, o servidor Eduardo Sacillotto encheu quatro vezes o taque do carro de FHC.
Serra e os jantares no Fasano
Eduardo Guimarães, do blog Cidadania, adverte que está em curso uma nova guerra da mídia contra o governo Lula. “Os cartões corporativos, a CGU e o Portal da Transparência constituem uma fonte inesgotável de ‘matéria prima’ para a mídia acusar o governo. Cada compra feita e devidamente registrada será tratada como se fosse gasto pessoal do membro do governo... Não importa se era assim, se é assim em qualquer parte e se continuará sendo assim. O que importa é dizer ao povo: ‘enquanto você come pescoço de frango, o Lula come picanha argentina”. Ele propõe a imediata mobilização dos “sem mídia” para denunciar que “as contas do governo Serra são uma caixa preta e que ele, ao contrário de Lula, não tem coragem de expô-las”.
Já o jornalista Luiz Antonio Magalhães, que não morre de amores pelo governo Lula, afirma que “a histeria da grande imprensa com os gastos nos cartões corporativos é apenas mais uma forma de jogar para a torcida e de apostar no udenismo rastaqüera para tentar prejudicar a imagem do governo. O problema é que talvez a opinião pública esteja uma pouco mais madura do que os jornalões imaginam. Ela já sabe que Orlando Silva gosta de tapioca, mas talvez queira saber direitinho como os secretários de José Serra fazem para pagar os jantares no Fasano”.
Altamiro Borges é jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB e autor do livro “As encruzilhadas do sindicalismo” (Editora Anita Garibaldi, 2ª edição).
Eu não quero que gastem meu dinheiro com a CPI da tapioca - por Luiz Carlos Azenha
WASHINGTON - O governo Lula perdeu completamente a noção. Marchou três ministros para diante das câmeras e microfones para dar satisfação sobre gastos com cartões corporativos. Depois eles aqui nos chamam de república das bananas e a gente não se dá conta do motivo. Será que não ocorre a ninguém neste governo frouxo que o Brasil é maior que uma tapioca?
Denúncias sobre o uso irregular de cartão corporativo? Apure-se. Quem gastou erradamente devolve o dinheiro. E estamos conversados. Eu gostaria muito de ver um repórter da Folha de S. Paulo, aqui em Washington, batendo na porta da Casa Branca para perguntar como são pagas as despesas pessoais do presidente Bush. Seria escorraçado. Nem Bush, nem os "ministros" de Bush tem tempo para tratar dessas picuinhas.
Como são pagas as despesas pessoais do governador José Serra? E do prefeito Gilberto Kassab? Sinceramente? Eu não quero saber. Acho que quaisquer que sejam os gastos que eles fazem COM DINHEIRO DOS MEUS IMPOSTOS não paga o preço de uma CPI na Assembléia Legislativa, em termos diretos ou indiretos. Qual é o custo de uma CPI? Quantas horas o servidor público pago COM O DINHEIRO DOS MEUS IMPOSTOS vai perder na CPI? Quantas horas de trabalho de um deputado ou senador, pagos COM O DINHEIRO DOS MEUS IMPOSTOS, serão gastas na CPI? Qual é o sentido disso, num país que tem milhões de problemas muito mais graves para resolver, que envolvem muito mais DO DINHEIRO DOS MEUS IMPOSTOS? Qual é a relação custo-benefício? Dizer aos irmãos Frias que o jornal deles tem alguma importância? É isso? Vamos pagar uma fortuna para dizer à Folha que ela tem importância?
Que o caso passe à esfera da polícia e da Justiça. Que tome seu rumo dentro do que está previsto na Constituição. Porém, o governo Lula é tão inepto que propõe uma CPI no Senado.
Eu simplesmente acho que o Brasil - do PT, do PSDB, do DEM, do PCdoB, do PV, do PSDB, do PMDB, do PR, do PTB, etc. - tem coisas muito mais importantes a fazer do que se mobilizar em torno do funcionário que gastou 1.400 reais para reformar uma mesa de bilhar. Foi irregular? Que devolva o dinheiro.
Mas o governo Lula gosta de brincar de faz-de-conta. Ao marchar três ministros para dar satisfações sobre gastos com cartões corporativos acaba legitimando as "cobranças" de um jornal que está em campanha política e não aplica o princípio da isonomia - tratamento igual para iguais. Eu não tenho nada contra investigações jornalísticas. Já fiz muitas. Agora, por exemplo, me dedico a descobrir quem bancou mulher e filho de FHC na Europa. Foi o governo? Foi dinheiro público? Ou foi dinheiro da Globo? Se foi da Globo, o que a empresa recebeu de volta?
O episódio da demissão da ministra Matilde Ribeiro, jogada às feras, vai entrar para a História como um dos mais vexatórios desse governo. Até as pedras do quintal de casa sabem que os adversários do Estatuto da Igualdade Racial e do reconhecimento das terras dos quilombolas estavam salivando à espera da cabeça da ministra.
Não foi a própria Advocacia Geral da União que apurou as irregularidades no uso dos cartões? Os dados não constam de um site do próprio governo? O jornal denunciou? Que seja apurado, sem que isso implique em mais uma crise artificial, que atrasa o Brasil de todos nós - do DEM ao PCdoB. Aqui nos Estados Unidos, o órgão encarregado de monitorar os gastos do governo acaba de detonar vários contratos entre o Pentágono e fabricantes de armas. O assunto saiu nos jornais. Políticos cobraram apuração. Estamos falando em bilhões de dólares. CPI? Só se ficar determinado que George W. Bush obrigou o Pentágono a fechar contrato com uma empresa da família dele.
O problema do Brasil não é a mídia, que faz o seu papel. O problema é a falta de coragem do governo Lula.
Qual foi o resultado do chamado alerta amarelo? Um ministro altamente qualificado ficou na defensiva, como se devesse satisfação a meia dúzia de jornalistas incompetentes e despreparados, que provocaram pânico em milhões de brasileiros.
Se o governo tivesse o que se chama de cojones - o que a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, por exemplo, tem - trataria desde já de politizar o assunto, deixando claro junto à opinião pública o que até mamãe, que prefere o tricô ao Jornal Nacional, sabe: começou a campanha eleitoral. E na campanha eleitoral a mídia corporativa brasileira é um partido. E esse partido só corre atrás dos problemas federais. Problemas estaduais e municipais em São Paulo, por exemplo, são pontuais, nunca sistêmicos.
Mas o governo Lula sofre da síndrome dos viralatas. Sugiro duas semanas de estágio com Barack Obama, o jovem senador de Illinois que se comporta como um "príncipe africano" na campanha eleitoral. Isso também vale para o republicano John McCain. Os dois são atacados de todo lado. Mas, diante dos repórteres, traçam uma clara linha de limite. Bateu? Levou. É do jogo.
Infelizmente, no Brasil, estamos diante de um governo masoquista, que cede diante de matérias de pé de página. Um governo fraco. Que vive emprestando cojones alheios quando precisa deles para autopreservação. Quem foi o primeiro convidado a viajar no Aerolula? Um repórter da Época, revista das Organizações Globo, empresa que em 2006 urdiu um plano estratégico para eleger Geraldo Alckmin. Esse é o retrato do governo Lula.
Denúncias sobre o uso irregular de cartão corporativo? Apure-se. Quem gastou erradamente devolve o dinheiro. E estamos conversados. Eu gostaria muito de ver um repórter da Folha de S. Paulo, aqui em Washington, batendo na porta da Casa Branca para perguntar como são pagas as despesas pessoais do presidente Bush. Seria escorraçado. Nem Bush, nem os "ministros" de Bush tem tempo para tratar dessas picuinhas.
Como são pagas as despesas pessoais do governador José Serra? E do prefeito Gilberto Kassab? Sinceramente? Eu não quero saber. Acho que quaisquer que sejam os gastos que eles fazem COM DINHEIRO DOS MEUS IMPOSTOS não paga o preço de uma CPI na Assembléia Legislativa, em termos diretos ou indiretos. Qual é o custo de uma CPI? Quantas horas o servidor público pago COM O DINHEIRO DOS MEUS IMPOSTOS vai perder na CPI? Quantas horas de trabalho de um deputado ou senador, pagos COM O DINHEIRO DOS MEUS IMPOSTOS, serão gastas na CPI? Qual é o sentido disso, num país que tem milhões de problemas muito mais graves para resolver, que envolvem muito mais DO DINHEIRO DOS MEUS IMPOSTOS? Qual é a relação custo-benefício? Dizer aos irmãos Frias que o jornal deles tem alguma importância? É isso? Vamos pagar uma fortuna para dizer à Folha que ela tem importância?
Que o caso passe à esfera da polícia e da Justiça. Que tome seu rumo dentro do que está previsto na Constituição. Porém, o governo Lula é tão inepto que propõe uma CPI no Senado.
Eu simplesmente acho que o Brasil - do PT, do PSDB, do DEM, do PCdoB, do PV, do PSDB, do PMDB, do PR, do PTB, etc. - tem coisas muito mais importantes a fazer do que se mobilizar em torno do funcionário que gastou 1.400 reais para reformar uma mesa de bilhar. Foi irregular? Que devolva o dinheiro.
Mas o governo Lula gosta de brincar de faz-de-conta. Ao marchar três ministros para dar satisfações sobre gastos com cartões corporativos acaba legitimando as "cobranças" de um jornal que está em campanha política e não aplica o princípio da isonomia - tratamento igual para iguais. Eu não tenho nada contra investigações jornalísticas. Já fiz muitas. Agora, por exemplo, me dedico a descobrir quem bancou mulher e filho de FHC na Europa. Foi o governo? Foi dinheiro público? Ou foi dinheiro da Globo? Se foi da Globo, o que a empresa recebeu de volta?
O episódio da demissão da ministra Matilde Ribeiro, jogada às feras, vai entrar para a História como um dos mais vexatórios desse governo. Até as pedras do quintal de casa sabem que os adversários do Estatuto da Igualdade Racial e do reconhecimento das terras dos quilombolas estavam salivando à espera da cabeça da ministra.
Não foi a própria Advocacia Geral da União que apurou as irregularidades no uso dos cartões? Os dados não constam de um site do próprio governo? O jornal denunciou? Que seja apurado, sem que isso implique em mais uma crise artificial, que atrasa o Brasil de todos nós - do DEM ao PCdoB. Aqui nos Estados Unidos, o órgão encarregado de monitorar os gastos do governo acaba de detonar vários contratos entre o Pentágono e fabricantes de armas. O assunto saiu nos jornais. Políticos cobraram apuração. Estamos falando em bilhões de dólares. CPI? Só se ficar determinado que George W. Bush obrigou o Pentágono a fechar contrato com uma empresa da família dele.
O problema do Brasil não é a mídia, que faz o seu papel. O problema é a falta de coragem do governo Lula.
Qual foi o resultado do chamado alerta amarelo? Um ministro altamente qualificado ficou na defensiva, como se devesse satisfação a meia dúzia de jornalistas incompetentes e despreparados, que provocaram pânico em milhões de brasileiros.
Se o governo tivesse o que se chama de cojones - o que a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, por exemplo, tem - trataria desde já de politizar o assunto, deixando claro junto à opinião pública o que até mamãe, que prefere o tricô ao Jornal Nacional, sabe: começou a campanha eleitoral. E na campanha eleitoral a mídia corporativa brasileira é um partido. E esse partido só corre atrás dos problemas federais. Problemas estaduais e municipais em São Paulo, por exemplo, são pontuais, nunca sistêmicos.
Mas o governo Lula sofre da síndrome dos viralatas. Sugiro duas semanas de estágio com Barack Obama, o jovem senador de Illinois que se comporta como um "príncipe africano" na campanha eleitoral. Isso também vale para o republicano John McCain. Os dois são atacados de todo lado. Mas, diante dos repórteres, traçam uma clara linha de limite. Bateu? Levou. É do jogo.
Infelizmente, no Brasil, estamos diante de um governo masoquista, que cede diante de matérias de pé de página. Um governo fraco. Que vive emprestando cojones alheios quando precisa deles para autopreservação. Quem foi o primeiro convidado a viajar no Aerolula? Um repórter da Época, revista das Organizações Globo, empresa que em 2006 urdiu um plano estratégico para eleger Geraldo Alckmin. Esse é o retrato do governo Lula.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Os momentos de catarse e a mídia - por Luis Nassif
O excepcional economista e jornalista Luis Nassif está desmontando com fatos e dados a farsa chamada veja.
Em uma série de crônicas ele demonstra a incomensurável safadeza que a revista se incumbiu nos últimos anos.
Segue para apreciação.
Não que a imoralidade da veja fosse desconhecida por qualquer homem de bem. Muito ao contrário. Qualquer pessoa com um mínimo de bom senso sabe que àquilo não é uma revista, mas um esgoto impresso.
Todavia, aí vão críticas mais concretas:
http://luis.nassif.googlepages.com/home
Em uma série de crônicas ele demonstra a incomensurável safadeza que a revista se incumbiu nos últimos anos.
Segue para apreciação.
Não que a imoralidade da veja fosse desconhecida por qualquer homem de bem. Muito ao contrário. Qualquer pessoa com um mínimo de bom senso sabe que àquilo não é uma revista, mas um esgoto impresso.
Todavia, aí vão críticas mais concretas:
http://luis.nassif.googlepages.com/home
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Políticas sociais como pilar fundamental para o desenvolvimento de uma nação - por Patrus Ananias de Sousa
Ao definir a agenda social como prioridade em seu governo, o Presidente Lula estabelece um novo paradigma para o planejamento das políticas públicas e possibilita a discussão em torno de um plano de desenvolvimento integral e integrado, abrangendo suas diversas dimensões: econômicas, sociais, culturais, ambientais. A proposta de aliar essas diversas dimensões rompe com a falácia economicista de que o crescimento, por si só, promove a inclusão social, ressaltando a importância da justiça social como alavanca para o desenvolvimento.
Recentes pesquisas demonstram que essa orientação se traduz em ações concretas que já apresentam.resultados, fazendo a economia crescer de modo consistente e incorporando os mais pobres ao mercado. Como resultado da geração de empregos, da recuperação do poder de compra do salário mínimo e dos programas de transferência de renda, o número de pessoas em situação de pobreza e o grau de desigualdade na distribuição de renda no Brasil têm diminuído significativamente a cada ano desde 2003.
Essa linha de condução das políticas encontra eco também na agenda internacional contemporânea. Diversos autores têm apontado as conseqüências socialmente nefastas da agenda neoliberal e encontram na retomada de aspectos centrais do Estado de Bem Estar Social as bases para o desenvolvimento nacional. Ao contrário do que dizem os defensores do Estado Mínimo, a intervenção estatal para garantir o bem estar de sua população é vista como fator de ampliação da competitividade internacional. O desenvolvimento europeu nos últimos 15 anos, sobretudo na Escandinávia, demonstram que o modelo neoliberal, que restringe as políticas sociais a um papel residual e compensatório, está longe de ser o melhor – menos ainda o único – caminho.
A concepção de desenvolvimento, assumida em sua integralidade, apresenta-se como um projeto de nação. Parte da sua dimensão ética de formação de pátria, de noção de pertencimento, que implica a garantia dos direitos constitutivos da cidadania. Além dessa dimensão – que por si só seria uma justificativa suficiente para sua existência – as políticas sociais têm efeitos positivos sobre a economia. Essas políticas incorporam novas pessoas ao mercado interno e formam cidadãos que, ao consumirem e ao terem oportunidades de inclusão produtiva, dinamizam a economia. Existem diversas evidências de que o investimento no atendimento a necessidades humanas básicas melhora a produtividade e o crescimento econômico, ampliando o retorno dos investimentos. Para potencializar os efeitos desse investimento, temos de continuar avançando na integração das políticas e ações públicas.
A situação de pobreza não se resume à insuficiência de renda. Ter uma baixa renda é o resultado de diversos fatores inter-relacionados: baixa escolaridade, poucas oportunidades de qualificação, difícil inserção no mercado de trabalho, acesso a postos mal remunerados e sem perspectivas de progresso. Outra vertente cruel da pobreza é sua reprodução entre gerações: filhos de pais pobres não têm as mesmas oportunidades de desenvolvimento educacional e de inclusão social que os filhos das famílias mais abastadas.
O desenvolvimento social só será alcançado, efetivamente, a partir da integração de todas as suas dimensões. Envolve estratégias que articulem – respeitando as demandas de cada região e de cada segmento da população – políticas de educação, saúde, reforma agrária, moradia, transporte coletivo para massas, geração de trabalho e renda, economia solidária, assistência social, segurança alimentar e nutricional, transferência de renda, estímulo à agricultura familiar, saneamento, cultura.
As políticas sociais devem, assim, ser implementadas como políticas permanentes e integradas, que acompanhem as demandas da população à medida que a sociedade evolui, e não como medidas limitadas e paliativas direcionadas a soluções pontuais de problemas específicos. Nesse contexto, o Estado deve responder às demandas por direitos emergentes, decorrentes de um novo patamar civilizatório: à alimentação adequada, à convivência familiar e comunitária, a um meio-ambiente sadio e sustentável.
Em um primeiro momento, devido à nossa histórica dívida social, as políticas sociais podem – e devem – assumir como prioridade corrigir as mazelas decorrentes dessa dívida e promover o resgate das situações que atentam contra a dignidade humana, em caráter emergencial. Contudo, devem se articular na perspectiva estrutural de fortalecer um Estado de Bem Estar Social que garanta e promova a qualidade de vida de nossos cidadãos. O pleno desenvolvimento nacional somente se concretiza quando todos os membros de uma sociedade podem realizar plenamente suas capacidades e aspirações, a partir de um patamar igual de direitos e oportunidades.
Recentes pesquisas demonstram que essa orientação se traduz em ações concretas que já apresentam.resultados, fazendo a economia crescer de modo consistente e incorporando os mais pobres ao mercado. Como resultado da geração de empregos, da recuperação do poder de compra do salário mínimo e dos programas de transferência de renda, o número de pessoas em situação de pobreza e o grau de desigualdade na distribuição de renda no Brasil têm diminuído significativamente a cada ano desde 2003.
Essa linha de condução das políticas encontra eco também na agenda internacional contemporânea. Diversos autores têm apontado as conseqüências socialmente nefastas da agenda neoliberal e encontram na retomada de aspectos centrais do Estado de Bem Estar Social as bases para o desenvolvimento nacional. Ao contrário do que dizem os defensores do Estado Mínimo, a intervenção estatal para garantir o bem estar de sua população é vista como fator de ampliação da competitividade internacional. O desenvolvimento europeu nos últimos 15 anos, sobretudo na Escandinávia, demonstram que o modelo neoliberal, que restringe as políticas sociais a um papel residual e compensatório, está longe de ser o melhor – menos ainda o único – caminho.
A concepção de desenvolvimento, assumida em sua integralidade, apresenta-se como um projeto de nação. Parte da sua dimensão ética de formação de pátria, de noção de pertencimento, que implica a garantia dos direitos constitutivos da cidadania. Além dessa dimensão – que por si só seria uma justificativa suficiente para sua existência – as políticas sociais têm efeitos positivos sobre a economia. Essas políticas incorporam novas pessoas ao mercado interno e formam cidadãos que, ao consumirem e ao terem oportunidades de inclusão produtiva, dinamizam a economia. Existem diversas evidências de que o investimento no atendimento a necessidades humanas básicas melhora a produtividade e o crescimento econômico, ampliando o retorno dos investimentos. Para potencializar os efeitos desse investimento, temos de continuar avançando na integração das políticas e ações públicas.
A situação de pobreza não se resume à insuficiência de renda. Ter uma baixa renda é o resultado de diversos fatores inter-relacionados: baixa escolaridade, poucas oportunidades de qualificação, difícil inserção no mercado de trabalho, acesso a postos mal remunerados e sem perspectivas de progresso. Outra vertente cruel da pobreza é sua reprodução entre gerações: filhos de pais pobres não têm as mesmas oportunidades de desenvolvimento educacional e de inclusão social que os filhos das famílias mais abastadas.
O desenvolvimento social só será alcançado, efetivamente, a partir da integração de todas as suas dimensões. Envolve estratégias que articulem – respeitando as demandas de cada região e de cada segmento da população – políticas de educação, saúde, reforma agrária, moradia, transporte coletivo para massas, geração de trabalho e renda, economia solidária, assistência social, segurança alimentar e nutricional, transferência de renda, estímulo à agricultura familiar, saneamento, cultura.
As políticas sociais devem, assim, ser implementadas como políticas permanentes e integradas, que acompanhem as demandas da população à medida que a sociedade evolui, e não como medidas limitadas e paliativas direcionadas a soluções pontuais de problemas específicos. Nesse contexto, o Estado deve responder às demandas por direitos emergentes, decorrentes de um novo patamar civilizatório: à alimentação adequada, à convivência familiar e comunitária, a um meio-ambiente sadio e sustentável.
Em um primeiro momento, devido à nossa histórica dívida social, as políticas sociais podem – e devem – assumir como prioridade corrigir as mazelas decorrentes dessa dívida e promover o resgate das situações que atentam contra a dignidade humana, em caráter emergencial. Contudo, devem se articular na perspectiva estrutural de fortalecer um Estado de Bem Estar Social que garanta e promova a qualidade de vida de nossos cidadãos. O pleno desenvolvimento nacional somente se concretiza quando todos os membros de uma sociedade podem realizar plenamente suas capacidades e aspirações, a partir de um patamar igual de direitos e oportunidades.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Peru: civilização incra e seu massacre - por Emir Sader
A guia responde: - Não há mais incas, somos todos andinos.
Eu perguntava pelo destino dos 6 milhões de incas que habitavam Cusco, a capital do Império Inca - cujo nome quer dizer, literalmente, "umbigo do mundo", - quando chegaram os colonizadores espanhóis.
Eles eram cerca de 6 milhões, tinham uma das civilizações mais avançadas do mundo na época. Foram dizimados. Em 5 anos estavam reduzidos a 1,6 milhões, escravizados. Todos os que compunham a elite - política, religiosa, científica, cultural, militar -, uns 300 mil, foram liquidados em pouco tempo, cortando as possibilidades de sobrevivência daquela civilização.
Todos os conhecimentos acumulados em astronomia, em arqueologia, em culinária, em religião, em agricultura, foram liquidados.
Como se fica sabendo perto dali, em Machupicchu - “Montanha Velha“, - os incas sabiam da circulação da terra em torno do sol, antes de Galileu. Muitos viviam mais de 100 anos, a ponto de que a Universidade de Machupicchu tinha professores de 120 anos.
Em Machupicchu viviam uns 600 ou 700 indígenas, até que um antropólogo norte-americano, Hiram Bingham, “descobriu” a cidade em 1911, levado por um menino que vivia no local. Quando os espanhóis tomaram Cusco, o chefe inca retirou-se para Machupicchu, reuniu todo o ouro e a prata e, para não entregá-la para os colonizadores, fugiu na direção da Amazônia. Daí nasceu o mito de Eldorado, que seria a cidade fundada e construída só de ouro e prata. O chefe inca conseguiu matar ao chefe dos colonizadores, Francisco Pizarro, em um combate.
Como reação recente ao papel de Pizarro, sua estátua foi retirada da principal praça de Lima e deixada em um parque central. Quanto ao antropólogo dos EUA, sob acusações de que teria roubado lingotes de ouro remanescentes e de que não foi o “descobridor” de Machupicchu, como confirma livro de seu filho, baseado em seus próprios diários. A luta dos habitantes locais agora é tirar-lhe esse título falso e atribuí-lo aos indígenas que já viviam em Machupicchu quando ele chegou, especialmente a Agustin Lizárraga, que em 1900 já havia chegado a Macchupicchu, mas também a seus conterrâneos Melchior Arteaga, Justo Ochoa, Gabino Sanchez e Enrique Palma.
Pela destruição causada por aqueles de quem é descendente o rei da Espanha - que, talvez pelas tragédias que produziram entre nós, quer que nos calemos -, é difícil imaginar o que seria o Peru de hoje - assim como a Bolívia, o Equador, a Guatemala, o México, o Chile, a Colômbia, entre outros de nossos países, se os povos originários não tivessem sido destruídos e, com eles, suas civilizações, suas culturas, suas formas de vida. Teriamos uma América Latina ainda mais diversificada e relações de igualdade com os países europeus, caso estes não tivessem se enriquecido com os massacres que promoveram na colonização.
Aliás, como deveriamos chamar à destruição das civilizações originais e a escravidão desses povos e dos negros, trazidos à força da África, para ser escravos e produzir riquezas para as potências européias? Massacres? Limpezas étnicas? Crimes contra a humanidade? Foi com esses banhos de sangue que o capitalismo chegou às Américas, trazido pelos colonizadores europeus. Esses mesmos que gostaríamos que nos calássemos sobre as barbaridades que eles cometeram contra nossas civilizações.
Eu perguntava pelo destino dos 6 milhões de incas que habitavam Cusco, a capital do Império Inca - cujo nome quer dizer, literalmente, "umbigo do mundo", - quando chegaram os colonizadores espanhóis.
Eles eram cerca de 6 milhões, tinham uma das civilizações mais avançadas do mundo na época. Foram dizimados. Em 5 anos estavam reduzidos a 1,6 milhões, escravizados. Todos os que compunham a elite - política, religiosa, científica, cultural, militar -, uns 300 mil, foram liquidados em pouco tempo, cortando as possibilidades de sobrevivência daquela civilização.
Todos os conhecimentos acumulados em astronomia, em arqueologia, em culinária, em religião, em agricultura, foram liquidados.
Como se fica sabendo perto dali, em Machupicchu - “Montanha Velha“, - os incas sabiam da circulação da terra em torno do sol, antes de Galileu. Muitos viviam mais de 100 anos, a ponto de que a Universidade de Machupicchu tinha professores de 120 anos.
Em Machupicchu viviam uns 600 ou 700 indígenas, até que um antropólogo norte-americano, Hiram Bingham, “descobriu” a cidade em 1911, levado por um menino que vivia no local. Quando os espanhóis tomaram Cusco, o chefe inca retirou-se para Machupicchu, reuniu todo o ouro e a prata e, para não entregá-la para os colonizadores, fugiu na direção da Amazônia. Daí nasceu o mito de Eldorado, que seria a cidade fundada e construída só de ouro e prata. O chefe inca conseguiu matar ao chefe dos colonizadores, Francisco Pizarro, em um combate.
Como reação recente ao papel de Pizarro, sua estátua foi retirada da principal praça de Lima e deixada em um parque central. Quanto ao antropólogo dos EUA, sob acusações de que teria roubado lingotes de ouro remanescentes e de que não foi o “descobridor” de Machupicchu, como confirma livro de seu filho, baseado em seus próprios diários. A luta dos habitantes locais agora é tirar-lhe esse título falso e atribuí-lo aos indígenas que já viviam em Machupicchu quando ele chegou, especialmente a Agustin Lizárraga, que em 1900 já havia chegado a Macchupicchu, mas também a seus conterrâneos Melchior Arteaga, Justo Ochoa, Gabino Sanchez e Enrique Palma.
Pela destruição causada por aqueles de quem é descendente o rei da Espanha - que, talvez pelas tragédias que produziram entre nós, quer que nos calemos -, é difícil imaginar o que seria o Peru de hoje - assim como a Bolívia, o Equador, a Guatemala, o México, o Chile, a Colômbia, entre outros de nossos países, se os povos originários não tivessem sido destruídos e, com eles, suas civilizações, suas culturas, suas formas de vida. Teriamos uma América Latina ainda mais diversificada e relações de igualdade com os países europeus, caso estes não tivessem se enriquecido com os massacres que promoveram na colonização.
Aliás, como deveriamos chamar à destruição das civilizações originais e a escravidão desses povos e dos negros, trazidos à força da África, para ser escravos e produzir riquezas para as potências européias? Massacres? Limpezas étnicas? Crimes contra a humanidade? Foi com esses banhos de sangue que o capitalismo chegou às Américas, trazido pelos colonizadores europeus. Esses mesmos que gostaríamos que nos calássemos sobre as barbaridades que eles cometeram contra nossas civilizações.
Jango foi envenenado - por Rudolfo Lago
http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/1994/artigo70594-1.htm
Urge esclarecer a morte de João Goulart.
Para mim, diga-se de passagem, Jango foi o maior presidente da história do Brasil.
Urge esclarecer a morte de João Goulart.
Para mim, diga-se de passagem, Jango foi o maior presidente da história do Brasil.
domingo, 27 de janeiro de 2008
Lula - por Fidel Castro Ruz
Lula decidiu visitar Cuba de forma espontânea pela segunda vez como presidente do Brasil, ainda que minha saúde não garantisse que pudéssemos nos encontrar.
Antes, como ele mesmo disse, costumava visitar a ilha quase todos os anos. Fomos apresentados por ocasião do primeiro aniversário da revolução sandinista, na casa de Sergio Ramírez, então vice-presidente da Nicarágua. Gostaria de acrescentar que Ramírez de certa forma me enganou. Quando li seu livro "Castigo Divino", uma excelente narrativa, cheguei a acreditar que se tratasse de um caso real acontecido na Nicarágua, com todas as complicações legais que são comuns nas antigas colônias espanholas; mas ele me contou certo dia que a história era pura ficção.
Também me encontrei lá com Frei Betto, hoje crítico mas não inimigo de Lula, e com o padre Ernesto Cardenal, militante sandinista de esquerda e atual adversário de Daniel (Ortega). Os dois escritores eram adeptos da Teologia da Libertação, uma corrente progressista na qual sempre vimos um grande passo para a união entre os revolucionários e os pobres, para além de suas filosofias e crenças, e ajustada às condições concretas de luta na América Latina e no Caribe.
Confesso, ainda assim, que via no padre Ernesto Cardenal, diferentemente de outros líderes da Nicarágua, uma estampa de sacrifício e privações semelhante à de um monge medieval. Ele era um verdadeiro protótipo de pureza. Deixo de lado outras pessoas menos conseqüentes que foram um dia revolucionários, até mesmo militantes de extrema esquerda na América Central e outras áreas, e depois se bandearam de armas e bagagem para as fileiras do império, à procura de bem-estar e dinheiro.
O que a história mencionada acima tem a ver com Lula? Muito. Ele nunca foi de extrema esquerda, e tampouco ascendeu à posição de revolucionário com base em posições filosóficas. Era um operário de origem humilde e fé cristã, que trabalhou com afinco na criação de mais-valia para os outros. Karl Marx via nos operários os coveiros do sistema capitalista: "Proletários do mundo, uni-vos", ele conclamava. Marx arrazoava e demonstrava a situação com lógica irrebatível; expunha com gosto e humor o cinismo das mentiras empregadas para acusar os comunistas. Se as idéias de Marx eram justas então, quando tudo parecia depender de da luta de classes e do desenvolvimento das forças produtivas, da ciência e da técnica, que daria sustentação à criação de bens indispensáveis à satisfação das necessidades humanas, hoje existem fatores absolutamente novos que confirmam que ele estava certo, e ao mesmo tempo se opõem aos seus nobres objetivos.
Surgiram novas necessidades que podem frustrar o objetivo de uma sociedade sem exploradores nem explorados. Entre essas novas necessidades está a sobrevivência humana. Ninguém sabia das alterações climáticas, na era de Marx. Engels e ele sabiam bem que um dia o sol se apagaria depois de consumir toda sua matéria. Poucos anos depois do Manifesto nasceram outros homens que se aprofundariam no campo da ciência e nos conhecimentos das leis químicas, físicas e biológicas que regem o universo, então desconhecidas. E em mãos de quem estariam esses conhecimentos? Ainda que eles continuem a ser desenvolvidos, e superem, e contradigam e neguem parcialmente as teorias vigentes, os novos conhecimentos não estão nas mãos dos povos pobres, que hoje respondem por três quartos da população mundial. Estão em mãos de um grupo privilegiado de potências capitalistas ricas e desenvolvidas, associadas ao mais poderoso império que já existiu, construído sobre a base de uma economia globalizada e regida pelas leis do capitalismo que Marx descreveu e analisou a fundo.
Hoje, porque a humanidade está sofrendo essas realidades em virtude da dialética dos acontecimentos, precisamos fazer frente a esses perigos.
Como se comportou o processo de revolução em Cuba? Nossa imprensa escreveu muito sobre diferentes episódios dessa etapa, nas últimas semanas. As datas históricas são celebradas a cada cinco ou 10 anos. Isso é justo, mas devemos evitar que, em meio à soma de tantos textos publicados por tantos veículos de acordo com seus critérios, se perca de vista o contexto do desenvolvimento histórico de nossa revolução, apesar dos magníficos esforços dos analistas de que dispomos.
Para mim, unidade significa compartilhar do combate, dos riscos, dos sacrifícios, objetivos idéias, conceitos e estratégias, aos quais chegamos por meio do debate e da análise. Unidade significa a luta comum contra os entreguistas, os vendedores da pátria, os corruptos, que nada têm a ver com um militante revolucionário. A essa unidade em torno da idéia de independência e de combate ao império que avança contra os povos da América é que sempre me referi. Alguns dias atrás voltei a ler a respeito quando o 'Granma' publicou, nas vésperas de nossas eleições, e o 'Juventud Rebelde' reproduziu em fac-símile, meu texto manuscrito sobre a idéia.
A velha idéia pré-revolucionária de unidade nada tem a ver com o conceito de que falo, pois em nosso país não existem hoje organizações políticas buscando o poder. Devemos evitar que, no enorme mar dos critérios táticos, as linhas estratégicas se diluam e imaginemos situações inexistentes.
Em um país sob intervenção dos Estados Unidos, em meio à sua luta pela independência como última colônia espanhola em companhia do irmão Porto Rico -'um pássaro de duas asas'-, os sentimentos nacionais eram muito profundos.
Os produtores reais de açúcar, que eram escravos recém-libertados e camponeses, muitos dos quais combatentes do exército de libertação convertidos em meeiros ou totalmente desprovidos de terras, se viam lançados ao corte da cana em grandes latifúndios criados por empresas norte-americanas ou proprietários rurais cubanos que herdavam, compravam ou roubavam terra. Esses trabalhadores eram matéria-prima propícia para as idéias revolucionárias.
Julio Antonio Mella, fundador do Partido Comunista em companhia de Balino -que conheceu José Martí e com ele criou o partido que conduziria à independência de Cuba- tomou a bandeira, somou a ela o entusiasmo que emergia da revolução soviética e deu por essa causa sua vida de jovem intelectual conquistado pelas idéias revolucionárias. O sangue comunista de Jesús Menéndez se somou ao de Mella, 18 anos mais tarde.
Nós, adolescentes e jovens alunos de colégios particulares, nunca ouvíramos falar de Mella. Nossa procedência de classe ou grupo social com maior renda que o restante da população nos condenava, como seres humanos, a sermos a parte egoísta e exploradora da sociedade.
Tive o privilégio de chegar à revolução pelas idéias, e de assim escapar ao tedioso destino ao qual a vida me estava conduzindo. Expliquei os motivos em outros momentos. Agora os recordo apenas no contexto daquilo que estou escrevendo.
O ódio a Batista por sua repressão e seus crimes era tão grande que ninguém reparou nas idéias que expressei em minha defesa diante do tribunal de Santiago de Cuba, entre as quais incluí um livro de Lênin impresso na União Soviética -proveniente dos créditos de que eu desfrutava na livraria do Partido Socialista Popular de Carlos III, em Havana. O livro foi encontrado entre os pertences confiscados aos combatentes. 'Quem não lê Lênin é ignorante', eu provoquei em meio ao interrogatório do julgamento, quando os promotores exibiram o livro como prova da acusação. Eu continuei sendo julgado em companhia dos demais prisioneiros sobreviventes.
Será difícil compreender o que afirmo sem levar em conta que, no momento que atacamos o quartel de Moncada, em 26 de julho de 1953, uma ação que surgiu depois de esforços de organização de mais de um ano para os quais contamos apenas com nossos recursos, prevalecia na União Soviética a política de Stálin, que havia morrido repentinamente alguns meses antes. Era um militante honesto e consagrado que mais tarde cometeu erros graves que o conduziram a posições sumamente conservadoras e cautelosas. Se uma revolução como a nossa tivesse obtido sucesso naquela era, a URSS não teria feito por Cuba o que viria a fazer uma direção soviética posterior, liberta dos métodos obscuros e tortuosos e entusiasmada com a revolução socialista que eclodiu em nosso país. Isso eu compreendi bem, apesar das críticas justas que fiz a Khruschev posteriormente, por motivos sobejamente conhecidos.
A URSS tinha o mais poderoso exército entre todos os combatentes na Segunda Guerra Mundial, mas sua liderança havia sido expurgada e as tropas estavam desmobilizadas. O líder do país subestimou as ameaças e as teorias belicosas de Hitler. Da capital japonesa, um importante e prestigioso agente soviético havia anunciado a iminência do ataque, em 22 de junho de 1941. Mas o país não estava em alerta de combate e foi apanhado de surpresa. Havia muitos oficiais de licença. Muitos dos líderes mais experientes haviam sido substituídos; se estivessem presentes, e alertas, os nazistas teriam confrontado forças poderosas desde o primeiro em instante e não teriam destruído em terra a maior parte da aviação de combate soviética. Mas pior que os expurgos foi a surpresa. Os soldados soviéticos não se rendiam quando informados de que havia tanques inimigos em sua retaguarda, como foi o caso com os exércitos da Europa capitalista. Nos momentos mais críticos, com temperaturas abaixo de zero, os patriotas siberianos faziam funcionar os tornos das fábricas de armas que o previdente Stálin havia transferido a regiões remotas do território soviético.
Segundo me contaram os dirigentes mesmos da URSS quando visitei aquele grande país em 1963, os combatentes revolucionários russos, experimentados em função da luta contra a intervenção estrangeira que enviou tropas ao país para combater a revolução bolchevique, deixando o país isolado e bloqueado posteriormente, haviam estabelecido relações e trocado experiências com oficiais alemães, de tradição militarista prussiana, humilhados pelo Tratado de Versalhes, que pôs fim à Primeira Guerra Mundial.
Os serviços de inteligência da SS produziram intrigas contra muitos oficiais que, em sua imensa maioria, eram leais à revolução. Movido por uma desconfiança que se tornou patológica, Stálin expurgou três dos cinco marechais, 13 dos 15 comandantes de exército, oito dos nove almirantes, 50 dos 57 comandantes de corpos de exército, 154 dos 186 generais de divisão, 100% dos comissários de exército e 25 dos 28 comissários de corpo de exército da União Soviética, nos anos que antecederam a Grande Guerra Patriótica.
Esses graves erros custaram à URSS imensa destruição e mais de 20 milhões de vidas -27 milhões, segundo alguns.
Em 1943, a última ofensiva de primavera dos nazistas foi lançada, com atraso, contra o famoso e tentador saliente de Kursk. Os alemães tinham 900 mil soldados, 2,7 mil tanques e dois mil aviões. Os soviéticos, conhecedores da psicologia inimiga, montaram uma armadilha para aguardar o ataque, empregando 1,2 milhão de soldados, 3,3 mil tanques. 2,4 mil aviões e 20 mil peças de artilharia. Comandados por Zhukov e por Stálin mesmo, eles destroçaram a última ofensiva de Hitler.
Em 1945, os soldados soviéticos avançaram sem que nada os pudesse deter e chegaram ao topo da sede do governo alemão em Berlim, onde içaram a bandeira vermelha, tinta do sangue de tantos mortos.
Observo por um momento a gravata vermelha de Lula e perguntou se foi presente de Chávez. Ele sorri e responde que vai enviar algumas camisas ao colega, porque ele se queixa de que o colarinho das suas é duro demais. 'Vou comprar camisas de presente para ele na Bahia', diz Lula.
Ele me pediu algumas das fotos que tirei.
Quando comentou que estava muito impressionado com minha saúde, eu respondi que me dedicava a pensar e escrever. Nunca pensei tanto, em minha vida. Contei que, depois de encerrar minha visita a Córdoba, Argentina, onde participei de uma reunião com numerosos líderes, entre os quais ele, havia regressado e participado de dois atos pelo aniversário do 26 de julho. Contei que estava revisando o livro de Ramonet, e respondido todas as suas perguntas, mas sem muito entusiasmo. Acreditei que fosse algo de bem rápido, como as entrevistas com Frei Betto e Tomás Borge. Mas logo fiquei escravizado ao livro do escritor francês, que estava a ponto de ser publicado sem revisão minha e com parte das respostas tomadas de maneira improvisada. Naqueles dias, quase não dormi.
Quando adoeci gravemente, na noite de 26 e madrugada de 27 de julho, pensei que o fim havia chegado, e enquanto os médicos lutavam por minha vida o chefe de gabinete do Conselho de Estado lia o texto, por exigência minha, e ditava as devidas correções.
Antes, como ele mesmo disse, costumava visitar a ilha quase todos os anos. Fomos apresentados por ocasião do primeiro aniversário da revolução sandinista, na casa de Sergio Ramírez, então vice-presidente da Nicarágua. Gostaria de acrescentar que Ramírez de certa forma me enganou. Quando li seu livro "Castigo Divino", uma excelente narrativa, cheguei a acreditar que se tratasse de um caso real acontecido na Nicarágua, com todas as complicações legais que são comuns nas antigas colônias espanholas; mas ele me contou certo dia que a história era pura ficção.
Também me encontrei lá com Frei Betto, hoje crítico mas não inimigo de Lula, e com o padre Ernesto Cardenal, militante sandinista de esquerda e atual adversário de Daniel (Ortega). Os dois escritores eram adeptos da Teologia da Libertação, uma corrente progressista na qual sempre vimos um grande passo para a união entre os revolucionários e os pobres, para além de suas filosofias e crenças, e ajustada às condições concretas de luta na América Latina e no Caribe.
Confesso, ainda assim, que via no padre Ernesto Cardenal, diferentemente de outros líderes da Nicarágua, uma estampa de sacrifício e privações semelhante à de um monge medieval. Ele era um verdadeiro protótipo de pureza. Deixo de lado outras pessoas menos conseqüentes que foram um dia revolucionários, até mesmo militantes de extrema esquerda na América Central e outras áreas, e depois se bandearam de armas e bagagem para as fileiras do império, à procura de bem-estar e dinheiro.
O que a história mencionada acima tem a ver com Lula? Muito. Ele nunca foi de extrema esquerda, e tampouco ascendeu à posição de revolucionário com base em posições filosóficas. Era um operário de origem humilde e fé cristã, que trabalhou com afinco na criação de mais-valia para os outros. Karl Marx via nos operários os coveiros do sistema capitalista: "Proletários do mundo, uni-vos", ele conclamava. Marx arrazoava e demonstrava a situação com lógica irrebatível; expunha com gosto e humor o cinismo das mentiras empregadas para acusar os comunistas. Se as idéias de Marx eram justas então, quando tudo parecia depender de da luta de classes e do desenvolvimento das forças produtivas, da ciência e da técnica, que daria sustentação à criação de bens indispensáveis à satisfação das necessidades humanas, hoje existem fatores absolutamente novos que confirmam que ele estava certo, e ao mesmo tempo se opõem aos seus nobres objetivos.
Surgiram novas necessidades que podem frustrar o objetivo de uma sociedade sem exploradores nem explorados. Entre essas novas necessidades está a sobrevivência humana. Ninguém sabia das alterações climáticas, na era de Marx. Engels e ele sabiam bem que um dia o sol se apagaria depois de consumir toda sua matéria. Poucos anos depois do Manifesto nasceram outros homens que se aprofundariam no campo da ciência e nos conhecimentos das leis químicas, físicas e biológicas que regem o universo, então desconhecidas. E em mãos de quem estariam esses conhecimentos? Ainda que eles continuem a ser desenvolvidos, e superem, e contradigam e neguem parcialmente as teorias vigentes, os novos conhecimentos não estão nas mãos dos povos pobres, que hoje respondem por três quartos da população mundial. Estão em mãos de um grupo privilegiado de potências capitalistas ricas e desenvolvidas, associadas ao mais poderoso império que já existiu, construído sobre a base de uma economia globalizada e regida pelas leis do capitalismo que Marx descreveu e analisou a fundo.
Hoje, porque a humanidade está sofrendo essas realidades em virtude da dialética dos acontecimentos, precisamos fazer frente a esses perigos.
Como se comportou o processo de revolução em Cuba? Nossa imprensa escreveu muito sobre diferentes episódios dessa etapa, nas últimas semanas. As datas históricas são celebradas a cada cinco ou 10 anos. Isso é justo, mas devemos evitar que, em meio à soma de tantos textos publicados por tantos veículos de acordo com seus critérios, se perca de vista o contexto do desenvolvimento histórico de nossa revolução, apesar dos magníficos esforços dos analistas de que dispomos.
Para mim, unidade significa compartilhar do combate, dos riscos, dos sacrifícios, objetivos idéias, conceitos e estratégias, aos quais chegamos por meio do debate e da análise. Unidade significa a luta comum contra os entreguistas, os vendedores da pátria, os corruptos, que nada têm a ver com um militante revolucionário. A essa unidade em torno da idéia de independência e de combate ao império que avança contra os povos da América é que sempre me referi. Alguns dias atrás voltei a ler a respeito quando o 'Granma' publicou, nas vésperas de nossas eleições, e o 'Juventud Rebelde' reproduziu em fac-símile, meu texto manuscrito sobre a idéia.
A velha idéia pré-revolucionária de unidade nada tem a ver com o conceito de que falo, pois em nosso país não existem hoje organizações políticas buscando o poder. Devemos evitar que, no enorme mar dos critérios táticos, as linhas estratégicas se diluam e imaginemos situações inexistentes.
Em um país sob intervenção dos Estados Unidos, em meio à sua luta pela independência como última colônia espanhola em companhia do irmão Porto Rico -'um pássaro de duas asas'-, os sentimentos nacionais eram muito profundos.
Os produtores reais de açúcar, que eram escravos recém-libertados e camponeses, muitos dos quais combatentes do exército de libertação convertidos em meeiros ou totalmente desprovidos de terras, se viam lançados ao corte da cana em grandes latifúndios criados por empresas norte-americanas ou proprietários rurais cubanos que herdavam, compravam ou roubavam terra. Esses trabalhadores eram matéria-prima propícia para as idéias revolucionárias.
Julio Antonio Mella, fundador do Partido Comunista em companhia de Balino -que conheceu José Martí e com ele criou o partido que conduziria à independência de Cuba- tomou a bandeira, somou a ela o entusiasmo que emergia da revolução soviética e deu por essa causa sua vida de jovem intelectual conquistado pelas idéias revolucionárias. O sangue comunista de Jesús Menéndez se somou ao de Mella, 18 anos mais tarde.
Nós, adolescentes e jovens alunos de colégios particulares, nunca ouvíramos falar de Mella. Nossa procedência de classe ou grupo social com maior renda que o restante da população nos condenava, como seres humanos, a sermos a parte egoísta e exploradora da sociedade.
Tive o privilégio de chegar à revolução pelas idéias, e de assim escapar ao tedioso destino ao qual a vida me estava conduzindo. Expliquei os motivos em outros momentos. Agora os recordo apenas no contexto daquilo que estou escrevendo.
O ódio a Batista por sua repressão e seus crimes era tão grande que ninguém reparou nas idéias que expressei em minha defesa diante do tribunal de Santiago de Cuba, entre as quais incluí um livro de Lênin impresso na União Soviética -proveniente dos créditos de que eu desfrutava na livraria do Partido Socialista Popular de Carlos III, em Havana. O livro foi encontrado entre os pertences confiscados aos combatentes. 'Quem não lê Lênin é ignorante', eu provoquei em meio ao interrogatório do julgamento, quando os promotores exibiram o livro como prova da acusação. Eu continuei sendo julgado em companhia dos demais prisioneiros sobreviventes.
Será difícil compreender o que afirmo sem levar em conta que, no momento que atacamos o quartel de Moncada, em 26 de julho de 1953, uma ação que surgiu depois de esforços de organização de mais de um ano para os quais contamos apenas com nossos recursos, prevalecia na União Soviética a política de Stálin, que havia morrido repentinamente alguns meses antes. Era um militante honesto e consagrado que mais tarde cometeu erros graves que o conduziram a posições sumamente conservadoras e cautelosas. Se uma revolução como a nossa tivesse obtido sucesso naquela era, a URSS não teria feito por Cuba o que viria a fazer uma direção soviética posterior, liberta dos métodos obscuros e tortuosos e entusiasmada com a revolução socialista que eclodiu em nosso país. Isso eu compreendi bem, apesar das críticas justas que fiz a Khruschev posteriormente, por motivos sobejamente conhecidos.
A URSS tinha o mais poderoso exército entre todos os combatentes na Segunda Guerra Mundial, mas sua liderança havia sido expurgada e as tropas estavam desmobilizadas. O líder do país subestimou as ameaças e as teorias belicosas de Hitler. Da capital japonesa, um importante e prestigioso agente soviético havia anunciado a iminência do ataque, em 22 de junho de 1941. Mas o país não estava em alerta de combate e foi apanhado de surpresa. Havia muitos oficiais de licença. Muitos dos líderes mais experientes haviam sido substituídos; se estivessem presentes, e alertas, os nazistas teriam confrontado forças poderosas desde o primeiro em instante e não teriam destruído em terra a maior parte da aviação de combate soviética. Mas pior que os expurgos foi a surpresa. Os soldados soviéticos não se rendiam quando informados de que havia tanques inimigos em sua retaguarda, como foi o caso com os exércitos da Europa capitalista. Nos momentos mais críticos, com temperaturas abaixo de zero, os patriotas siberianos faziam funcionar os tornos das fábricas de armas que o previdente Stálin havia transferido a regiões remotas do território soviético.
Segundo me contaram os dirigentes mesmos da URSS quando visitei aquele grande país em 1963, os combatentes revolucionários russos, experimentados em função da luta contra a intervenção estrangeira que enviou tropas ao país para combater a revolução bolchevique, deixando o país isolado e bloqueado posteriormente, haviam estabelecido relações e trocado experiências com oficiais alemães, de tradição militarista prussiana, humilhados pelo Tratado de Versalhes, que pôs fim à Primeira Guerra Mundial.
Os serviços de inteligência da SS produziram intrigas contra muitos oficiais que, em sua imensa maioria, eram leais à revolução. Movido por uma desconfiança que se tornou patológica, Stálin expurgou três dos cinco marechais, 13 dos 15 comandantes de exército, oito dos nove almirantes, 50 dos 57 comandantes de corpos de exército, 154 dos 186 generais de divisão, 100% dos comissários de exército e 25 dos 28 comissários de corpo de exército da União Soviética, nos anos que antecederam a Grande Guerra Patriótica.
Esses graves erros custaram à URSS imensa destruição e mais de 20 milhões de vidas -27 milhões, segundo alguns.
Em 1943, a última ofensiva de primavera dos nazistas foi lançada, com atraso, contra o famoso e tentador saliente de Kursk. Os alemães tinham 900 mil soldados, 2,7 mil tanques e dois mil aviões. Os soviéticos, conhecedores da psicologia inimiga, montaram uma armadilha para aguardar o ataque, empregando 1,2 milhão de soldados, 3,3 mil tanques. 2,4 mil aviões e 20 mil peças de artilharia. Comandados por Zhukov e por Stálin mesmo, eles destroçaram a última ofensiva de Hitler.
Em 1945, os soldados soviéticos avançaram sem que nada os pudesse deter e chegaram ao topo da sede do governo alemão em Berlim, onde içaram a bandeira vermelha, tinta do sangue de tantos mortos.
Observo por um momento a gravata vermelha de Lula e perguntou se foi presente de Chávez. Ele sorri e responde que vai enviar algumas camisas ao colega, porque ele se queixa de que o colarinho das suas é duro demais. 'Vou comprar camisas de presente para ele na Bahia', diz Lula.
Ele me pediu algumas das fotos que tirei.
Quando comentou que estava muito impressionado com minha saúde, eu respondi que me dedicava a pensar e escrever. Nunca pensei tanto, em minha vida. Contei que, depois de encerrar minha visita a Córdoba, Argentina, onde participei de uma reunião com numerosos líderes, entre os quais ele, havia regressado e participado de dois atos pelo aniversário do 26 de julho. Contei que estava revisando o livro de Ramonet, e respondido todas as suas perguntas, mas sem muito entusiasmo. Acreditei que fosse algo de bem rápido, como as entrevistas com Frei Betto e Tomás Borge. Mas logo fiquei escravizado ao livro do escritor francês, que estava a ponto de ser publicado sem revisão minha e com parte das respostas tomadas de maneira improvisada. Naqueles dias, quase não dormi.
Quando adoeci gravemente, na noite de 26 e madrugada de 27 de julho, pensei que o fim havia chegado, e enquanto os médicos lutavam por minha vida o chefe de gabinete do Conselho de Estado lia o texto, por exigência minha, e ditava as devidas correções.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
O Poder de Lula - por Eduardo Guimarães (MSM)
Uma discussão antiga e sempre inconclusa é sobre por que Lula não enfrenta a mídia. Eu mesmo confesso que, vira e mexe, estou cobrando do governo reações mais firmes em relação à mídia. Claro que o que peço não são medidas de retaliação usando o poder do Estado, porque considero que o governante de plantão, seja ele quem for, jamais terá o direito de usar o Estado para retaliar seus inimigos. Se Lula fizesse isso - e muitos pedem que faça -, ao seu sucessor, sendo ou não seu aliado, teria que ser dado o mesmo direito. Contudo, isso não significa que qualquer governo não possa responder os ataques que sofra.
Como se sabe, a visão de Lula é conciliadora nesse ponto. O presidente sabe que, com algumas palavras, pode levantar massas em seu favor, e não estou falando só de movimentos sociais, de partidos e de sindicatos.
Tomados pela paixão, muitas vezes não nos perguntamos quantos são os cidadãos independentes de partidos, corporações, sindicatos etc. que apóiam o governo de Lula de forma desorganizada, apenas por considerá-lo bom. E quantos são, por outro lado, os cidadãos que reprovam o presidente. Para responder a essa pergunta, decidi dar uma olhada na última pesquisa de avaliação do presidente. É uma dessas pesquisas consideradas "confiáveis". Analisemos, então, a última pesquisa do instituto Datafolha sobre a avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A seguinte pergunta foi respondida pelos pesquisados pelo Datafolha entre os dias 26 e 29 de novembro, em 390 municípios do país. Foram ouvidos 11.741 brasileiros e a margem de erro máxima, para os resultados que se referem ao total de entrevistados, é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
A pergunta é a seguinte:
"O presidente Lula vai completar 4 anos e 11 meses de governo. Na sua opinião, o presidente Lula está fazendo um bom governo?"
As respostas foram as seguintes:
Como se sabe, a visão de Lula é conciliadora nesse ponto. O presidente sabe que, com algumas palavras, pode levantar massas em seu favor, e não estou falando só de movimentos sociais, de partidos e de sindicatos.
Tomados pela paixão, muitas vezes não nos perguntamos quantos são os cidadãos independentes de partidos, corporações, sindicatos etc. que apóiam o governo de Lula de forma desorganizada, apenas por considerá-lo bom. E quantos são, por outro lado, os cidadãos que reprovam o presidente. Para responder a essa pergunta, decidi dar uma olhada na última pesquisa de avaliação do presidente. É uma dessas pesquisas consideradas "confiáveis". Analisemos, então, a última pesquisa do instituto Datafolha sobre a avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A seguinte pergunta foi respondida pelos pesquisados pelo Datafolha entre os dias 26 e 29 de novembro, em 390 municípios do país. Foram ouvidos 11.741 brasileiros e a margem de erro máxima, para os resultados que se referem ao total de entrevistados, é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
A pergunta é a seguinte:
"O presidente Lula vai completar 4 anos e 11 meses de governo. Na sua opinião, o presidente Lula está fazendo um bom governo?"
As respostas foram as seguintes:
Agora, então, temos que fazer contas. E, para fazê-las, vamos dar como válida a teoria que a mídia difunde de que quem tem curso superior é quem está preferencialmente mais habilitado para fazer escolhas políticas. Essas pessoas, segundo a mídia, são as mais informadas. Assim, sugiro que nos concentremos em saber quantos são os brasileiros com escolaridade universitária que apóiam ou rejeitam Lula.
Segundo a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD 2006), do IBGE, apenas 10,7% dos brasileiros têm nível superior de escolaridade. Isso numa população de mais de 180 milhões. Pode-se extrair desse dado o número aproximado de 18 milhões de brasileiros habilitados pela mídia a fazer escolhas políticas coerentes. Desses 18 milhões, os números acima mostram que aproximadamente 7 milhões acham Lula um bom ou ótimo presidente e mais de 3 milhões o consideram um presidente ruim ou péssimo.
Por outro lado, se somarmos o público pagante dos grandes jornais e revistas que se dedicam intensamente à política, chegar-se-á a um número menor do que 1 milhão de pessoas. No caso da tevê, sabendo-se que ela deve atingir a quase totalidade dos brasileiros com nível universitário, e sabendo-se que a Globo detém a parte do leão dessa audiência, vamos dar como barato que pelo menos uns 3 milhões de brasileiros são visceralmente contrários a Lula. Se usarmos o mesmo critério para os que pensam exatamente o contrário, constataremos que a tal a opinião pública (a tal "mais escolarizada e informada") apóia o atual presidente em maioria esmagadora.
A simples leitura dos grandes jornais do sul-sudeste, que são os grandes detentores da parte do leão do leitorado de jornais no Brasil, mostra que esses veículos apresentam uma realidade muito diferente. Por que é que essa maioria esmagadora de pessoas avalizadas pela mídia para terem opiniões políticas corretas não se reproduz na imprensa escrita? As cartas de leitores dos três maiores jornais do país (Folha, Globo e Estadão) insinuam que o leitorado "de luxe" desses veículos é anti-Lula até a alma. Isso sem falar das opiniões desses veículos, que são contra Lula até a raiz dos cabelos.
Esses veículos sustentam-se num setor amplamente minoritário da sociedade, é o que se depreende da análise que fiz aqui. E têm contra si um público imenso, informado e, conforme dizem, totalmente capacitado para interpretar a cena política. Essa consistente maioria de pessoas instruídas e informadas não acredita numa só palavra do que a mídia diz sobre política, pois continua considerando o presidente bom ou ótimo apesar de a mídia pintá-lo como um ignorante, alcoólatra, demagogo, incompetente e corrupto.
Essa é a razão da tranqüilidade de Lula diante dos ataques renitentes que recebe da grande mídia. Nem nos setores superiores da pirâmide social há apoio para a campanha midiática anti-Lula. E nos estratos inferiores, o apoio ao presidente é monumental.
Aliás, recentemente a mídia apoiou-se nos menos instruídos e informados para causar pânico. Sabendo-se, como se sabe agora, que a vacinação aleatória contra a febre amarela por pessoas que não iriam viajar a áreas de risco representou risco até de morte, e dando credibilidade à teoria sobre a superioridade intelectual de quem tem instrução superior, pode-se concordar com o que afirmo.
A tranquilidade do presidente diante dos ataques da mídia está explicada. E mostra que nosso inconformismo, apesar de ter razão de ser em razão do absurdo de manipulação do viés político da opinião pública pela mídia, poderia ser levado menos a sério. Contudo, há um fator que precisamos considerar. A mídia continua apostando na teoria tucana do "sangramento de Lula". Desde 2005 que essa estratégia vem sendo usada - porém, sem sucesso. Contudo, os grandes meios de comunicação, que de estúpidos não têm nada, continuam apostando no mesmo "cavalo". Por que?
Uma resposta simples: estão cumprindo a parte deles no "contrato" que têm com a oposição tucano-pefelista. O fato de suas ações não estarem sendo vitoriosas não exclui o de que sem os ataques midiáticos a popularidade do presidente Lula poderia ser próxima da unanimidade. Assim, não faz sentido, ao menos para a mídia, parar de atacar o presidente, mesmo que esses ataques visem apenas preservar a mobilização do setor anti-Lula da sociedade. E se considerarmos que os anti-Lula, apesar de amplamente minoritários, são um público fiel e disposto a financiar o golpismo midiático comprando seus produtos, fecharemos a equação.
Segundo a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD 2006), do IBGE, apenas 10,7% dos brasileiros têm nível superior de escolaridade. Isso numa população de mais de 180 milhões. Pode-se extrair desse dado o número aproximado de 18 milhões de brasileiros habilitados pela mídia a fazer escolhas políticas coerentes. Desses 18 milhões, os números acima mostram que aproximadamente 7 milhões acham Lula um bom ou ótimo presidente e mais de 3 milhões o consideram um presidente ruim ou péssimo.
Por outro lado, se somarmos o público pagante dos grandes jornais e revistas que se dedicam intensamente à política, chegar-se-á a um número menor do que 1 milhão de pessoas. No caso da tevê, sabendo-se que ela deve atingir a quase totalidade dos brasileiros com nível universitário, e sabendo-se que a Globo detém a parte do leão dessa audiência, vamos dar como barato que pelo menos uns 3 milhões de brasileiros são visceralmente contrários a Lula. Se usarmos o mesmo critério para os que pensam exatamente o contrário, constataremos que a tal a opinião pública (a tal "mais escolarizada e informada") apóia o atual presidente em maioria esmagadora.
A simples leitura dos grandes jornais do sul-sudeste, que são os grandes detentores da parte do leão do leitorado de jornais no Brasil, mostra que esses veículos apresentam uma realidade muito diferente. Por que é que essa maioria esmagadora de pessoas avalizadas pela mídia para terem opiniões políticas corretas não se reproduz na imprensa escrita? As cartas de leitores dos três maiores jornais do país (Folha, Globo e Estadão) insinuam que o leitorado "de luxe" desses veículos é anti-Lula até a alma. Isso sem falar das opiniões desses veículos, que são contra Lula até a raiz dos cabelos.
Esses veículos sustentam-se num setor amplamente minoritário da sociedade, é o que se depreende da análise que fiz aqui. E têm contra si um público imenso, informado e, conforme dizem, totalmente capacitado para interpretar a cena política. Essa consistente maioria de pessoas instruídas e informadas não acredita numa só palavra do que a mídia diz sobre política, pois continua considerando o presidente bom ou ótimo apesar de a mídia pintá-lo como um ignorante, alcoólatra, demagogo, incompetente e corrupto.
Essa é a razão da tranqüilidade de Lula diante dos ataques renitentes que recebe da grande mídia. Nem nos setores superiores da pirâmide social há apoio para a campanha midiática anti-Lula. E nos estratos inferiores, o apoio ao presidente é monumental.
Aliás, recentemente a mídia apoiou-se nos menos instruídos e informados para causar pânico. Sabendo-se, como se sabe agora, que a vacinação aleatória contra a febre amarela por pessoas que não iriam viajar a áreas de risco representou risco até de morte, e dando credibilidade à teoria sobre a superioridade intelectual de quem tem instrução superior, pode-se concordar com o que afirmo.
A tranquilidade do presidente diante dos ataques da mídia está explicada. E mostra que nosso inconformismo, apesar de ter razão de ser em razão do absurdo de manipulação do viés político da opinião pública pela mídia, poderia ser levado menos a sério. Contudo, há um fator que precisamos considerar. A mídia continua apostando na teoria tucana do "sangramento de Lula". Desde 2005 que essa estratégia vem sendo usada - porém, sem sucesso. Contudo, os grandes meios de comunicação, que de estúpidos não têm nada, continuam apostando no mesmo "cavalo". Por que?
Uma resposta simples: estão cumprindo a parte deles no "contrato" que têm com a oposição tucano-pefelista. O fato de suas ações não estarem sendo vitoriosas não exclui o de que sem os ataques midiáticos a popularidade do presidente Lula poderia ser próxima da unanimidade. Assim, não faz sentido, ao menos para a mídia, parar de atacar o presidente, mesmo que esses ataques visem apenas preservar a mobilização do setor anti-Lula da sociedade. E se considerarmos que os anti-Lula, apesar de amplamente minoritários, são um público fiel e disposto a financiar o golpismo midiático comprando seus produtos, fecharemos a equação.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Novo poder - por Marcelo Bitencourt
Como o Nassif disse, Há efetivamente, um novo poder difuso que impõe aos entes públicos determinadas políticas, sobretudo no âmbito econômico; esse poder possui um caráter supra estatal. Ao favorecer o monetarismo, a desregulação, o livre câmbio comercial, o fluxo de capitais sem travas e as privatizações em massa, os responsáveis políticos possibilitaram a transferência de decisões capitais da esfera pública à esfera privada. Esse Grupo de pressão, que hoje influencia não só o Estado americano, mas também o brasileiro, redefine e direciona a atuação dos mesmos.A força estatal é mitigada e refém dessas estruturas complexas e dinâmicas, esse ente, detém o poder econômico supra-nacional, e suas decisões podem a todo momento desestabilizar um país,e condiciona a atuação estatal.
O papel de Edwards - por Bruno Hoffmann
Edwards Continua na Corrida pela Casa Branca. Por quê?
Como disse Lilian, ontem no debate da CNN, Edwards venceu o debate.
Porém, ele precisaria muito mais do que "vencer debates", John Edwards não tem mais chance de ser nomeado.
Mas por que ele continua na corrida?
1. Porque ainda possui fundos para manter a campanha.
2. Ainda considera a sua mensagem - pelo fim da pobreza - de extrema importância. E várias lideranças do país reconhecem isso e apoiam a sua permanência.
3. Pesquisas demonstram que os votos que Edwards tem recebido potencialmente iriam para Hillary se ele decidir sair da corrida. Isso ocorre principalmente por causa de suas posições semelhantes em alguns assuntos como o de plano de saúde para todos por exemplo.
No entanto, a tendência de Edwards é de apoiar Obama, que assim como ele, acredita que a política de Washington precisa ser refeita. Uma política sem lobistas, sem grandes empresas ditando regras e sem essa falta de unidade entre os partidos. São os interesses privados e partidários contra os interesses públicos.
E a Hillary é a única entre eles que recebe dinheiro de lobistas e não aposta nesta grande mudança no jeito de se fazer política - mas sim trazer mudança jogando no mesmo velho sistema atual.
Edwards pode então permanecer na corrida com o intuito (que não seria admitido publicamente) de ajudar Obama.
Tudo indica que Hillary e Obama vão levar essa disputa até a convenção nacional do partido no final de Agosto deste ano.
Como disse Lilian, ontem no debate da CNN, Edwards venceu o debate.
Porém, ele precisaria muito mais do que "vencer debates", John Edwards não tem mais chance de ser nomeado.
Mas por que ele continua na corrida?
1. Porque ainda possui fundos para manter a campanha.
2. Ainda considera a sua mensagem - pelo fim da pobreza - de extrema importância. E várias lideranças do país reconhecem isso e apoiam a sua permanência.
3. Pesquisas demonstram que os votos que Edwards tem recebido potencialmente iriam para Hillary se ele decidir sair da corrida. Isso ocorre principalmente por causa de suas posições semelhantes em alguns assuntos como o de plano de saúde para todos por exemplo.
No entanto, a tendência de Edwards é de apoiar Obama, que assim como ele, acredita que a política de Washington precisa ser refeita. Uma política sem lobistas, sem grandes empresas ditando regras e sem essa falta de unidade entre os partidos. São os interesses privados e partidários contra os interesses públicos.
E a Hillary é a única entre eles que recebe dinheiro de lobistas e não aposta nesta grande mudança no jeito de se fazer política - mas sim trazer mudança jogando no mesmo velho sistema atual.
Edwards pode então permanecer na corrida com o intuito (que não seria admitido publicamente) de ajudar Obama.
Tudo indica que Hillary e Obama vão levar essa disputa até a convenção nacional do partido no final de Agosto deste ano.
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
A volta da censura prévia ao país - por José Dirceu
Tomada ao pé da letra, principalmente se considerados o precedente que cria e os riscos que encerra, a Justiça Federal no Paraná, com sua decisão de tolher na televisão as manifestações do governador do Estado, Roberto Requião, decidiu reinstaurar a censura prévia no país.
A última vez em que a enfrentamos no Brasil, foi na vigência do AI-5 (1968-1975), o instrumento-mór da ditadura dentro da ditadura e, ao que parece, a Justiça no Paraná, está saudosa daqueles tempos.
Por ato da Justiça Federal e acolhendo ação da Procuradoria da República no Paraná, Requião está proibido de retransmitir o programa "Escola de Governo" em outras emissoras de televisão que não a TV Paraná Educativa, do governo estadual. A "Escola de Governo" é uma reunião semanal, apresentada na TV ao vivo, com anúncio de obras e projetos, retransmitida por outras emissoras paranaenses. No programa o governador criticava adversários.
O responsável pela censura prévia a Requião foi o juiz Edgard Lippmann Júnior, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (Curitiba). No começo deste ano, em medida liminar, ele já proibira o governador de criticar adversários no programa e, na semana passada, o multou em R$ 50 mil, por considerar que ele descumpriu a proibição.
No mesmo processo o juiz obrigou a TV Educativa do Paraná a divulgar, hoje, a cada 15 minutos, nota emitida pela Associação dos Juízes Federais do Brasil, na qual Requião é acusado de "debochar" de decisões judiciais e "maltratar o regime democrático".
Desde a primeira decisão - a liminar proibindo-o de criticar adversários - o governador tem se manifestado surpreso com a falta de reação da sociedade à medida e advertido sobre o perigo da abertura deste precedente. Infelizmente tinha razão.
Uma semana depois da primeira punição aplicada a Requião no Paraná, a Justiça no Rio proibiu a imprensa de divulgar os nomes e fotos de jovens que no ano passado espancaram uma mulher em ponto de ônibus no Rio, com o argumento de que ela era uma prostituta. E, na semana passada, em Cuiabá, um juiz expulsou da sala cinegrafistas e fotógrafos que faziam imagens de um processo que tramitara sob sua responsabilidade e estava em julgamento público.
Todos, principalmente a mídia, tem calado, o que é mais estranho porque ela, com freqüência, invoca a existência das leis e códigos a que os cidadãos podem recorrer contra deslizes por ela cometidos. Hoje foi com Requião, semanas atrás foi com jornais, na semana passada o arbítrio ocorreu em Cuiabá, mas amanhã pode ocorrer o mesmo com outras emissoras de TV ou outros veículos da mídia. Agora a Justiça pode suspender e depois proibir a retransmissão de programas de entrevistas, comentários de jornalistas, ou uma simples notícia que a desagrade.
A censura a Requião é política, ideológica, um absurdo, uma flagrante ilegalidade cometida pelo próprio Poder Judiciário. Quem deve decidir o que é ofensa ou mesmo crime é a Justiça, mas mediante processo instaurado por ação impetrada por quem se sentir atingido - se fosse o caso, pelos adversários criticados pelo governador Requião.
A última vez em que a enfrentamos no Brasil, foi na vigência do AI-5 (1968-1975), o instrumento-mór da ditadura dentro da ditadura e, ao que parece, a Justiça no Paraná, está saudosa daqueles tempos.
Por ato da Justiça Federal e acolhendo ação da Procuradoria da República no Paraná, Requião está proibido de retransmitir o programa "Escola de Governo" em outras emissoras de televisão que não a TV Paraná Educativa, do governo estadual. A "Escola de Governo" é uma reunião semanal, apresentada na TV ao vivo, com anúncio de obras e projetos, retransmitida por outras emissoras paranaenses. No programa o governador criticava adversários.
O responsável pela censura prévia a Requião foi o juiz Edgard Lippmann Júnior, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (Curitiba). No começo deste ano, em medida liminar, ele já proibira o governador de criticar adversários no programa e, na semana passada, o multou em R$ 50 mil, por considerar que ele descumpriu a proibição.
No mesmo processo o juiz obrigou a TV Educativa do Paraná a divulgar, hoje, a cada 15 minutos, nota emitida pela Associação dos Juízes Federais do Brasil, na qual Requião é acusado de "debochar" de decisões judiciais e "maltratar o regime democrático".
Desde a primeira decisão - a liminar proibindo-o de criticar adversários - o governador tem se manifestado surpreso com a falta de reação da sociedade à medida e advertido sobre o perigo da abertura deste precedente. Infelizmente tinha razão.
Uma semana depois da primeira punição aplicada a Requião no Paraná, a Justiça no Rio proibiu a imprensa de divulgar os nomes e fotos de jovens que no ano passado espancaram uma mulher em ponto de ônibus no Rio, com o argumento de que ela era uma prostituta. E, na semana passada, em Cuiabá, um juiz expulsou da sala cinegrafistas e fotógrafos que faziam imagens de um processo que tramitara sob sua responsabilidade e estava em julgamento público.
Todos, principalmente a mídia, tem calado, o que é mais estranho porque ela, com freqüência, invoca a existência das leis e códigos a que os cidadãos podem recorrer contra deslizes por ela cometidos. Hoje foi com Requião, semanas atrás foi com jornais, na semana passada o arbítrio ocorreu em Cuiabá, mas amanhã pode ocorrer o mesmo com outras emissoras de TV ou outros veículos da mídia. Agora a Justiça pode suspender e depois proibir a retransmissão de programas de entrevistas, comentários de jornalistas, ou uma simples notícia que a desagrade.
A censura a Requião é política, ideológica, um absurdo, uma flagrante ilegalidade cometida pelo próprio Poder Judiciário. Quem deve decidir o que é ofensa ou mesmo crime é a Justiça, mas mediante processo instaurado por ação impetrada por quem se sentir atingido - se fosse o caso, pelos adversários criticados pelo governador Requião.
O PAC não empacou - por PHA
http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/475001-475500/475078/475078_1.html - Por Paulo Henrique Amorim
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Crescimento dos gastos públicos
Segundo o Instituto de pesquisas econômicas aplicadas, o IPEA, nos EUA existem 9,82 servidores públicos para cada mil habitantes. No Brasil, há 5,32.
¿Não há alguns jornais publicando exatamente o contrário? ¿A máquina pública brasileira não é inchada?
¿Qual é o apreço que estes jornalões têm pela verdade? ¿Os gastos públicos no Brasil não têm crescido assustadoramente segundo os jornais apreciadores da verdade?
¿Mas não é que o gasto federal brasileiro com o funcionalismo público caiu de 24,5% do PIB em 1995 para 17% em 2002 e para 13,4% em 2006? ¿Qual é o apreço que estes jornalões têm pela verdade?
Já os juros da dívida pública, estes nunca são problema. Ao contrário, é uma obrigação. ¡É assim que nosso dinheiro é bem gasto!
Estes juros e encargos com a dívida pública subiram de 10,8 em 1995 para 12,5% em 2002 e 18,9% em 2006. ¿Por que os jornalões não escancaram este absurdo?
¿Por que o fariam? ¿Afinal, qual é o apreço que estes jornalões têm pela verdade?
Antes de sair por aí repetindo o que determinados jornalões prosseguem vomitando, é bom se atentar para os fatos.
Eles não têm muito apreço pela verdade.
¿Não há alguns jornais publicando exatamente o contrário? ¿A máquina pública brasileira não é inchada?
¿Qual é o apreço que estes jornalões têm pela verdade? ¿Os gastos públicos no Brasil não têm crescido assustadoramente segundo os jornais apreciadores da verdade?
¿Mas não é que o gasto federal brasileiro com o funcionalismo público caiu de 24,5% do PIB em 1995 para 17% em 2002 e para 13,4% em 2006? ¿Qual é o apreço que estes jornalões têm pela verdade?
Já os juros da dívida pública, estes nunca são problema. Ao contrário, é uma obrigação. ¡É assim que nosso dinheiro é bem gasto!
Estes juros e encargos com a dívida pública subiram de 10,8 em 1995 para 12,5% em 2002 e 18,9% em 2006. ¿Por que os jornalões não escancaram este absurdo?
¿Por que o fariam? ¿Afinal, qual é o apreço que estes jornalões têm pela verdade?
Antes de sair por aí repetindo o que determinados jornalões prosseguem vomitando, é bom se atentar para os fatos.
Eles não têm muito apreço pela verdade.
domingo, 20 de janeiro de 2008
Vamos abafar
O doutor Miguel Nicolelis, um dos maiores neurocientistas do mundo, recentemente conseguiu um feito notável. Fazer com que um macaco movesse um braço de um robô. Mas o detalhe é que a transmissão ocorreu de um macaco num laboratório dos Estados Unidos, para mover um braço robótico que estava no Japão. Esta transmissão foi feita com a energia do pensamento (!).
Pois bem, este doutor, de um currículo absolutamente incontestável está executando um projeto com financiamento privado e apoio do governo federal, para levar a aprendizagem de ciência para 1 milhão de crianças do país a médio prazo. O projeto é tão interessante que até mesmo a revista Scientific American, a mais prestigiada revista de ciências no mundo, deu um editorial (!) para o presidente Lula e para o doutor falarem sobre o tema.
O editor da revista revelou surpresa com o interesse do presidente da república pelo assunto, já que isto não acontece nos EUA.
Mas não era o presidente Lula o que não gostava de estudar? Que não dava valor a educação? Não era ele?
Por que a folha, a globo, não repercutiram o projeto? Um projeto sério, honesto, que pode ajudar a tantas pessoas, destaque na maior revista de ciências do mundo e por aqui... é simplesmente abafado.
Eles não falam nada, porque seria admitir a seriedade com que o presidente Lula trata a educação e a forma como ele é visto no mundo.
E, eles não podem deixar o presidente Lula ser bem visto. Ser copnhecido pelo que faz. Que isso!!!!! Temos que esconder as qualidades e mostrar os defeitos, mesmo os que não existam.
Este é você querido PIG brasileiro...
Que lástima!
Pois bem, este doutor, de um currículo absolutamente incontestável está executando um projeto com financiamento privado e apoio do governo federal, para levar a aprendizagem de ciência para 1 milhão de crianças do país a médio prazo. O projeto é tão interessante que até mesmo a revista Scientific American, a mais prestigiada revista de ciências no mundo, deu um editorial (!) para o presidente Lula e para o doutor falarem sobre o tema.
O editor da revista revelou surpresa com o interesse do presidente da república pelo assunto, já que isto não acontece nos EUA.
Mas não era o presidente Lula o que não gostava de estudar? Que não dava valor a educação? Não era ele?
Por que a folha, a globo, não repercutiram o projeto? Um projeto sério, honesto, que pode ajudar a tantas pessoas, destaque na maior revista de ciências do mundo e por aqui... é simplesmente abafado.
Eles não falam nada, porque seria admitir a seriedade com que o presidente Lula trata a educação e a forma como ele é visto no mundo.
E, eles não podem deixar o presidente Lula ser bem visto. Ser copnhecido pelo que faz. Que isso!!!!! Temos que esconder as qualidades e mostrar os defeitos, mesmo os que não existam.
Este é você querido PIG brasileiro...
Que lástima!
sábado, 19 de janeiro de 2008
Serra não entra na zona norte. Cabral entra - por Paulo Henrique Amorim
Segue matéria de PHA sobre José Serra, o Autoritário:
http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/474501-475000/474608/474608_1.html
http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/474501-475000/474608/474608_1.html
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
O IPEA entra na briga - por Luis Nassif
A reportagem do Nassif desmonta a repetida falácia dos que teimam em insistir no corte de gastos públicos.
Estão falando de algo que simplesmente já ocorreu.
Acordem!
"Até o ano passado, a ala carioca do IPEA (Instituto de Pesquisas Econômico Aplicadas) parecia uma sucursal de alguma instituição financeira. Prestava-se a trabalhos de análise de conjuntura, redundantes e fora de sua vocação de pensar o longo prazo. Nas análises, uma insistência mórbida em atacar qualquer forma de benefício social, e se calar vergonhosamente ao tratar da questão do impacto dos juros sobre as despesas correntes.
Com as mudanças ocorridas no segundo semestre do ano passado, o jogo começa a mudar. O “Texto para Discussão no. 1319” é um bom exemplo. O título do trabalho de Ronaldo Coutinho Garcia é “Despesas Correntes da União: Visões, Omissões e Opções”. Curiosamente, o trabalho tinha sido concluído em março de 2007, mas só agora entrou nos textos para discussão do órgão.
O trabalho critica os que propõe meramente uma redução na relação despesas correntes/despesas totais, sem atentar para as questões políticas e as distorções trazidas pelo mero corte linear – uma proposta sempre reiterada por economistas e jornalistas de mercado, e desqualificada por qualquer manual de gestão.
Nos últimos anos, recorreu-se a contingenciamentos orçamentários e cortes lineares em projetos em andamento. De um lado, desorganizaram-se as despesas; de outro, ao reduzir sua eficácia, criaram álibis para sua redução linear.
***
Depois, o trabalho mergulha na análise do orçamento, que é dividido em dois, de acordo com a destinação dos recursos: despesas de capital são todas aquelas que contribuem diretamente ou indiretamente para a aquisição de um bem de capital; as demais despesas são classificadas como correntes.
Por sua vez, ela é dividida em três grupos: despesas e encargos sociais; juros e encargos da dívida e outras despesas correntes – um enorme caldeirão que junta vários tipos de despesa.
O trabalho recorre então a uma tentativa da Secretaria de Assuntos Econômicos da Presidência do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) de organizar os dados.
Pelos dados apresentados, de 2000 a 2005, o “custo da máquina” foi reduzido em 6,8% como proporção do PIB. Os gastos correntes finalísticos (aqueles que chegam até o contribuinte)passaram de 9,26% para 10,48% do PIB. A participação desses recursos nas rendas dos 50% mais pobres saltou de 12,4% em 2000 para 15,1% em 2006.
Os números são expressivos.
Entre 1995 e 2006 as despesas correntes caíram de 86,10% para 79.04% do orçamento. A redução de “pessoal e encargos sociais” foi a mais expressiva: de 24,53% para 13,42%. Já juros e encargos da dívida saltaram de 10,86% para 18,94%.
Benefícios previdenciários ficaram praticamente estacionados – de 21,09% para 20,27% do PIB. Nas despesas de capital, a amortização da dívida pública saltou de 5,8% para 15,16% do PIB em 2006.
***
“Muitas despesas de custeio – principalmente nas áreas em que há elevado peso na produção de bens e serviços, entregues à sociedade, e na manutenção dos órgãos – não são feitas com a eficiência possível. Mas alcançá-la exige não o simples corte de recursos, e sim a adoção de técnicas gerenciais mais sofisticadas, métodos de programação e avaliação mais elaborados e sistemas de tomada e prestação de contas”, conclui o trabalho".
Estão falando de algo que simplesmente já ocorreu.
Acordem!
"Até o ano passado, a ala carioca do IPEA (Instituto de Pesquisas Econômico Aplicadas) parecia uma sucursal de alguma instituição financeira. Prestava-se a trabalhos de análise de conjuntura, redundantes e fora de sua vocação de pensar o longo prazo. Nas análises, uma insistência mórbida em atacar qualquer forma de benefício social, e se calar vergonhosamente ao tratar da questão do impacto dos juros sobre as despesas correntes.
Com as mudanças ocorridas no segundo semestre do ano passado, o jogo começa a mudar. O “Texto para Discussão no. 1319” é um bom exemplo. O título do trabalho de Ronaldo Coutinho Garcia é “Despesas Correntes da União: Visões, Omissões e Opções”. Curiosamente, o trabalho tinha sido concluído em março de 2007, mas só agora entrou nos textos para discussão do órgão.
***
O trabalho critica os que propõe meramente uma redução na relação despesas correntes/despesas totais, sem atentar para as questões políticas e as distorções trazidas pelo mero corte linear – uma proposta sempre reiterada por economistas e jornalistas de mercado, e desqualificada por qualquer manual de gestão.
Nos últimos anos, recorreu-se a contingenciamentos orçamentários e cortes lineares em projetos em andamento. De um lado, desorganizaram-se as despesas; de outro, ao reduzir sua eficácia, criaram álibis para sua redução linear.
***
Depois, o trabalho mergulha na análise do orçamento, que é dividido em dois, de acordo com a destinação dos recursos: despesas de capital são todas aquelas que contribuem diretamente ou indiretamente para a aquisição de um bem de capital; as demais despesas são classificadas como correntes.
Por sua vez, ela é dividida em três grupos: despesas e encargos sociais; juros e encargos da dívida e outras despesas correntes – um enorme caldeirão que junta vários tipos de despesa.
O trabalho recorre então a uma tentativa da Secretaria de Assuntos Econômicos da Presidência do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) de organizar os dados.
Pelos dados apresentados, de 2000 a 2005, o “custo da máquina” foi reduzido em 6,8% como proporção do PIB. Os gastos correntes finalísticos (aqueles que chegam até o contribuinte)passaram de 9,26% para 10,48% do PIB. A participação desses recursos nas rendas dos 50% mais pobres saltou de 12,4% em 2000 para 15,1% em 2006.
Os números são expressivos.
Entre 1995 e 2006 as despesas correntes caíram de 86,10% para 79.04% do orçamento. A redução de “pessoal e encargos sociais” foi a mais expressiva: de 24,53% para 13,42%. Já juros e encargos da dívida saltaram de 10,86% para 18,94%.
Benefícios previdenciários ficaram praticamente estacionados – de 21,09% para 20,27% do PIB. Nas despesas de capital, a amortização da dívida pública saltou de 5,8% para 15,16% do PIB em 2006.
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“Muitas despesas de custeio – principalmente nas áreas em que há elevado peso na produção de bens e serviços, entregues à sociedade, e na manutenção dos órgãos – não são feitas com a eficiência possível. Mas alcançá-la exige não o simples corte de recursos, e sim a adoção de técnicas gerenciais mais sofisticadas, métodos de programação e avaliação mais elaborados e sistemas de tomada e prestação de contas”, conclui o trabalho".
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Belas reportagens
Por Luiz Carlos Azenha:
http://www.viomundo.com.br/bizarro/febre-amarela-e-ira-alarmismo-vende-jornais-e-e-ferramenta-politica/
Por Paulo Henrique Amorim:
http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/473501-474000/473685/473685_1.html e http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/473501-474000/473765/473765_1.html
http://www.viomundo.com.br/bizarro/febre-amarela-e-ira-alarmismo-vende-jornais-e-e-ferramenta-politica/
Por Paulo Henrique Amorim:
http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/473501-474000/473685/473685_1.html e http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/473501-474000/473765/473765_1.html
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
Opinar não dói
Se eu pudesse escolher entre os pré-candidatos estadunidenses, quem seria melhor para os próprios EUA, para o Brasil e para o mundo, escolheria primeiramente John Edwards pela sua coerente ideologia sobre a forma como a política é feita das e para as megacorporações.
Não podendo ser Edwards, que fosse a Hillary Clinton. Seu marido foi um governou os EUA naquele que foi o período de maior prosperidade do país. Governou para os ricos, infelizmente, não conseguiu que o país evoluísse como um todo, ao contrário, a classe media cresceu com as migalhas - mas cresceu. Com ela, julgo que teríamos o governo mais previsível de todos (o que não é necessariamente ruim).
Se não for nenhum dos dois, que seja Barack Obama. Não sei porque, ele não me convence... mas com certeza, já seria muito melhor do que qualquer republicano.
Basta comparar. De um lado, Jimmy Carter e Bill Clinton. Do outro lado, mas bem do outro lado, Ronald Reagan, George Bush Pai e o Jr.
Que diferença.
Não podendo ser Edwards, que fosse a Hillary Clinton. Seu marido foi um governou os EUA naquele que foi o período de maior prosperidade do país. Governou para os ricos, infelizmente, não conseguiu que o país evoluísse como um todo, ao contrário, a classe media cresceu com as migalhas - mas cresceu. Com ela, julgo que teríamos o governo mais previsível de todos (o que não é necessariamente ruim).
Se não for nenhum dos dois, que seja Barack Obama. Não sei porque, ele não me convence... mas com certeza, já seria muito melhor do que qualquer republicano.
Basta comparar. De um lado, Jimmy Carter e Bill Clinton. Do outro lado, mas bem do outro lado, Ronald Reagan, George Bush Pai e o Jr.
Que diferença.
Reconhecimento
Hugo Chávez, apesar de toda a propaganda contrária, apesar do tanto que os “grandes” articulistas brasileiros e venezuelanos falaram, conseguiu a libertação de dois reféns das FARC.
Até o presidente da Colômbia, senhor Álvaro Uribe, poodle de George War Bush na América Latina, reconheceu. Em recente mensagem a Colômbia, disse:
“Devo reconhecer que foi eficaz o processo promovido pelo presidente Chávez, que obteve a libertação unilateral e incondicional de nossos compatriotas”.
Disse mais:
“Nossa gratidão ao presidente da irmã República Bolivariana da Venezuela, Hugo Chávez, por seu esforço e eficiência na libertação de nossas compatriotas Clara Rojas e Consuelo González”.
Bem, eu não argumentarei sobre quem estava certo. As pessoas foram resgatadas por causa de um presidente. Ele tem nome.
Este presidente é constantemente vilipendiado pela imprensa, tanto de lá, como de cá.
Esta imprensa tem nome.
Não importa. A imprensa, os Estados Unidos, o senhor George W. Bush. Todos têm os seus interesses, e, eu afirmo convictamente: estes interesses não contemplam o povo.
Parabéns ao presidente Chávez, por estar do lado certo.
Não são muitos os que estão deste lado, e eles têm de enfrentar toda sorte de problemas justamente por este tipo de posicionamento.
Não importa. Àqueles dois reféns, que agora estão em casa por causa deste tipo de postura, são a prova de que tais posicionamentos valem a pena.
Não obstante o que os cães de Washington falam.
Até o presidente da Colômbia, senhor Álvaro Uribe, poodle de George War Bush na América Latina, reconheceu. Em recente mensagem a Colômbia, disse:
“Devo reconhecer que foi eficaz o processo promovido pelo presidente Chávez, que obteve a libertação unilateral e incondicional de nossos compatriotas”.
Disse mais:
“Nossa gratidão ao presidente da irmã República Bolivariana da Venezuela, Hugo Chávez, por seu esforço e eficiência na libertação de nossas compatriotas Clara Rojas e Consuelo González”.
Bem, eu não argumentarei sobre quem estava certo. As pessoas foram resgatadas por causa de um presidente. Ele tem nome.
Este presidente é constantemente vilipendiado pela imprensa, tanto de lá, como de cá.
Esta imprensa tem nome.
Não importa. A imprensa, os Estados Unidos, o senhor George W. Bush. Todos têm os seus interesses, e, eu afirmo convictamente: estes interesses não contemplam o povo.
Parabéns ao presidente Chávez, por estar do lado certo.
Não são muitos os que estão deste lado, e eles têm de enfrentar toda sorte de problemas justamente por este tipo de posicionamento.
Não importa. Àqueles dois reféns, que agora estão em casa por causa deste tipo de postura, são a prova de que tais posicionamentos valem a pena.
Não obstante o que os cães de Washington falam.
PIG trabalha para Dantas - PHA
Segue matéria do Paulo Henrique Amorim sobre Daniel Dantas e seus "nobres" interesses.
Carece dizer: se você não sabe quem é Daniel Dantas, se você não sabe o que este senhor faz, você não entende nada de política brasileira.
Nada.
http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/473001-473500/473402/473402_1.html
Carece dizer: se você não sabe quem é Daniel Dantas, se você não sabe o que este senhor faz, você não entende nada de política brasileira.
Nada.
http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/473001-473500/473402/473402_1.html
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Resumo econômico
Qual é o resumo da economia do Brasil da década de 90? Pra começar, a abjeta alta inflação. A ideologia neoliberal começa a ser implementada com Collor. Depois da abertura indiscriminada da economia, que aconteceu do dia para a noite (!), vem a reestruturação produtiva, que, ao modernizar os parques industriais, demitiu trabalhadores as pencas. Depois, veio o real. Debela a inflação, mas traz consigo uma indefensável valorização cambial e elevadas taxas de juros. Estagna-se a classe média. Gera-se uma queda significativa no nível de emprego. Deteriora-se enormemente o emprego formal. As exportações são pífias. o investimento externo segura o déficit em contas correntes. Mas isto é uma empulhação, afinal, o investimento vem, mas ele vem para lucrar, ou seja, a longo prazo ele tirará muito mais dinheiro que colocará.
Quando ocorre qualquer soluço na economia mundial, pronto: O Brasil é a bola da vez. Não tem segurança nenhuma. Vai quebrar. Resolve ir ao FMI, de calças arriadas, pedir dinheiro. Consegue o dinheiro. Em troca, é recolonizado.
E aí veio o governo Lula, e as coisas começaram a mudar. Não a contento, mas ao menos começaram.
Quando ocorre qualquer soluço na economia mundial, pronto: O Brasil é a bola da vez. Não tem segurança nenhuma. Vai quebrar. Resolve ir ao FMI, de calças arriadas, pedir dinheiro. Consegue o dinheiro. Em troca, é recolonizado.
E aí veio o governo Lula, e as coisas começaram a mudar. Não a contento, mas ao menos começaram.
Entrevista - Maria da Conceição Tavares
Bela entrevista na revista "Desafios", segue o caminho das pedras:
http://desafios2.ipea.gov.br/sites/000/17/edicoes/38/pdfs/rd38not01.pdf
http://desafios2.ipea.gov.br/sites/000/17/edicoes/38/pdfs/rd38not01.pdf
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Governo, tremei!
A oposição acaba anda dizendo que não negociará mais com o governo. Homens de bem, tremei!
Mas quando foi que eles negociaram, Deus meu?
Diziam que só aprovariam a CPMF se o governo aceitasse certas imposições. O governo fez tudo, ofereceu a CPMF conjugada a uma reforma tributária, a CPMF por apenas um ano, a CPMF sendo integralmente utilizada na saúde... nada bastou, porque não havia disposição de negociação.
Quando a oposição recebeu esta última proposta, o grande senador Demóstenes Torres pegou o documento que oficializava a proposta e dele fez um aviãozinho.
Fato inconteste da responsabilidade de nossa “oposição responsável”.
Mas quando foi que eles negociaram, Deus meu?
Diziam que só aprovariam a CPMF se o governo aceitasse certas imposições. O governo fez tudo, ofereceu a CPMF conjugada a uma reforma tributária, a CPMF por apenas um ano, a CPMF sendo integralmente utilizada na saúde... nada bastou, porque não havia disposição de negociação.
Quando a oposição recebeu esta última proposta, o grande senador Demóstenes Torres pegou o documento que oficializava a proposta e dele fez um aviãozinho.
Fato inconteste da responsabilidade de nossa “oposição responsável”.
Governar é escolher
O atraso na aprovação, pelo Congresso, da proposta de emenda constitucional que prorroga a CPMF, abre buraco inaceitável nas contas públicas brasileiras. E, portanto, não havia mais do que três hipóteses para sanar o problema: aumentar alíquotas, cortar investimentos ou, na visão mais drástica, combinar os dois amargos remédios. Daí a opção pelo aumento das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras, o IOF, que talvez, por si só, não seja suficiente para cobrir o inteiro do déficit. Pessoalmente, não considero a CPMF o imposto ideal. Afinal, ele se dá em cascata e retira competitividade relativa da economia brasileira, apesar de, no seu aspecto positivo, tributar também pessoas e atividades informais e até ilícitas. Se a CPMF não é ilegal e contribui, sobretudo, para o equilíbrio fiscal, que, obtido a duras penas, vem sustentando a estabilidade, muito pior do que ela é a cobrança maior do IOF. Nessa linha, afirmo, com toda convicção, que o mais nocivo de tudo, todavia, é o rombo de R$ 400 milhões que cada semana de adiamento da aprovação da CPMF acarreta para as contas públicas. Dinheiro não escorre de nenhuma torneira. E nem depende da famosa e tétrica "vontade política", que é, idilicamente, brandida por setores da oposição, quase que num contraponto à realidade dos fatos. "Vontade política" seria a senha para o paraíso. Com ela, aumentar-se-iam todos os salários e eliminar-se-iam todas as penas. Com ela, "o sertão viraria mar e o mar viraria sertão". Com ela, homens públicos irrealistas exercitariam sua "bondade" social sustentada por colunas de papelão. (...)ajuste fiscal é pré-requisito, é coisa básica e é para valer. Em suma: o aumento de alíquotas de IOF virá, temporariamente, para cobrir o vácuo aberto pela frustração parcial de arrecadação da CPMF. Governar, muitas vezes, é escolher entre o desagradável e o desastroso. Governar não deveria ser, jamais, torcer a verdade e tentar iludir a sociedade, nem mesmo nessa época nervosa de disputas eleitorais.
Pensam que se trata de texto do governo?
Não, meus queridos. Isto é um texto do venerável senador Arthur virgílio Neto, àquele que escolheu ir para o lixo da história juntamente com FHC.
Este artigo foi escrito em 2002, para a Folha de São Paulo.
Como mudam as coisas, não é mesmo?
Estes são os melhores exemplos da coerência, da verdade e da integridade da nossa oposição.
Que lástima.
Pensam que se trata de texto do governo?
Não, meus queridos. Isto é um texto do venerável senador Arthur virgílio Neto, àquele que escolheu ir para o lixo da história juntamente com FHC.
Este artigo foi escrito em 2002, para a Folha de São Paulo.
Como mudam as coisas, não é mesmo?
Estes são os melhores exemplos da coerência, da verdade e da integridade da nossa oposição.
Que lástima.
Animais iranianos... - por Luiz Carlos Azenha
Companheiros, sempre que estiver sem tempo, o que deverá acontecer demasiado nos próximos dois meses, não devo conseguir escrever aqui no blog.
Para que o mesmo não fique parado, postarei as melhores notícias que eu tiver lido aqui na rede.
Vejam este coerente texto do Azenha, tratando do coitadinho do Golias:
http://www.viomundo.com.br/bizarro/animais-iranianos-atormentaram-navios-americanos/
Para que o mesmo não fique parado, postarei as melhores notícias que eu tiver lido aqui na rede.
Vejam este coerente texto do Azenha, tratando do coitadinho do Golias:
http://www.viomundo.com.br/bizarro/animais-iranianos-atormentaram-navios-americanos/
Vaias e aplausos - Rubens Ricupero
Este texto foi retirado do site http://www.google.com/notebook/public/03904464067865211657/BDRliSwoQ39WV-vQi , é uma coluna da folha.
AS VAIAS e os aplausos à delegação norte-americana na conferência do clima em Bali apontam para o que está errado no mundo de hoje. Os Estados Unidos foram vaiados pela obstrução ao consenso em tudo, das florestas às metas de redução de gases, passando pela ajuda financeira e tecnológica aos pobres. Quando, no apagar das luzes, decidiram não se opor ao consenso, o alívio fez a sala explodir em aplausos.
Em toda minha experiência de conferências da ONU, jamais vi algo parecido: diplomatas não são líderes estudantis e simplesmente não vaiam nunca. O que ocorreu em Bali foi explosão espontânea de frustração com um país que exerce uma liderança às avessas. A liderança positiva é contribuir com paciência para edificar o difícil consenso; a negativa é limitar-se a obstruí-lo. Os Estados Unidos perderam a capacidade de construir consensos. Em parte, devido ao unilateralismo de visão e ação: invasão do Iraque em violação à Carta das Nações Unidas, por exemplo.
Em parte, por terem perdido a legitimidade moral em razão dos horrores de Guantánamo e outros sinistros locais de prisão e tortura, direta ou terceirizada. Não sendo mais capaz de fazer os outros partilharem de suas percepções das prioridades internacionais e dos métodos para enfrentá-las, Washington passou a isolar-se numa oposição sistemática ao resto da humanidade.
Em contexto diverso, o saudoso embaixador Araújo Castro dizia que o Brasil dos militares, sempre isolado em minoria de dois ou três nas votações da ONU, sofria do "complexo de Greta Garbo": "I want to be alone (eu quero ficar sozinha)".
Esse papel pertence agora aos Estados Unidos, em geral solitária voz discordante da unanimidade do universo em favor do Protocolo de Kyoto, do Tribunal Criminal Internacional, do Tratado de Proibição das Minas Antipessoais etc. A exceção americana se faz sentir na natureza das questões e nos métodos de abordá-las. De parte da solução, os Estados Unidos passaram a ser parte substancial dos problemas contemporâneos.
Nas negociações comerciais de Genebra, os subsídios ianques se converteram em obstáculo pior que os europeus. No aquecimento global, o obstáculo é duplo. Os americanos não se contentam em serem os principais responsáveis pela questão: são também a pedra maior no caminho da solução.
Frustrados com o multilateralismo, que não passa da expressão da democracia em âmbito internacional, os EUA preferem impor seu poder em arranjos com parceiros escolhidos a dedo. Os acordos de livre comércio lhes permitem fazer engolir seus subsídios a países mais débeis, em troca do acesso destes ao mercado ianque. Em clima, organizam reuniões pequenas, como a que o Brasil se apresta a participar, com o objetivo de solapar o processo da ONU. Com isso, desfazem, passo a passo, o sistema político e econômico internacional que eles mesmos haviam criado sob a liderança de Franklin D. Roosevelt no final da Segunda Guerra.
Em "The Second Coming", os melhores não têm nenhuma convicção, os piores estão cheios de apaixonada intensidade, as coisas caem aos pedaços e a anarquia se derrama sobre o mundo. Tudo isso, na intuição poética de Yeats, quando "o centro não é mais capaz de sustentar". As eleições norte-americanas serão capazes de produzir uma "segunda vinda", não como na profecia, mas em termos de um centro regenerado e de uma liderança esclarecida?
AS VAIAS e os aplausos à delegação norte-americana na conferência do clima em Bali apontam para o que está errado no mundo de hoje. Os Estados Unidos foram vaiados pela obstrução ao consenso em tudo, das florestas às metas de redução de gases, passando pela ajuda financeira e tecnológica aos pobres. Quando, no apagar das luzes, decidiram não se opor ao consenso, o alívio fez a sala explodir em aplausos.
Em toda minha experiência de conferências da ONU, jamais vi algo parecido: diplomatas não são líderes estudantis e simplesmente não vaiam nunca. O que ocorreu em Bali foi explosão espontânea de frustração com um país que exerce uma liderança às avessas. A liderança positiva é contribuir com paciência para edificar o difícil consenso; a negativa é limitar-se a obstruí-lo. Os Estados Unidos perderam a capacidade de construir consensos. Em parte, devido ao unilateralismo de visão e ação: invasão do Iraque em violação à Carta das Nações Unidas, por exemplo.
Em parte, por terem perdido a legitimidade moral em razão dos horrores de Guantánamo e outros sinistros locais de prisão e tortura, direta ou terceirizada. Não sendo mais capaz de fazer os outros partilharem de suas percepções das prioridades internacionais e dos métodos para enfrentá-las, Washington passou a isolar-se numa oposição sistemática ao resto da humanidade.
Em contexto diverso, o saudoso embaixador Araújo Castro dizia que o Brasil dos militares, sempre isolado em minoria de dois ou três nas votações da ONU, sofria do "complexo de Greta Garbo": "I want to be alone (eu quero ficar sozinha)".
Esse papel pertence agora aos Estados Unidos, em geral solitária voz discordante da unanimidade do universo em favor do Protocolo de Kyoto, do Tribunal Criminal Internacional, do Tratado de Proibição das Minas Antipessoais etc. A exceção americana se faz sentir na natureza das questões e nos métodos de abordá-las. De parte da solução, os Estados Unidos passaram a ser parte substancial dos problemas contemporâneos.
Nas negociações comerciais de Genebra, os subsídios ianques se converteram em obstáculo pior que os europeus. No aquecimento global, o obstáculo é duplo. Os americanos não se contentam em serem os principais responsáveis pela questão: são também a pedra maior no caminho da solução.
Frustrados com o multilateralismo, que não passa da expressão da democracia em âmbito internacional, os EUA preferem impor seu poder em arranjos com parceiros escolhidos a dedo. Os acordos de livre comércio lhes permitem fazer engolir seus subsídios a países mais débeis, em troca do acesso destes ao mercado ianque. Em clima, organizam reuniões pequenas, como a que o Brasil se apresta a participar, com o objetivo de solapar o processo da ONU. Com isso, desfazem, passo a passo, o sistema político e econômico internacional que eles mesmos haviam criado sob a liderança de Franklin D. Roosevelt no final da Segunda Guerra.
Em "The Second Coming", os melhores não têm nenhuma convicção, os piores estão cheios de apaixonada intensidade, as coisas caem aos pedaços e a anarquia se derrama sobre o mundo. Tudo isso, na intuição poética de Yeats, quando "o centro não é mais capaz de sustentar". As eleições norte-americanas serão capazes de produzir uma "segunda vinda", não como na profecia, mas em termos de um centro regenerado e de uma liderança esclarecida?
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Os banqueiros e seus escudeiros
Para tentar diminuir o impacto da CPMF nos cofres públicos, o governo aumentou a cobrança de IOF, imposto que incidirá especialmente sobre os bancos.
A oposição está irada.
Como, o governo cobrará imposto sobre os bancos? Como? Onde já se viu? Que injustiça! Tadinho deles!
Os banqueiros só tiveram um aumento em seus lucros de 90% no último ano.
Só 90%.
Tadinho deles!
Defendam os banqueiros, querida oposição. Defendam eles!
E o povo... ah não vou incomodar vossos queridos ouvidos com este tipo de palavra, que incomoda-os mais que um palavrão.
A oposição está irada.
Como, o governo cobrará imposto sobre os bancos? Como? Onde já se viu? Que injustiça! Tadinho deles!
Os banqueiros só tiveram um aumento em seus lucros de 90% no último ano.
Só 90%.
Tadinho deles!
Defendam os banqueiros, querida oposição. Defendam eles!
E o povo... ah não vou incomodar vossos queridos ouvidos com este tipo de palavra, que incomoda-os mais que um palavrão.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Geração de emprego
O número de pessoas que trabalham com carteira assinada no Brasil cresceu 8,2% em novembro deste ano, em relação a novembro de 2006.
E na imprensa, só chamas!
E na imprensa, só chamas!
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
A posição
O Banco Mundial divulgou nesta terça-feira o ranking das maiores economias do mundo, onde o Brasil ocupa a sexta posição ao lado de Reino Unido, França, Rússia e Itália, com 3% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial. Um assombro, já que FHC pegou o Brasil como a 9ª potência mundial e entregou como a 15ª.
Os Estados Unidos permanecem como a maior economia do planeta, seguidos pela China, Japão, Alemanha e Índia. Depois do grupo em que o Brasil se encontra (Reino Unido, França, Rússia e Itália), aparecem Espanha e México.
Estes 12 países são responsáveis por dois terços da riqueza do mundo.
Bem, devem ser burros estes organismos internacionais. Afinal, o Brasil não está pegando fogo, querida imprensa?
Os Estados Unidos permanecem como a maior economia do planeta, seguidos pela China, Japão, Alemanha e Índia. Depois do grupo em que o Brasil se encontra (Reino Unido, França, Rússia e Itália), aparecem Espanha e México.
Estes 12 países são responsáveis por dois terços da riqueza do mundo.
Bem, devem ser burros estes organismos internacionais. Afinal, o Brasil não está pegando fogo, querida imprensa?
domingo, 16 de dezembro de 2007
Contra fatos...
De acordo com a imprensa direitista, o presidente Lula estaria extinguindo a classe média.
Assim é a imprensa. Opiniões, opiniões, opiniões... danem-se os fatos.
Os jornais, que fingem representar a classe média, devem estar em polvorosa. A própria Folha teve de admitir em reportagem: a classe média vitamina-se no governo Lula.
Nos últimos cinco anos, tanto pelos efetivos programas sociais, quanto pela aceleração econômica a partir de meados de 2006, cerca de 20 milhões de brasileiros com mais de 16 anos provenientes das classes D/E migraram para a classe C.
Nos três primeiros anos e seis meses de governo Lula (janeiro de 2003 a junho de 2006), 6 milhões de pessoas mudaram de estrato sócio-econômico. Nos últimos 17 meses (julho de 2006 a novembro de 2007), cerca de 14 milhões de brasileiros traçaram este mesmo caminho.
Na verdade, a maior evolução ocorrida nos últimos meses deve-se à colheita dos resultados do próprio esforço realizado pelo governo Lula. Quais sejam: queda na taxa de juros (que poderia ter ocorrido ainda mais rapidamente), lei de falências, BNDES atuando como financiador de novos negócios (e não privatizações), apoio à agricultura familiar, aumento do salário mínimo, política externa bem sucedida (catapultando as exportações), etc.
As classes D/E (as piores na avaliação) diminuíram de 46% para 26% da população brasileira.
Alguém está lendo isto além de mim? Tem noção do impacto disto na vida dos mais humildes? Tem noção disto quando criticam este governo? Sabem o que está acontecendo com o país?
A classe C aumentou de 32% para 49% da população. A classe A/B aumentou de 20 para 23% da população.
Ou seja, todos ganharam com o governo Lula. E, os mais pobres, ganharam mais.
Como deve ser.
Pelo menos uma pessoa como eu assim julga que deve ser. Com meus estigmas, com meus preconceitos, com minha ideologia, com minha integridade.
Os pobres como prioridade de um governo.
É uma idéia.
É evidente que muita gente pensa diferente de mim neste e em outros pontos. Daí tantos ataques ao presidente.
Paciência.
Cada um, cada qual.
Assim é a imprensa. Opiniões, opiniões, opiniões... danem-se os fatos.
Os jornais, que fingem representar a classe média, devem estar em polvorosa. A própria Folha teve de admitir em reportagem: a classe média vitamina-se no governo Lula.
Nos últimos cinco anos, tanto pelos efetivos programas sociais, quanto pela aceleração econômica a partir de meados de 2006, cerca de 20 milhões de brasileiros com mais de 16 anos provenientes das classes D/E migraram para a classe C.
Nos três primeiros anos e seis meses de governo Lula (janeiro de 2003 a junho de 2006), 6 milhões de pessoas mudaram de estrato sócio-econômico. Nos últimos 17 meses (julho de 2006 a novembro de 2007), cerca de 14 milhões de brasileiros traçaram este mesmo caminho.
Na verdade, a maior evolução ocorrida nos últimos meses deve-se à colheita dos resultados do próprio esforço realizado pelo governo Lula. Quais sejam: queda na taxa de juros (que poderia ter ocorrido ainda mais rapidamente), lei de falências, BNDES atuando como financiador de novos negócios (e não privatizações), apoio à agricultura familiar, aumento do salário mínimo, política externa bem sucedida (catapultando as exportações), etc.
As classes D/E (as piores na avaliação) diminuíram de 46% para 26% da população brasileira.
Alguém está lendo isto além de mim? Tem noção do impacto disto na vida dos mais humildes? Tem noção disto quando criticam este governo? Sabem o que está acontecendo com o país?
A classe C aumentou de 32% para 49% da população. A classe A/B aumentou de 20 para 23% da população.
Ou seja, todos ganharam com o governo Lula. E, os mais pobres, ganharam mais.
Como deve ser.
Pelo menos uma pessoa como eu assim julga que deve ser. Com meus estigmas, com meus preconceitos, com minha ideologia, com minha integridade.
Os pobres como prioridade de um governo.
É uma idéia.
É evidente que muita gente pensa diferente de mim neste e em outros pontos. Daí tantos ataques ao presidente.
Paciência.
Cada um, cada qual.
sábado, 15 de dezembro de 2007
Parabéns
Cumpro com àquela que é quase uma obrigação: parabenizo Oscar Niemeyer pelo século de existência.
Parabenizo também pela lucidez, pelo posicionamento, pela sagacidade, pela ideologia, pela argúcia, pela integridade.
Ele, juntamente com o presidente Lula, são os dois maiores brasileiros vivos.
A eles, meus cumprimentos.
Feliz é o país que conta com esta estirpe de pessoas.
Pena que são raras por estas plagas.
Mas, ao menos, existem. Em número pequeno, mas existem.
Parabenizo também pela lucidez, pelo posicionamento, pela sagacidade, pela ideologia, pela argúcia, pela integridade.
Ele, juntamente com o presidente Lula, são os dois maiores brasileiros vivos.
A eles, meus cumprimentos.
Feliz é o país que conta com esta estirpe de pessoas.
Pena que são raras por estas plagas.
Mas, ao menos, existem. Em número pequeno, mas existem.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
Os iguais
Não sei se é sabido, talvez seja evidente pelos textos que posto, mas tenho convicções, ideais e sentimentos socialistas.
Daí, vejo um membro do PSOL, José Nery (PA), votar contra a CPMF...
O que esperar deste partido?
O que esperar da extrema esquerda?
O PSOL-PSTU, tanto na última eleição, quanto nesta votação, comportam-se como os mais empedernidos direitistas: defensores de privilégios, moralistas, canhestros, sem discurso, sem idéias, sem atitudes coerentes com a esquerda que fingem representar.
Ideologicamente eu gostaria de participar de um destes partidos.
Com o seu direitismo roxo, eles me impedem.
Uma lástima. Uma lástima imperdoável, devo dizer.
Porque a dupla satânica PSDB-DEMOS não tem nenhum compromisso com a verdade, com a ética, com o povo, enfim, com nada de bom. Isto é sabido por qualquer ser que tenha o mínimo de inteligência e integridade.
Já a extrema esquerda, que arroja-se no papel de defensora dos pobres unir-se a estes???
Realmente... os pobres pagam muita CPMF... deve ser por isto que tantos passam fome, né?
Por causa do 0,38% nas movimentações financeiras dos desvalidos.
Os pobres realmente movimentam muito dinheiro... eram os mais afetados, segundo o grande jornal que é o globo.
É claro que eram!!! Dado a imensa quantia de dinheiro que movimentam!!!!
Deus, meu!!! Como não descobrimos isto antes?
Para ajudar a salvar os mais pobres, deveríamos ter acabado com a CPMF desde muito!
Esta é a integridade do PSDB-Demos, da globo e do PSOL. Todos no mesmo bojo. Todos iguais.
Daí, vejo um membro do PSOL, José Nery (PA), votar contra a CPMF...
O que esperar deste partido?
O que esperar da extrema esquerda?
O PSOL-PSTU, tanto na última eleição, quanto nesta votação, comportam-se como os mais empedernidos direitistas: defensores de privilégios, moralistas, canhestros, sem discurso, sem idéias, sem atitudes coerentes com a esquerda que fingem representar.
Ideologicamente eu gostaria de participar de um destes partidos.
Com o seu direitismo roxo, eles me impedem.
Uma lástima. Uma lástima imperdoável, devo dizer.
Porque a dupla satânica PSDB-DEMOS não tem nenhum compromisso com a verdade, com a ética, com o povo, enfim, com nada de bom. Isto é sabido por qualquer ser que tenha o mínimo de inteligência e integridade.
Já a extrema esquerda, que arroja-se no papel de defensora dos pobres unir-se a estes???
Realmente... os pobres pagam muita CPMF... deve ser por isto que tantos passam fome, né?
Por causa do 0,38% nas movimentações financeiras dos desvalidos.
Os pobres realmente movimentam muito dinheiro... eram os mais afetados, segundo o grande jornal que é o globo.
É claro que eram!!! Dado a imensa quantia de dinheiro que movimentam!!!!
Deus, meu!!! Como não descobrimos isto antes?
Para ajudar a salvar os mais pobres, deveríamos ter acabado com a CPMF desde muito!
Esta é a integridade do PSDB-Demos, da globo e do PSOL. Todos no mesmo bojo. Todos iguais.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
Raro exemplo
A matéria de PHA é um primor de jornalismo: http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/470001-470500/470245/470245_1.html
Merece ser lida.
Frase difícilima de dizer, em se tratando da imprensa brasileira.
Merece ser lida.
Frase difícilima de dizer, em se tratando da imprensa brasileira.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Que mulher!
Segundo Eliane Cantanhêde, "jornalista" da Folha, qualquer opositor a Álvaro Uribe nas próximas eleições terá envolvimento com as Farcs.
Como uma pessoa tem coragem de escrever tamanha safadeza?
Há opositores das Farcs que estão até mesmo seqüestrados pelo grupo armado. E, estes seqüestrados, dentre tantos outros inimigos das Farcs, não compõem com o presidente-poodle dos EUA.
Qual é o problema de Eliane Cantanhêde?
Faço duas suposições.
Ou a mulher é realmente um exemplo máximo da imbecilidade humana, saindo imensamente no lucro caso substituísse toda sua massa encefálica pela massa que deposita regularmente nas latrinas da vida...
Ou a mulher é simplesmente safada, simplesmente mentirosa, simplesmente descompromissada com qualquer resquício de ética, integridade e justiça.
Qual dos dois estaria correto?
Não sei...
Penso... penso...
Que mulher, gente, que mulher!
Lembra-me a Margaret Thatcher.
Entretanto, se sofro por viver no mesmo mundo que elas, consola-me o fato de ao menos não ser marido de nenhuma das jararacas.
Jamais daria.
Problemas gastro-intestinais assolar-me-iam demasiadamente.
P.S: caso não saibam o motivo de tanto apoio à Uribe... peço desculpas, este é um blog para iniciados.
Como uma pessoa tem coragem de escrever tamanha safadeza?
Há opositores das Farcs que estão até mesmo seqüestrados pelo grupo armado. E, estes seqüestrados, dentre tantos outros inimigos das Farcs, não compõem com o presidente-poodle dos EUA.
Qual é o problema de Eliane Cantanhêde?
Faço duas suposições.
Ou a mulher é realmente um exemplo máximo da imbecilidade humana, saindo imensamente no lucro caso substituísse toda sua massa encefálica pela massa que deposita regularmente nas latrinas da vida...
Ou a mulher é simplesmente safada, simplesmente mentirosa, simplesmente descompromissada com qualquer resquício de ética, integridade e justiça.
Qual dos dois estaria correto?
Não sei...
Penso... penso...
Que mulher, gente, que mulher!
Lembra-me a Margaret Thatcher.
Entretanto, se sofro por viver no mesmo mundo que elas, consola-me o fato de ao menos não ser marido de nenhuma das jararacas.
Jamais daria.
Problemas gastro-intestinais assolar-me-iam demasiadamente.
P.S: caso não saibam o motivo de tanto apoio à Uribe... peço desculpas, este é um blog para iniciados.
Os Teóricos
Será aprovada a CPMF?
Não sei.
Se não for, o motivo básico será só um, mais profundo, mais enérgico que outros.
Não será responsável a população, que não votou no legislativo similarmente ao executivo?
Não.
Não será o governo, que não pagou mensalão?
Não.
Não será a oposição, que não é responsável?
Não.
Por que é um imposto que atinge majoritariamente o rico?
Não.
Por que é um imposto que tem três utilizações, saúde, previdência e bolsa-família?
Não.
Porque não tem seus recursos (na fonte) divididos com os estados e municípios?
Não.
E poderia enumerar dezenas de outros motivos da CPMF não ser aprovada.
Mas eles só compõem o quadro da oposição ao tributo, não o seu motivo precípuo.
A real causa que poderá obliterar a aprovação da CPMF será o distanciamento dos senadores da realidade.
Os senadores são uns teóricos.
Discursam, discursam, discursam...
É o que sabem fazer (também sabem fazer mais algumas coisas, Garibaldi e Calheiros que o digam, mas não é o assunto de agora).
Muitos senadores são ruins, mesmo, e por isto, jamais votarão em algo que ajuda o país. Detestam o Brasil. Detestam a sua temperatura. Detestam a sua gente. Destes, nada espero. Porém, há alguns bons senadores que se posicionam contra o tributo... não compreendo o que estes pensam.
Por que os governadores apóiam a CPMF?
Porque são eles que são agüentando o problema diariamente. São eles que convivem com greves de servidores. São eles que convivem com o caos na saúde. São eles que convivem com o pandemônio do problema da segurança pública. São eles que convivem com a fraqueza da educação. São eles que convivem com o sinistro problema do saneamento básico. São eles que convivem com as mazelas da infra-estrutura. São eles que convivem com as deficiências do transporte público. São eles que convivem diariamente com a população cobrando-os destes e de tantos outros males que afligem a população brasileira.
Daí os governadores serem favoráveis à CPMF. É claro que serão. Os problemas estão com eles. E, o governo federal, só existe para os estados e municípios. Tudo que arrecada (excetuando a parte da dívida), vai para os municípios e estados. Não existe governo federal para o próprio governo federal, por assim dizer. Ele existe para os outros. É garganta, é caminho, e não fim.
Como poderão os governadores e prefeitos serem contrários a cobrança de um tributo que, será destinado a ajudar a combater os males que os atormentam?
Agora, o que atormenta os senadores? Onde eles estão? A quem eles representam? Quais são os problemas que realmente afligem os senadores? Qual é o contato real que eles têm com a população? Eles sabem o que acontece com seus eleitores? Sabem o que o país enfrenta? Qual é a realidade do país?
Digam-me, qual é a realidade dos senadores?
Todos nós sabemos quais são as respostas. Os senadores são absolutamente distantes, categoricamente afastados, completamente ausentes da realidade brasileira.
São teóricos. Teóricos do palavrório, teóricos da tagarelice.
Não fazem idéia da vida real.
Aqui fora, queridos senadores, vou lhes dar uma dica. Aqui fora o caldeirão está fervendo.
Não convém querer esquentar mais.
Creiam-me.
Abandonem a teoria. Venham para o mundo real, porra.
Não sei.
Se não for, o motivo básico será só um, mais profundo, mais enérgico que outros.
Não será responsável a população, que não votou no legislativo similarmente ao executivo?
Não.
Não será o governo, que não pagou mensalão?
Não.
Não será a oposição, que não é responsável?
Não.
Por que é um imposto que atinge majoritariamente o rico?
Não.
Por que é um imposto que tem três utilizações, saúde, previdência e bolsa-família?
Não.
Porque não tem seus recursos (na fonte) divididos com os estados e municípios?
Não.
E poderia enumerar dezenas de outros motivos da CPMF não ser aprovada.
Mas eles só compõem o quadro da oposição ao tributo, não o seu motivo precípuo.
A real causa que poderá obliterar a aprovação da CPMF será o distanciamento dos senadores da realidade.
Os senadores são uns teóricos.
Discursam, discursam, discursam...
É o que sabem fazer (também sabem fazer mais algumas coisas, Garibaldi e Calheiros que o digam, mas não é o assunto de agora).
Muitos senadores são ruins, mesmo, e por isto, jamais votarão em algo que ajuda o país. Detestam o Brasil. Detestam a sua temperatura. Detestam a sua gente. Destes, nada espero. Porém, há alguns bons senadores que se posicionam contra o tributo... não compreendo o que estes pensam.
Por que os governadores apóiam a CPMF?
Porque são eles que são agüentando o problema diariamente. São eles que convivem com greves de servidores. São eles que convivem com o caos na saúde. São eles que convivem com o pandemônio do problema da segurança pública. São eles que convivem com a fraqueza da educação. São eles que convivem com o sinistro problema do saneamento básico. São eles que convivem com as mazelas da infra-estrutura. São eles que convivem com as deficiências do transporte público. São eles que convivem diariamente com a população cobrando-os destes e de tantos outros males que afligem a população brasileira.
Daí os governadores serem favoráveis à CPMF. É claro que serão. Os problemas estão com eles. E, o governo federal, só existe para os estados e municípios. Tudo que arrecada (excetuando a parte da dívida), vai para os municípios e estados. Não existe governo federal para o próprio governo federal, por assim dizer. Ele existe para os outros. É garganta, é caminho, e não fim.
Como poderão os governadores e prefeitos serem contrários a cobrança de um tributo que, será destinado a ajudar a combater os males que os atormentam?
Agora, o que atormenta os senadores? Onde eles estão? A quem eles representam? Quais são os problemas que realmente afligem os senadores? Qual é o contato real que eles têm com a população? Eles sabem o que acontece com seus eleitores? Sabem o que o país enfrenta? Qual é a realidade do país?
Digam-me, qual é a realidade dos senadores?
Todos nós sabemos quais são as respostas. Os senadores são absolutamente distantes, categoricamente afastados, completamente ausentes da realidade brasileira.
São teóricos. Teóricos do palavrório, teóricos da tagarelice.
Não fazem idéia da vida real.
Aqui fora, queridos senadores, vou lhes dar uma dica. Aqui fora o caldeirão está fervendo.
Não convém querer esquentar mais.
Creiam-me.
Abandonem a teoria. Venham para o mundo real, porra.
domingo, 9 de dezembro de 2007
O Íntegro
... E o senhor Garibaldi, que pleiteia o cargo de presidente do senado, possui todos os vícios, mazelas, defeitos, atos extremamente discutíveis (por que não usar logo o termo adequado: corrupto?) do seu antecessor.
Mas ele é de direita.
Então, tudo pode... está por aí, desesperado a conseguir se tornar o próximo presidente de um dos nossos poderes.
Acorda, Brasil!
Mas ele é de direita.
Então, tudo pode... está por aí, desesperado a conseguir se tornar o próximo presidente de um dos nossos poderes.
Acorda, Brasil!
Meretrizes neoliberais
Os típicos exemplares dos presidentes neo-liberais que assolaram a América Latina nos anos 90:
Carlos Salinas de Gortari, ex-presidente do México, está exilado na Irlanda, fugido.
Alberto Fujimori, fugiu para o Japão para não ser preso.
Carlos Menem que se elegeu senador para não ir para a cadeia, vive em prisão domiciliar constantemente. Só não foi levado para a cadeia antes de ser eleito, por causa da elevada idade (77 anos).
E por aqui, temos FHC... Tão responsável pelo desastre que se abateu sobre nosso país quando estes outros nos países vizinhos.
Todos os simulacros de governantes foram e são verdadeiras meretrizes do consenso de Washington. Devo dizer que até mesmo o FMI compreendeu que o tal consenso é um método inadequado, inviável, que foi aplicado erroneamente (seguindo o os métodos ditados pelo próprio fundo). Ou seja, o FMI admitiu que errou ao ditar o consenso para a AL.
E por aqui, ainda vemos pessoas defendendo este modelo...
Paciência tem limite. Estupidez, não.
Todas as meretrizes do consenso estão presos e/ou fugidos nos outros países da América Latina.
Já por aqui, FHC é o herói.
O herói da mídia
O herói da direita.
Que lástima.
Carlos Salinas de Gortari, ex-presidente do México, está exilado na Irlanda, fugido.
Alberto Fujimori, fugiu para o Japão para não ser preso.
Carlos Menem que se elegeu senador para não ir para a cadeia, vive em prisão domiciliar constantemente. Só não foi levado para a cadeia antes de ser eleito, por causa da elevada idade (77 anos).
E por aqui, temos FHC... Tão responsável pelo desastre que se abateu sobre nosso país quando estes outros nos países vizinhos.
Todos os simulacros de governantes foram e são verdadeiras meretrizes do consenso de Washington. Devo dizer que até mesmo o FMI compreendeu que o tal consenso é um método inadequado, inviável, que foi aplicado erroneamente (seguindo o os métodos ditados pelo próprio fundo). Ou seja, o FMI admitiu que errou ao ditar o consenso para a AL.
E por aqui, ainda vemos pessoas defendendo este modelo...
Paciência tem limite. Estupidez, não.
Todas as meretrizes do consenso estão presos e/ou fugidos nos outros países da América Latina.
Já por aqui, FHC é o herói.
O herói da mídia
O herói da direita.
Que lástima.
Indicações
A reportagem: http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/469001-469500/469431/469431_1.html do Conversa Afiada é realmente digna de nota.
Não veremos tantas verdades em nossa mídia sabuja.
Ah! Luiz Carlos Mendonça de Barros, além de outras tantas virtudes, é mestre em se fazer entrevistar quando ele mesmo é um dos entrevistadores.
Mais uma de suas virtudes.
Não são poucas... rsrs.
Não veremos tantas verdades em nossa mídia sabuja.
Ah! Luiz Carlos Mendonça de Barros, além de outras tantas virtudes, é mestre em se fazer entrevistar quando ele mesmo é um dos entrevistadores.
Mais uma de suas virtudes.
Não são poucas... rsrs.
Política Tributária
Segundo dados da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) e do IT Data, o imposto arrecadado com a venda de computadores passou de R$ 1 bilhão, em 2005, para R$ 1,5 bilhão, em 2007, sendo que, no mesmo período, a carga tributária caiu de 20,5% para 12,6%.
Isto é política tributária. Do governo Lula, claro.
Isto é política tributária. Do governo Lula, claro.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
Da cabeça aos pés
Há um profícuo debate sobre a transposição da luta virtual para a real, deixando de lutarmos apenas pela internet para irmos às ruas ocorrendo no site do Movimento dos Sem Mídia.
Bem, a internet é algo novo e toda a sua limitação está sendo testada diariamente.
Não é difícil recordar as supostas limitações que foram dadas a certos movimentos. O próprio Lênin (um gênio, frise-se), em certa época, questionou a viabilidade das greves. Era algo novo e ele supôs que o movimento era estanque e que não se conseguiria realizar por este meio uma revolução.
Pois bem, eis que uma greve se torna uma greve geral, e, somada a diversos protestos, compõe-se o caldo que formou a revolução russa, o maior movimento popular de todo o século passado e, com certeza, a mais importante experiência que se contrapôs ao capetalismo que viceja onipresente em nossos dias.
Destarte, considero este debate de imensa valia e não julgo que haverá derrotados, afinal, estamos do mesmo lado.
Somos a minoria, mas estamos unidos.
Julgo, infelizmente, que a internet tem restrições e elas não são pequenas. Penso que a internet pode ser um belo ponto de partida, uma forma de equalizarmos as informações, de modo a termos embasamento em nossa luta, para que não nos tornemos niilistas tolos e fúteis.
Temos em nosso espaço virtual a possibilidade do debate, a forma de atrairmos novas pessoas, novas idéias & ideais, novos caminhos na bifurcação diária que é-nos apresentada.
Aqui, consolidamos de maneira simples e sincera, a informação. E quando nos informamos, podemos construir a nossa razão. “Os abismos estão semeados em nossa rota, a espada está suspensa sobre nossas cabeças, mas, para conjurar todos os perigos, temos a razão; e a razão é a onipotência”, já diria o anarquista Proudhon.
Aqui, construímos e/ou consolidamos nossa razão. Daí pretendermos que a internet seja o ponto de partida e de fim de nosso combate é no mínimo sonhar pequeno.
Na rede temos a possibilidade de darmos apenas o pontapé inicial, mas o movimento se estagna se só fizermos isto.
A esquerda tem uma dificuldade incrível em se disseminar, dado o predomínio maciço dos meios de comunicação conservadores. Isto é histórico, nem quando estávamos dispostos a pegar em armas conseguimos explicitar nossa ideologia à população comum, que dirá agora.
A internet impõe uma nova dificuldade com a qual não estávamos acostumados. Quando estamos em um emprego e a situação nos é difícil, unimo-nos às pessoas que estão dispostas a lutar contra a opressão. Quando estudamos e percebemos o massacre que fazem com as nossas vidas, também nos agrupamos com aqueles que compreendem a realidade que nos cerceia, e não com àqueles que estão mais preocupados em ir à um shopping comprar a roupinha da moda.
Pois bem, em ambos os casos, a nossa própria rotina nos deu a possibilidade de nos unirmos às pessoas com a qual compactuávamos certa disposição. Agora aqui, por incrível que pareça, nossa diversidade que é também uma riqueza, é a nossa principal fragilidade.
Este é o motivo responsável pela baixa presença nos eventos do Movimento dos Sem Mídia (MSM). Muitas rotinas diferentes, muitas expectativas de luta diferentes, pouca possibilidade de contato real...
Por exemplo: sempre que posso lanço petardos nos meus blogs. Afora isto, participo ativamente do movimento sindical em meu emprego. E observo a olhos vistos, pessoas que eram alienadas inexpressivas tornarem-se bravos guerreiros do movimento. Isto eu vejo, isto é a vida real, isto se dá com motivação, com participação, com conscientização, com sangue nas veias, com a realidade se impondo. Eu não vejo isto na net. Vejo aqui pessoas que já tinham uma consciência formada buscarem as informações que lhes são adequadas.
Isto é estanqueidade, isto é a morte.
Outro ponto que julgo errôneo é acreditarmos que a grande mídia está sendo criticada como nunca.
Antes, também havia confrontação contra os grandes veículos midiáticos. Ou, não se lembram das milhares de vozes na luta pelas diretas já: “O povo não é bobo, abaixo a rede globo”, retratando a censura que a globo prestou ao movimento e a toda forma de progressismo (ainda hoje) e durante a ditadura.
Isto na década de 80, sem net, com ditadura... E toda esta conscientização não bastou para que na primeira eleição direta realizada depois da ditadura, o candidato da globo fosse eleito. É um exemplo cabal de que, se nosso movimento não for para as ruas, ele será inócuo (as diretas acabaram sendo conquistadas, depois, por causa da pressão feita nesta época), e, que se não conseguir se manter depois de ter partido pra cima, ele também será ineficaz, pois acabaremos escolhendo outro Collor. Tenho certeza que muitas das pessoas que gritaram palavras de ordem contra a rede globo foram eleitoras de Collor e hoje assistem paquidermicamente às suas energúmenas novelinhas, tem medo do Lula e do MST.
Convém, em minha opinião, coadunarmos os dois esforços, físicos e teóricos para que nosso movimento de conscientização faça-se eficiente.
E outro problema é-me claro. A união. É a força de qualquer movimento que se preze.
E a direita, por incrível que pareça, é unida. Exemplos:
Alguém viu alguma coisa na grande mídia sobre o plebiscito de retomada da Vale?
Sobre a carta de despedida da globo do jornalista Rodrigo Viana?
Sobre a lista de Furnas do PSDB?
Dentre tantos outros esquecimentos convenientes e agressividade comedida contra quem convém.
Então, acredito que seja uma inocência pensarmos que sós, abandonados, possamos construir algo de significância.
Por que o medo dos MSM de utilizarem espaços de sindicatos, por exemplo? Por que o medo de se unir à esquerda? Por que o medo de se aliarem àqueles que já são estigmatizados pela mídia?
Ou há alguém aqui que possua tamanha inocência para pensar que, por não nos unirmos aos sindicalistas, aos movimentos sociais, à esquerda estruturada, alguém deixará de nos caluniar?
Alguém supõe isto?
Ora, eles estão unidos! Por que deveríamos nos abster de lutar com as armas possíveis, sem perdermos nossa identidade e nossa integridade?
Ora, senão, daqui a pouco estaremos também nós a acreditar no que eles falam sobre o MST, sobre sindicatos (eles que tanto querem acabar com o imposto obrigatório), sobre a esquerda!
Temos, evidentemente, de nos unirmos sem mudarmos nossos ideais. O próprio sindicato do qual sou filiado (friso que não sou diretor, apenas mais um membro) foi cooptado pelo governo. O sindicato é filiado à Federação Única dos Petroleiros (FUP), que é ligado à CUT. E, ao invés de lutar pelos petroleiros, mudou de lado. Está sempre do lado do governo. Um escândalo. Mas nós podemos, exemplarmente, evitar esta cooptação. Mostrar a própria esquerda venal o que somos.
Bem, é isto. Vamos juntos, tanto na internet, quanto na rua. Tanto na cabeça quanto nos pés. “Derrota após derrota, até a vitória final”, como diria Che.
Bem, é isto. Vamos juntos, tanto na internet, quanto na rua. Tanto na cabeça quanto nos pés. “Derrota após derrota, até a vitória final”, como diria Che.
Bem, a internet é algo novo e toda a sua limitação está sendo testada diariamente.
Não é difícil recordar as supostas limitações que foram dadas a certos movimentos. O próprio Lênin (um gênio, frise-se), em certa época, questionou a viabilidade das greves. Era algo novo e ele supôs que o movimento era estanque e que não se conseguiria realizar por este meio uma revolução.
Pois bem, eis que uma greve se torna uma greve geral, e, somada a diversos protestos, compõe-se o caldo que formou a revolução russa, o maior movimento popular de todo o século passado e, com certeza, a mais importante experiência que se contrapôs ao capetalismo que viceja onipresente em nossos dias.
Destarte, considero este debate de imensa valia e não julgo que haverá derrotados, afinal, estamos do mesmo lado.
Somos a minoria, mas estamos unidos.
Julgo, infelizmente, que a internet tem restrições e elas não são pequenas. Penso que a internet pode ser um belo ponto de partida, uma forma de equalizarmos as informações, de modo a termos embasamento em nossa luta, para que não nos tornemos niilistas tolos e fúteis.
Temos em nosso espaço virtual a possibilidade do debate, a forma de atrairmos novas pessoas, novas idéias & ideais, novos caminhos na bifurcação diária que é-nos apresentada.
Aqui, consolidamos de maneira simples e sincera, a informação. E quando nos informamos, podemos construir a nossa razão. “Os abismos estão semeados em nossa rota, a espada está suspensa sobre nossas cabeças, mas, para conjurar todos os perigos, temos a razão; e a razão é a onipotência”, já diria o anarquista Proudhon.
Aqui, construímos e/ou consolidamos nossa razão. Daí pretendermos que a internet seja o ponto de partida e de fim de nosso combate é no mínimo sonhar pequeno.
Na rede temos a possibilidade de darmos apenas o pontapé inicial, mas o movimento se estagna se só fizermos isto.
A esquerda tem uma dificuldade incrível em se disseminar, dado o predomínio maciço dos meios de comunicação conservadores. Isto é histórico, nem quando estávamos dispostos a pegar em armas conseguimos explicitar nossa ideologia à população comum, que dirá agora.
A internet impõe uma nova dificuldade com a qual não estávamos acostumados. Quando estamos em um emprego e a situação nos é difícil, unimo-nos às pessoas que estão dispostas a lutar contra a opressão. Quando estudamos e percebemos o massacre que fazem com as nossas vidas, também nos agrupamos com aqueles que compreendem a realidade que nos cerceia, e não com àqueles que estão mais preocupados em ir à um shopping comprar a roupinha da moda.
Pois bem, em ambos os casos, a nossa própria rotina nos deu a possibilidade de nos unirmos às pessoas com a qual compactuávamos certa disposição. Agora aqui, por incrível que pareça, nossa diversidade que é também uma riqueza, é a nossa principal fragilidade.
Este é o motivo responsável pela baixa presença nos eventos do Movimento dos Sem Mídia (MSM). Muitas rotinas diferentes, muitas expectativas de luta diferentes, pouca possibilidade de contato real...
Por exemplo: sempre que posso lanço petardos nos meus blogs. Afora isto, participo ativamente do movimento sindical em meu emprego. E observo a olhos vistos, pessoas que eram alienadas inexpressivas tornarem-se bravos guerreiros do movimento. Isto eu vejo, isto é a vida real, isto se dá com motivação, com participação, com conscientização, com sangue nas veias, com a realidade se impondo. Eu não vejo isto na net. Vejo aqui pessoas que já tinham uma consciência formada buscarem as informações que lhes são adequadas.
Isto é estanqueidade, isto é a morte.
Outro ponto que julgo errôneo é acreditarmos que a grande mídia está sendo criticada como nunca.
Antes, também havia confrontação contra os grandes veículos midiáticos. Ou, não se lembram das milhares de vozes na luta pelas diretas já: “O povo não é bobo, abaixo a rede globo”, retratando a censura que a globo prestou ao movimento e a toda forma de progressismo (ainda hoje) e durante a ditadura.
Isto na década de 80, sem net, com ditadura... E toda esta conscientização não bastou para que na primeira eleição direta realizada depois da ditadura, o candidato da globo fosse eleito. É um exemplo cabal de que, se nosso movimento não for para as ruas, ele será inócuo (as diretas acabaram sendo conquistadas, depois, por causa da pressão feita nesta época), e, que se não conseguir se manter depois de ter partido pra cima, ele também será ineficaz, pois acabaremos escolhendo outro Collor. Tenho certeza que muitas das pessoas que gritaram palavras de ordem contra a rede globo foram eleitoras de Collor e hoje assistem paquidermicamente às suas energúmenas novelinhas, tem medo do Lula e do MST.
Convém, em minha opinião, coadunarmos os dois esforços, físicos e teóricos para que nosso movimento de conscientização faça-se eficiente.
E outro problema é-me claro. A união. É a força de qualquer movimento que se preze.
E a direita, por incrível que pareça, é unida. Exemplos:
Alguém viu alguma coisa na grande mídia sobre o plebiscito de retomada da Vale?
Sobre a carta de despedida da globo do jornalista Rodrigo Viana?
Sobre a lista de Furnas do PSDB?
Dentre tantos outros esquecimentos convenientes e agressividade comedida contra quem convém.
Então, acredito que seja uma inocência pensarmos que sós, abandonados, possamos construir algo de significância.
Por que o medo dos MSM de utilizarem espaços de sindicatos, por exemplo? Por que o medo de se unir à esquerda? Por que o medo de se aliarem àqueles que já são estigmatizados pela mídia?
Ou há alguém aqui que possua tamanha inocência para pensar que, por não nos unirmos aos sindicalistas, aos movimentos sociais, à esquerda estruturada, alguém deixará de nos caluniar?
Alguém supõe isto?
Ora, eles estão unidos! Por que deveríamos nos abster de lutar com as armas possíveis, sem perdermos nossa identidade e nossa integridade?
Ora, senão, daqui a pouco estaremos também nós a acreditar no que eles falam sobre o MST, sobre sindicatos (eles que tanto querem acabar com o imposto obrigatório), sobre a esquerda!
Temos, evidentemente, de nos unirmos sem mudarmos nossos ideais. O próprio sindicato do qual sou filiado (friso que não sou diretor, apenas mais um membro) foi cooptado pelo governo. O sindicato é filiado à Federação Única dos Petroleiros (FUP), que é ligado à CUT. E, ao invés de lutar pelos petroleiros, mudou de lado. Está sempre do lado do governo. Um escândalo. Mas nós podemos, exemplarmente, evitar esta cooptação. Mostrar a própria esquerda venal o que somos.
Bem, é isto. Vamos juntos, tanto na internet, quanto na rua. Tanto na cabeça quanto nos pés. “Derrota após derrota, até a vitória final”, como diria Che.
Bem, é isto. Vamos juntos, tanto na internet, quanto na rua. Tanto na cabeça quanto nos pés. “Derrota após derrota, até a vitória final”, como diria Che.
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
As aventuras dos homens na cidade de Thor
Na longínqua década de 70, Raulzito na canção "As aventuras de Raul Seixas na cidade de Thor" bradava: “Buliram muito com o planeta/ E o planeta como um cachorro eu vejo/ Se ele já não agüenta mais as pulgas/ Se livra delas num sacolejo”.
Tivemos mais de 30 anos para reverter este quadro (um exemplo do resultado de todo este prazo e de todo o esforço que o homem fez para destruir o planeta está no site http://br.noticias.yahoo.com/s/afp/071203/saude/ecologia_clima_onu_wwf ).
Por que não conseguimos? Alguém não avisou? Onde estava a querida imprensa a protestar contra os desmandos do governante? Onde estava o farol da democracia?
Não foi possível impedir que este quadro acontecesse?
Realmente, foi muito difícil. Convenhamos, durante este tempo, convivemos com Nixon, Reagan (o pior de todos), George Bush and George War Bush.
Difícil demais.
Tivemos mais de 30 anos para reverter este quadro (um exemplo do resultado de todo este prazo e de todo o esforço que o homem fez para destruir o planeta está no site http://br.noticias.yahoo.com/s/afp/071203/saude/ecologia_clima_onu_wwf ).
Por que não conseguimos? Alguém não avisou? Onde estava a querida imprensa a protestar contra os desmandos do governante? Onde estava o farol da democracia?
Não foi possível impedir que este quadro acontecesse?
Realmente, foi muito difícil. Convenhamos, durante este tempo, convivemos com Nixon, Reagan (o pior de todos), George Bush and George War Bush.
Difícil demais.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Prestidigitação
A Folha do último domingo conseguiu fazer um milagre para não evidenciar a melhora da avaliação do governo e do presidente Lula, especialmente nas camadas mais abastadas da população.
Ao contrário, dá toda a publicação possível a notícia de que José Serra, o homem que assinou o PROER, está em primeiro lugar na lista dos presidenciáveis. Ainda não completamos sequer um ano do 2º mandato do presidente Lula, mas como é José Serra quem está como primeiro, a Folhona dá uma enorme importância ao fato.
Bem, fez falta uma comparação nas pesquisas tendo o presidente como candidato. Afinal, a imprensa tanto diz que ele vai se candidatar... por que não o inseriram na pesquisa, então?
Não é preciso ser doutor em lógica transcendental para saber o porque: Lula seria o primeiro nas intenções de voto.
A imprensa ficaria histérica!
É fato que, caso o CONGRESSO efetivamente mudasse a constituição para que os candidatos pudessem disputar um terceiro mandato, Lula seria reeleito com tranqüilidade. É fato.
Infelizmente o presidente não fará isto, não mudará as regras no meio do jogo para não se beneficiar delas, como outros o fizeram. Lula é diferente de certos. É diferente porque tem moral.
Discordo imensamente de muitas coisas que Lula diz e faz. Discordo, como na última semana, quando veio ao ES e responsabilizou FHC pelo desastre que foi a administração de Vitor Buaiz, ex-governador do Espírito Santo, então eleito pelo PT. Ora, efetivamente FHC foi um presidente terrível para os governadores.
Mas, afora o este fato, Vitor Buaiz foi a calamidade que foi, por erros dele mesmo, e por ter seguido desbragadamente o PT do estado, então dominado por seres espúrios, sectários e corruptos.
Deixar que Rogério Medeiros, Perly Cipriano e um nome que agora me foge à memória governassem o ES, não poderia acontecer outra coisa, que não o caos que o estado viveu.
Agora, querer comparar Lula com qualquer um dos que ocupou o cargo nos últimos anos (excetuando Itamar, que também foi um grande presidente) é de dar pena aos outros.
Aconselho a leitura, sobre a prestidigitação que a Folha tenta fazer para maquiar os dados favoráveis ao governo, e para dar toda a moral possível à José Serra na análise de Gilson Caroni Filho, no site da agência Cartamaior: http://www.agenciacartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=14736&boletim_id=387&componente_id=7181
Ah! O dono (alguns chamam este posto de “publisher”... nome que consegue a façanha incrível de ser pior que o próprio jornal) da Folhona, o senhor Octavio Frias de Oliveira, afirmava que não morreria antes de ver José Serra ser eleito presidente.
Neste momento ele está comendo capim pela raiz.
Ao contrário, dá toda a publicação possível a notícia de que José Serra, o homem que assinou o PROER, está em primeiro lugar na lista dos presidenciáveis. Ainda não completamos sequer um ano do 2º mandato do presidente Lula, mas como é José Serra quem está como primeiro, a Folhona dá uma enorme importância ao fato.
Bem, fez falta uma comparação nas pesquisas tendo o presidente como candidato. Afinal, a imprensa tanto diz que ele vai se candidatar... por que não o inseriram na pesquisa, então?
Não é preciso ser doutor em lógica transcendental para saber o porque: Lula seria o primeiro nas intenções de voto.
A imprensa ficaria histérica!
É fato que, caso o CONGRESSO efetivamente mudasse a constituição para que os candidatos pudessem disputar um terceiro mandato, Lula seria reeleito com tranqüilidade. É fato.
Infelizmente o presidente não fará isto, não mudará as regras no meio do jogo para não se beneficiar delas, como outros o fizeram. Lula é diferente de certos. É diferente porque tem moral.
Discordo imensamente de muitas coisas que Lula diz e faz. Discordo, como na última semana, quando veio ao ES e responsabilizou FHC pelo desastre que foi a administração de Vitor Buaiz, ex-governador do Espírito Santo, então eleito pelo PT. Ora, efetivamente FHC foi um presidente terrível para os governadores.
Mas, afora o este fato, Vitor Buaiz foi a calamidade que foi, por erros dele mesmo, e por ter seguido desbragadamente o PT do estado, então dominado por seres espúrios, sectários e corruptos.
Deixar que Rogério Medeiros, Perly Cipriano e um nome que agora me foge à memória governassem o ES, não poderia acontecer outra coisa, que não o caos que o estado viveu.
Agora, querer comparar Lula com qualquer um dos que ocupou o cargo nos últimos anos (excetuando Itamar, que também foi um grande presidente) é de dar pena aos outros.
Aconselho a leitura, sobre a prestidigitação que a Folha tenta fazer para maquiar os dados favoráveis ao governo, e para dar toda a moral possível à José Serra na análise de Gilson Caroni Filho, no site da agência Cartamaior: http://www.agenciacartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=14736&boletim_id=387&componente_id=7181
Ah! O dono (alguns chamam este posto de “publisher”... nome que consegue a façanha incrível de ser pior que o próprio jornal) da Folhona, o senhor Octavio Frias de Oliveira, afirmava que não morreria antes de ver José Serra ser eleito presidente.
Neste momento ele está comendo capim pela raiz.
Resultado num país democrático
Os fatos ajudam a esquerda, e as votações, ainda mais.
Como pode, o “ditador” Hugo Chávez, acatar a votação de um referendo que, por uma margem mínima, o derrotou?
Então, no mínimo, os grandes pútridos da imprensa brasileira devem admitir: ele não é um ditador.
Se fosse, faria como os militares brasileiros (de quem a imprensa tem tanta saudade) fizeram: arrumaram todo o tipo de justificação teórica (nenhuma com sequer um resquício de verdade, friso) para desconsiderar o resultado de uma votação da população brasileira.
Não foi o que Chávez fez.
Como pode, o “ditador” Hugo Chávez, acatar a votação de um referendo que, por uma margem mínima, o derrotou?
Então, no mínimo, os grandes pútridos da imprensa brasileira devem admitir: ele não é um ditador.
Se fosse, faria como os militares brasileiros (de quem a imprensa tem tanta saudade) fizeram: arrumaram todo o tipo de justificação teórica (nenhuma com sequer um resquício de verdade, friso) para desconsiderar o resultado de uma votação da população brasileira.
Não foi o que Chávez fez.
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