terça-feira, 23 de outubro de 2007

Uma coisa é uma coisa...

Eis que a mesa diretora do senado livrou a cara do Azeredo.
Sobre o argumento de que o crime que ele cometeu foi na legislatura anterior... Tem cabimento tamanha hipocrisia?

Engraçado, quando José Dirceu afirmou que os crimes que ele supostamente haveria cometido não eram quando estava como deputado, e sim, como ministro, então, não cabia denúncia ao parlamento, ele foi enxovalhado pelo argumento. O que eu concordo, o argumento é muito hipócrita.

Mas agora é o Azeredo, não é?
É o PSDB, não é?

Está lá, tudo igual.... caixa-dois, Marcos Valério (Daniel Dantas?)... tudo igual.... a única diferença é que antes era o PT.

Os Grandes

O Magnífico judiciário brasileiro, na construção de três prédios, gastará a fabulosa soma de 1,2 bilhão de reais. Isto, mesmo. Em três prédios, mais de 1 bilhão de reais.
Um dos palácios será a sede do TSE, que custará 336, 7 milhões de reais. Este local servirá, basicamente, para que o senhor Marco Aurélio de Mello, O Grande, reine e dê suas entrevistas intermináveis e lamentáveis.

O Grande defendeu a construção dos rocambolescos palácios para os grandes de nossa pátria. Ele afirmou ao globo que a obra do TSE é necessária para “realizar a solenidade de posse do presidente eleito”.
Mais de 300 milhões de reais para dar posse ao presidente.
Uma vez a cada quatro anos.
O Grande Çábio não poderia imaginar em utilizar um dos inesgotáveis salões do congresso, ou do próprio STF para dar posse? Não poderia ter esta idéia brilhante?
Ele não poderia contratar um salão de eventos? Bem, digamos que alugassem o melhor salão do Brasil. E este salão, será alugado por um valor altíssimo, 1 milhão de reais. Ainda assim, teriam de alugar o salão 336 vezes. Supondo que o dinheiro não renderia, eles dariam posse a 336 presidentes, ou seja, demorariam mais de 1300 anos para gastar esta soma. 1300 anos!
Será que o senhor Marco Aurélio de Mello, O Grande, sabe contar?

“O Grande” não tem senso do ridículo?

Quem “os grandes” pensam que são, poderíamos perguntar?

São os nossos reis, os nossos califas, os nossos emirs, os nossos rajás, os nossos czares, os nossos faraós, os nossos xeques, os nossos margraves, os nossos grão-duques, os nossos senhores feudais, os nossos sultões, os nossos veneráveis, os nossos Yang di-Pertuan Agongs, os nossos nababos, os nossos marajás, os nossos infantes, os nossos mestre-conselheiros, os nossos aiatolás, os nossos tzares, os nossos voivodias, os nossos paxás, os nossos caisers, os nossos suseranos, os nossos césares, os nossos califas, os nossos xás, os nossos grão-mestres, os nossos samorins, os nossos daimyos, os nossos imperadores...
São os membros do judiciário brasileiro!

Dada sua arrogância inesgotável, eles precisam deste tipo de construção para que se sintam entronizados.

Tenho uma pergunta a fazer. Dada a exorbitância das obras, já não seria o caso, Marco Aurélio Mello, Ó grande magnificência, de que caso sua esposa venha a falecer, ser construído um Taj Mahal para ela?

Acho que “O Grande” não poderá me responder. Ele deve estar ocupado.
É lógico que não estará ocupado trabalhando. Deve estar ocupado dando a enésima entrevista para a mídia golpista.

domingo, 21 de outubro de 2007

Os Eleitos

Marco Aurélio de Mello, O Grande, anda legislando a torto e a direito. Não bastasse opinar sobre tudo, da bomba atômica à escalação do flamengo, ele ainda acha que tem de utilizar sua enorme capacidade intelectual para legislar.

Qualquer dia Marco Aurélio ainda diz que a convocação de algum jogador é inconstitucional.

Pois bem, eu tenho perguntas a fazer sobre este “Grande”.

Quantos votos Marco Aurélio de Mello teve para poder legislar? Quem o elegeu?

Bem, eu não queria responder, mas respondo. Ele teve um voto.
Do seu primo, Fernando Collor, O Breve, que talvez na pior, na mais trágica e desastrada de suas decisões enquanto presidente (¡e olha que foram muitas!), escolheu este senhor para ser ministro do Supremo Tribunal Federal.

Uma lástima.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Aos amigos, tudo...

Nosso querido Aécio Neves, que, ao que tudo indica, é o candidato de Lula para 2010 (desde que ele se mude para o PMDB, claro), acaba de promover mais um de seus geniais atos governamentais.

O PSDB enviou à assembléia legislativa um projeto de lei que efetiva 98 mil trabalhadores (!) sem concurso público. O projeto foi aprovado pela base de apoio do seu governo (ampla, geral e irrestrita, em todas as esferas possíveis).

Engraçadas são as coisas. Quando o presidente Lula contrata servidores por meio de concursos (conforme determina a lei), este próprio Aécio sai criticando-o, afirmando que não é assim que se faz “choque de gestão”, e outros impropérios mais, conforme foi escrito aqui neste mesmo espaço certo tempo atrás.

E agora, seu Aécio? É esta a falta do presidente? O concurso, em si?

Bem, mais uma informação para o tão propalado “choque de gestão”. Deve-se contratar, sim, profissionais para os quadros do serviço público. Só que para Aécio, esta contratação deve ser realizada sem concurso (¿eles sabem da existência da constituição de 88?).
Nem a farra do boi-bumbá possui tal bagunça entranhada em seu cerne como os desgovernos do PSDB.

Ah se fosse o presidente Lula que estivesse fazendo algo assim... ah se fosse... diriam que estavam efetivando somente petistas, etc, etc, etc.

E, com certeza, Antonio Fernando de Souza já teria ingressado com um processo contra o PT e o presidente. E Marco Aurélio Mello, O Grande, já teria julgado-o, mesmo antes de tocar nos autos.

Mas é o PSDB, né, gente?
É o Aécio, né, gente?
Queriam o que?
Que eles tivessem que cumprir leis?

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Mico é pouco

Apesar de todo apoio que a mídia reacionária o dá, e apesar de toda divulgação que seu nome tem (dado ter sido presidente por oito longos anos), FHC, em recente pesquisa, aparece com 4,7% das intenções de voto para presidente em 2010.

Mico é pouco.

Verba, gestão e dúvida

O governo federal, através de José Gomes Temporão, belo ministro da saúde (o melhor do governo Lula, e o melhor que já esteve no governo federal desde Adib Jatene), aumentou em cerca de 30% o repasse per capita de verba para a saúde dos habitantes do Espírito Santo.
Ótima medida. Mas, para surtir efeito, o dinheiro que é investido na saúde tanto aqui, quanto no resto do país, deve ser mais bem administrado.
Normalmente, a área da saúde é chefiada por médicos, que, atuam corporativamente, em vez de socialmente.
O resultado é a calamidade que acompanhamos.

No Espírito Santo não é diferente. Com o senhor Anselmo Tose (que é médico) como secretário da saúde. Ele, profissionalmente, é um desastre como gestor. Numa administração anterior, quando foi substituído como secretário da saúde da prefeitura de Vitória por Luciano Rezende, este último vituperou a administração do seu predecessor com fartas críticas. Exprobrar antecessores é fato usual na política, é claro. O problema era que a crítica vinha de uma substituição feita no meio da administração (e não de um governo de oposição que acabou de se eleger) e, pior, o substituto era do mesmo partido do substituído! Isto não poupou de dizer as verdades sobre a gestão desastrada do colega de partido.

Como Anselmo Tose se mantém no cargo é uma pergunta de dificílima resposta.
Duvido até que o próprio governador a tenha.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Quem? Eu?

Membros do Denarc (Delegacia de Combate ao tráfico de drogas) teriam recebido 200 mil reais para soltarem o traficante Juan Carlos Abadia.
Serra não comentou o assunto.
Nenhum problema de São Paulo tem a ver com Serra.
E ninguém da imprensa o perturbará com estas efemérides.
E se algum incauto perguntar algo que o desagrade, ele ligará para o dono do jornal pedindo a demissão do jornalista.
E será atendido.
Costa e Silva não faria melhor.

Tentáculos do neoliberalismo

Paulo Renato Souza, o desastroso ex-ministro da educação de FHC foi escrever um “artigo”, que tem o nome de “Tentáculos da reestatização”.
No texto, o grande intelectual, critica a intenção do governo federal de passar o Besc (Banco do Estado de Santa Catarina) para o controle do Banco do Brasil.

Mas há um detalhe. O texto foi enviado ao jornal por e-mail, antes da hora.

Por engano, o corpo da mensagem trouxe uma correspondência eletrônica anterior, na qual o parlamentar escrevera ao presidente do Bradesco, Márcio Cypriano: “Em anexo, vai o artigo revisto. Procurei colocá-lo dentro dos limites do espaço da Folha. Por favor, veja se está correto e se você concorda, ou tem alguma observação. Muito obrigado, Paulo Renato Souza”.

Ou seja, pediu autorização ao presidente de um banco para ver se o texto estava correto e se ele concordava.

Isto é que é ser submisso. Isto é que é ser neoliberal. O resto é resto.

Eu diria que este “pedido de aprovação” é uma vergonha. Mas de que adiantaria? Os tucanos não têm vergonha.

sábado, 6 de outubro de 2007

Choque de Gestão

Eu sempre procurei saber o que era este tal “choque de gestão” tucano. Será que eu o encontrarei perdido em alguma esquina, qualquer dia?

Enquanto não o encontro, faço minhas suposições.
Seria o tal “choque de gestão” tucano a FEBEM, com suas eternas rebeliões?
Seriam o tal “choque de gestão” tucano os problemas na educação, a aprovação automática, gerando garotos que estão na 6ª série e ainda não aprenderam a ler? Alunos que findaram o ensino médio e têm um desempenho intelectual menor que o de um de 8ª série de escola particular?
Seria o tal “choque de gestão” tucano a forma como tratam a segurança pública?
Seria o tal “choque de gestão” tucano a forma como lidam como o crime organizado (vide PCC), que a grande mídia, reproduzindo as palavras tucanas, disseram que havia sido exterminado?
Seria o tal “choque de gestão” tucano o caos penitenciário, que a grande mídia também disse que havia acabado?
Seria o tal “choque de gestão” tucano a crise da saúde, com médicos em greve por tantos dias, deixando a população morrendo pelas calçadas?
Eu só to falando do “choque de gestão” tucano estadual.... nem quero começar a tratar sobre o nacional... é melhor nem começar, não tenho tempo.

Funcionalismo Público

O Presidente Lula recentemente fez uma afirmação de que: “As pessoas passam para a sociedade uma idéia de que é possível fazer choque de gestão diminuindo o número de pessoas que trabalham, quando, na verdade, o choque de gestão será feito quando a gente contratar mais gente, mais qualificada, mais bem-remunerada, porque aí teremos também serviços de excelência prestados para a sociedade brasileira. Para reverter essa situação é preciso coragem de ser ousado”.

Olha, mesmo eu, particularmente refratário a funcionários públicos tenho considerações positivas a fazer sobre a fala.
Sem um salário digno, ninguém trabalha com toda a vontade, contentamento e disposição que trabalharia recebendo um salário adequado. Isto é fato.
Os funcionários públicos recebem, em sua grande maioria (particularmente os federais), um salário adequado. Os membros do judiciário não recebem um salário adequado. Seus salários são excessivos.

O que me dá asco nos funcionários públicos (não todos, que fique claro) é sua indolência, a forma como tratam mal as pessoas, a sua incompetência por causa da estabilidade, suas greves absurdas, etc.

Isto tudo me afasta e, não coaduno com a sua estabilidade. Não concordo, mesmo. Recentemente o governo Lula propôs contratar por meio de “fundações”, sendo que os funcionários não teriam mais estabilidade, seriam avaliados de maneira similar ao mercado privado, podendo até serem demitidos.
Não obteve grande apoio do PSDB, o partido que se jacta de ser portador do tal “choque de gestão”. Onde ele estava perante a proposta governamental?
A extrema esquerda, tão fascista quanto a extrema direita, acusou o projeto de ser a própria encarnação do demônio na terra.

A questão, é que os funcionários públicos têm de receber um salário digno, como todos os cidadãos também devem receber. Agora, ao não receberem o que esperavam, eles não têm o direito de tratarem mal, ou abusar da sua estabilidade, como muitos fazem. Não possuem este direito. Isto me enoja, e enoja muito.
Se o governo paga tão mal, se o serviço é tão ruim, se as condições são precárias, peçam conta, ora!
Sempre temos opções, e eu, diariamente, escolho as minhas. De continuar no meu emprego, de continuar meus relacionamentos, de continuar vivendo. Eu poderia não prosseguir, eles também podem. Se meu emprego estivesse tão ruim, eu pediria conta, obviamente. Se meu relacionamento estivesse ruim, eu terminaria. Se a vida estivesse ruim, eu alteraria meu comportamento, meu emprego, meu relacionamento.
Sempre temos opções. Os funcionários públicos também têm.

A fala do presidente tem total nexo, pois, recentemente o IPEA afirmou que o Estado brasileiro perdeu desde 1980, 2,5 milhões de vagas de trabalho. Se fosse pela pequena quantidade de funcionários que “choques de gestão” fossem dados, isto já teria acontecido.


Agora, uma coisa é fato. Ao tratarem a pão e água os funcionários, os tucanos e os Demos demonstram bem como gostam de pessoas.
Se o estado destrata àqueles que trabalham para ti, porque não destrataria todos os outros cidadãos?

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Fidelidade Partidária

O PT quando oposição tentou por várias vezes emplacar a fidelidade partidária [sem retroatividade], implorou ao STF, TSE e outras nobres instituições brasileiras. As nobríssimas casas sempre fizeram ouvidos moucos.
Mas agora... agora é o PSDB-PFL, que sempre boicotaram qualquer tentativa do PT de inserir a fidelidade...

E o STF e o TSE, sempre dispostos a socorrer os partidos da direita, não só querem inserir a fidelidade partidária, como caçar (!) o mandato dos parlamentares que mudaram de partido. Tem cabimento?

Posso afirmar convictamente que o judiciário é o pior poder constituído. De longe.
A mídia, poder obscuro, eu diria que é ainda mais putrefata. Mas ela não conta. Oficialmente.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Motivo de orgulho

O Senador Cristóvam Buarque, candidato nas últimas eleições, disse que o Brasil terá de “importar alunos” para que as recentes vagas que serão abertas nas faculdades públicas sejam ocupadas.
Engraçado, aqui no meu estado quase sai pancadaria por causa da instalação das cotas na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), tamanha a “sobra” de vagas.
Há vagas sobrando nas faculdades privadas, caro Buarque e nem todos podem pagar por ela, caso não saibas disto. Será que só você não vê isto, oh grande çábio da Educação?

O senador ainda pergunta quantas das que Lula criou nesses 5 anos, estão funcionando. O que eu sei, senador Buarque, é que a minha própria namorada trabalha numa destas extensões que o governo Lula criou, que segundo Vossa grande excelência, insinua, não estariam funcionando. Como se auto intitula especialista em educação, o próprio Cristóvam deveria vir com os números de quantas estão funcionando, não é mesmo?

Ah! O motivo de orgulho? Eu sinto imenso orgulho em nunca ter votado em Cristóvam Buarque e, tenho ainda mais orgulho em saber que nunca o farei.

Faz sentido

Nós temos na rede globo (a Vênus de laquê, segundo gente séria) grandecíssimos jornalistas. De uma competência, integridade e discernimento que dói nas vistas.

O senhor Arnaldo Jabor, o rebelde da direita. A senhora Miriam Leitão, a controladora-geral do Brasil. O Ancelmo Góis, o efeminado da direita (¿e pode alguém da direita ser gay?), dentre outros...

Este último, em uma nota em sua coluna, com o título de “faz sentido”, ele escreveu que o PSDB espera pra ver se o nobre senador Eduardo Azeredo será processado pelo caixa dois que afirma ter feito e que, afirma que também beneficiou a campanha de FHC.
Pois, segundo ele, como Lula não foi processado, Azeredo também não pode ser. Caso este último seja, o PSDB tomará as medidas judiciais cabíveis para que Lula também seja processado.

Ora, o excepcional jornalista não noticia que, pra começar, as denúncias sobre o mensalão não foram contra a candidatura do presidente Lula. Nunca foram. Como pode fazer sentido, senhor Ancelmo Gois?
Lula era e é presidente do Brasil, e não do PT. Todos os dirigentes do PT foram processados. Porque o digníssimo jornalista não faz um pergunta no sentido inverso? Não “faz sentido” que todos os dirigentes do PSDB da época fossem processados, caro Ancelmo Góis?

As acusações de caixa-dois (que no caso do PT ganhou outro nome, “mensalão”) não foram as contas do presidente Lula, logo, ele jamais poderia ser processado.
Será que ele não sabe disto?

Mas o negócio é sempre ir contra Lula e o PT e a favor do PSDB, não é?
Faz sentido, então.

Revolução Lulista

O presidente Luís Inácio Lula da Silva anunciou a criação de 10 novas universidades federais, 214 novas escolas técnicas e 48 extensões universitárias.
Isto até 1020, afora a quantidade já criada, afora o Pró-Uni...

Ainda na campanha de 2006, o presidente tinha um trunfo enorme: em 4 anos de governo, mais que dobrou o número de estudantes que cursaram gratuitamente o curso superior no Brasil. A isto, dá-se o nome de revolução.

E ainda vem mais... Ótima, ótima notícia.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Oposição Construtiva

Ainda bem que o PSDB exerce uma oposição construtiva... Ainda bem...
É de conhecimento até do mundo mineral que nenhum governo vive, tampouco viverá, sem a CPMF.... então, porque votar contra o imposto?
Obriga o governo a negociar cargos, emendas.... leva o governo ao fisiologismo. Por que compactuar com isto? Sabem que levará o governo para um caminho errôneo, que prejudicará o país, mas... o importante é ser contra tudo, não é?

Ou seja, o imposto acaba saindo caro ao país de duas formas... Na sua cobrança, e no preço que se paga pela sua aprovação.


E eles se dizem... Oposição construtiva!

Hipocrisia é pouco!

Quanto aos Demos, destes eu nunca esperei nada (de bom), mesmo...

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

¿Alguém?

Alguém pode me explicar porque Eduardo Azeredo continua no Senado sem responder a nenhuma representação no Conselho de Ética?
Alguém pode me explicar porque ele não foi capa da veja?
Alguém pode me explicar porque ele diz que a campanha de FHC teve dinheiro de caixa dois e isto não é um escândalo?
Alguém pode me explicar porque por que ninguém do “Cansei” se manifestou contra a vergonha de haver um senador como este ocupando cargo eletivo?
Alguém pode me explicar porque nenhum dos articulistas dos jornalões se exasperou contra Eduardo Azeredo e contra o PSDB?
Alguém pode me explicar porque nenhum dos comentaristas da Globo não ocupou grande parte do jornal nacional para desancar Azeredo, e seu bando, dentre eles FHC, Serra e Aécio?
Alguém pode me explicar porque nenhum dos intelectuais e artistas indignados, não exigem sequer uma investigação no Senado sobre o caixa dois tucano-mineiro?
Alguém pode me explicar porque o PSDB não tem nada a ver com o que aconteceu em Minas Gerais e os governadores José Serra, Aécio Neves e o próprio FHC não têm responsabilidade sobre os fatos, quando todos os dirigentes do PT foram acusados (e já condenados pela mídia) pelo mesmo motivo?
Alguém pode me explicar porque a mídia não diz que isto é um escândalo?
Alguém pode me explicar porque o caixa dois do PT é mensalão e o caixa dois do PSDB é um crime menor, “irrelevante”.
Alguém pode me explicar porque os senadores que auto intitulam-se do “grupo dos éticos” não processou Eduardo Azeredo, criminoso confesso?
Alguém pode me explicar porque a mídia, paladina da moralidade, da ética e da justiça não está denunciando escancaradamente esta safadeza?
Alguém pode me explicar porque a mídia noticia com tamanha discrição qualquer denúncia contra o PSDB e com tanta intensidade contra o PT?

Alguém?
Alguém?
Alguém?

A dívida

Quando FHC, o príncipe dos çábios assumiu, a dívida pública era de cerca de 25%do PIB. Quando abandonou, mais de 60% do PIB.
Hoje, a um custo muito alto, está em 43,1% do PIB, em trajetória francamente descendente.

Não sei se comemoro, porque esta diminuição custou muito caro ao povo brasileiro, mas ao menos não está ocorrendo o que se repetia no governo anterior, quando não se investia (ao contrário, se privatizava), aumentava-se a carga tributária (27 para 35% do PIB), e a dívida pública ainda explodia.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

A Colheita Maldita

Vamos aos números, o que a direita sempre detesta.
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) constatou que, de 1995 a 2006, a renda média familiar per capita na região metropolitana de São Paulo caiu 6%, a pobreza cresceu 19,4% e a extrema pobreza aumentou 2,8%.Esses números contrastam fortemente com os do Brasil como um todo no mesmo período, que mostram que a renda cresceu 13,4%, a pobreza caiu 25,8%, e a extrema pobreza sofreu a grande redução de 62%.
Acontece que o estado de São Paulo é governado por certo partido político, já há alguns bons anos. E agora colhe o que este partido plantou.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Direito de Resposta

É de conhecimento de todos, mas não posso deixar de fazer notar o direito de resposta que o governador Leonel Brizola obteve da justiça:

http://www.youtube.com/watch?v=F7x_8ZsOqvM&mode=related&search

Bate forte e bate bonito.

Mittal X Brasil

A Companhia Siderúrgica de Tubarão, depois de sucessivas mudanças administrativas (as tais fusões, que alguns tanto louvam) foi adquirida por um indiano, de sobrenome Mittal. A empresa mudou até de nome, virou Arcelor-Mittal. Mesmo tendo passado por sucessivas mudanças, a empresa nunca havia mudado de nome, dado que este é muito marcante aqui no estado do Espírito Santo. Mas depois que este senhor assumiu a empresa, tudo pode acontecer.

Pois bem, desde o Mittal, a rígida administração que a empresa já exercia foi elevada à enésima potência. Os funcionários são demitidos por motivos quaisquer, sem nenhum tipo de explicação. Um caso que particularmente conheço: foi designada a uma funcionária a tarefa de receber um visitante externo. Pois bem, ela pegou o ônibus que leva até a portaria administrativa (a empresa é muito grande, vários quilômetros de extensão) e lá ficou esperando o visitante, conforme procedimento usual. O senhor Mittal, que estava nas proximidades viu a funcionária e perguntou ao diretor financeiro José Armando o que ela estava fazendo ali. Ele respondeu que, ou ela estava esperando por um visitante, ou estava esperando o ônibus circular interno, que leva até as áreas fabris. O senhor Mittal ordenou que a funcionária fosse demitida imediatamente.

A funcionária, ao retornar a sua área com o visitante, que conseguira, então, passar pela portaria (a passagem de um visitante pela segurança é difícil, por isto ela teve de esperar alguns poucos minutos), chegou a sua área com o dito. E foi comunicada pela sua chefia (que não teve como peitar a decisão hierárquica superior) de sua demissão, após nove anos de trabalho na empresa.
Simples assim, a funcionária foi demitida, por cumprir uma determinação dos seus superiores. E acabou-se.

Todos estão sendo levados a uma carga de trabalho insuportável, que, fatalmente gera mais acidentes. Os funcionários estão trabalhando num clima de tensão insuportável, sendo esgarçados de uma maneira desumana.

E, por fim, o trabalho social que a empresa executava (que já não era exemplar, dado seu tamanho e representatividade aqui no ES) foi sumariamente dirimido.

A empresa (que tem lucros anuais bilionários) havia se comprometido a arcar com uma obra, a construção de uma nova ponte (ponte da passagem), importantíssima para o trânsito de Vitória, que custará 28 milhões de reais. E, o senhor Mittal simplesmente afirmou que não a fará mais. Simples assim, para o indiano.
A prefeitura teve que arcar com os custos da mesma.

É uma lástima que este senhor tenha assumido a administração de uma empresa tão importante para o Espírito Santo. Uma lástima.

Bem, enviarei meu e-mail reclamando das decisões da empresa. Encaminhe também o seu, para que possamos, juntos, pressionar a CST (!) a ter uma ação também social.
Os correios eletrônicos da empresa são: invrel@arcelor.com , Christiano.woelffel@arcelor.com , Paulo.tropia@arcelor.com , Jose.armando@arcelor.com.br, Rogerio.abrahao@arcelor.com

Eu espero que o governo do estado, vendo como é esta administração, que seja menos afeminado no tratamento para com a empresa, especialmente, nos terríveis acidentes de trabalho que os funcionários já sofreram, muitos perdendo suas inestimáveis vidas.
Certa vez, vi, presencialmente, depois de um acidente fatal na área em que eu trabalhava, a polícia intentar preservar o local da morte do funcionário, para prosseguir com a investigação. Mas, a produção não podia parar! E os funcionários da CST tentaram convencer-lhes do contrário.
Os policiais não cederam, porque manter o local era necessário à investigação, para saber as causas do acidente e os respectivos culpados.
Então, o supervisor da empresa repassou o problema para o seu gerente, que telefonou para alguém, que telefonou para alguém, que deve ter lembrado das doações na campanha.... e aí, vocês já sabem...
enfim, eis que surgiu a voz do além e os policiais foram, por decisão superior, obrigados a deixar de executar seu serviço conforme julgavam adequado.

Gostaria de saber se hoje, o governo estadual agiria com tamanha pusilanimidade.

Devo frisar: este evento ocorreu quando o Espírito Santo já era governado pelo senhor Paulo Hartung.

sábado, 22 de setembro de 2007

Uma Ótima Notícia

Vocês podem até ver o que falarei agora na imprensa, numa notinha perdida lá em algum canto obscuro do jornal, já que para esconder este tipo de dados, estamparão eternamente se preciso for Renan Calheiros na capa.
Será preciso lupa, entretanto, para verem.

Mais de 14 milhões de brasileiros saíram da linha de pobreza durante o mandato do presidente Luís Inácio Lula da Silva, nos últimos quatro anos.
Investimentos convictos em programas sociais extremamente bem-sucedidos (para desespero de alguns articulistas, dentre os quais, Elio Gaspari), estímulos a poupança interna, direcionamento do BNDES para o que deveria ter sido em toda sua história: alavancar o desenvolvimento. E não financiar privatizações; lei das falências, aumento real do salário mínimo, queda nas taxas de juros, etc., fizeram este quadro positivo.
É um feito histórico. 15% dos pobres superaram a linha da pobreza no último ano, e tudo indica que este ano será melhor ainda.

A redução da pobreza média no primeiro mandato do governo Lula foi de 8,47% ao ano. A média dos governos FHC foi de 3,14%. Como Lula assumiu um país quebrado, e hoje a economia está muito diferente da que ele recebeu em 2003, tudo aponta para uma redução ainda mais expressiva deste número de agora em diante e, uma média ainda maior ao fim do segundo mandato.

E os neoliberais, coitados? O que dirão disto?

Bem, eles esconderão estes números por trás de alguma denúncia.

Mas não bastará, a população sente que este governo é muito melhor.
Não dá pra esconder tudo.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

O Culpado

Nossa querida mídia conseguiu mais uma de suas enormes proezas...
Ao tratarem sobre o tucanoduto mineiro, um crime bastante similar que acometeu os petistas, eu já desconfiava que não haveria “faca no pescoço” de ninguém. Mas a querida mídia conseguiu mais... conseguiu encontrar o sujeito atrás dos fatos, o grande culpado.... não é o senador mineiro Eduardo Azeredo, ex-presidente do PSDB. Claro, como poderia ser ele? Não é o ex-presidente FHC. Claro, não poderia ser ele a “persona” oculta beneficiária do sistema. Não poderia ser Aécio Neves, governador tucano, claro que não poderia.
O grande culpado é... Walfrido Mares Guia, ministro da coordenação política, que é um dos acusados.

Olha, não deveria dizer porque já é óbvio demais, mas a mídia brasileira é mais do que putrefata. Para chegarem a ser podres, folha, globo e jornalões afins ainda teriam de melhorar muito.

É inacreditável a cara de pau desses sujeitos.

Que lástima, Brasil, que lástima!

O Ensino tucanês

Frase da escritora Marilene Felinto, na caros Amigos do mês de setembro:
"O tucanato é especialista em formar semi-analfabetos com diplomas de ensino médio".

Vale do Rio Doce

Por única e exclusiva falta de tempo deixei de postar aqui um comentário sobre o referendo da Vale. Nenhum veículo da grande mídia cobriu adequadamente o referendo. E não por falta de tempo, tenho certeza.

Bem, voltemos à era FHC, este período tão sombrio de nosso país. Em maio de 95, a Vale informou à Securities and Exchange Comission (SEC), uma espécie de entidade fiscalizadora do mercado acionário estadunidense, que as reservas que possuía de minério de ferro contabilizavam no sistema sul (Minas Gerais, basicamente) 7,918 bilhões de toneladas. No edital da maldita privatização, constavam 1,4 bilhões de toneladas. As 6,518 bilhões de toneladas que desapareceram, devem estar enterradas no quintal de FHC. Pra não dizer que estão enterradas em determinado orifício deste senhor.
No sistema norte (as minas de Carajás, localizadas no Pará) informaram à SEC que as reservas eram 4,97 bilhões de toneladas. No edital de privatização, informaram 1,4 bilhões de toneladas. FHC colocou as 3, 57 bilhões de toneladas em algum outro lugar. Talvez dentro de Miriam Dutra.
O banco (instituição divina) Bradesco foi quem montou o edital de venda da companhia, para, depois, convenientemente, tornar-se um dos seus controladores, o que é proibido por lei. Mas a lei, no Brasil, só é para alguns, como sabemos. Para os que têm a “faca no pescoço”. E não haverá “faca no pescoço” do Bradesco, né, grande mídia?
O Bradesco, juntamente com a corretora Merril Lynch deram um preço para a Vale (que foi vendida pelo preço mínimo). Pois bem, eles mesmos, depois, compraram partes da Vale (o presidente da Vale, Roger Agnelli, foi dirigente do Bradesco por mais de vinte anos). Mas como pode isto num país civilizado, STF? Onde estava você, Nélson Jobim? Estava tomando banho de piscina com FHC? Onde estava você, Marco Aurélio Mello? Estava soltando algum corrupto?
Ora, o que estas empresas fizeram foi mais ou menos o seguinte: eu quero comprar um carro que vale 100 mil. Mas eu sou o corretor do carro e eu avalio o quanto ele vale. Daí, afirmo que ele vale apenas 3 mil. Algum babaca acredita nisto e vende a 3 mil. Eu, o espertão, vou e compro o carro, claro!
Isto tudo a olhos vistos... mas onde estava o “senhor combate a corrupção”, o “senhor contra a impunidade”, Marco Aurélio Mello? Onde estava?

E há outras terríveis irregularidades nesta que foi a jóia máxima da privataria. De acordo com a constituição (que só foi respeitada quando o convinha por certo governo) as reservas de urânio são de propriedade exclusiva da união, logo, não poderiam ter sido vendidas. A exploração mineral na faixa da fronteira não pode ser realizada sem aprovação expressa do congresso nacional, o que também não ocorreu.
A Vale tem terras somadas que atingem o estupendo valor de 26 milhões de hectares (a soma das áreas dos estados de Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Rio Grande do Norte e Paraíba). De acordo com o Código Penal Militar é proibido a não-brasileiros possuir mais de 2000 hectares sem aprovação do senado e das forças armadas, o que obviamente não aconteceu. Mas, para o capital internacional, que comprou a Vale a preço de banana, a lei brasileira só Vale para “garantir o direito a propriedade privada”. Só para isto. Onde estavam os patriotas brasileiros, vendo este atentado contra a nossa soberania? Os estrangeiros, que detém 65% das ações preferenciais (que possuem preferência na distribuição de lucros) comandando uma área tão grande de nosso país e tudo fica por isto, mesmo???? Afora o fato de estarem, efetivamente, sugando nossas riquezas não-renováveis para encherem seus bolsos.
É tudo uma lástima. Os processos estão correndo, mas dificilmente darão em alguma coisa, até porque, a “faca no pescoço” que a mídia pode colocar, será para ir (como sempre) contra o povo. Farão pressão, caso necessário, para que os juízes aceitem esta afronta contra nossa constituição e nosso país.
Acredito que a mídia nem precisará por a “faca no pescoço”. Farão o contrário, como tantas vezes fizeram no governo do príncipe dos çábios: um silêncio ensurdecedor, para que tudo passe rápido e ninguém perceba.
Alguns perceberam para azar deles. Não todos que deviam para azar nosso.

Movimento dos Sem Mídia (MSM)

Seguindo o blogueiro Eduardo Guimarães, estou aqui fazendo uma propaganda do seu blog http://edu.guim.blog.uol.com.br/ em sua correta e brava luta sobre o problema da mídia em nossos dias.
Eduardo organizou um protesto em frente à Folha de São Paulo, no Movimento dos Sem Mídia (MSM), forçando um importante debate sobre os meios de comunicação, que calam certas vozes e exponenciam a importância de outras, notadamente da direita política e econômica.

Num evidente esforço para realizar um movimento mais compacto, corpóreo e intenso, o blogueiro tem clamado por apoio e está tentando organizar o movimento.

Uma de suas ótimas idéias foi pedir para enviarmos correios para a Folha cobrando porque ela não deu uma reportagem sobre o protesto que aconteceu em frente a sua sede e, especialmente, não ouviu o que eles tinham a dizer, não quis saber.

Os correios para reclamarmos são: ombudsman@uol.com.br , editoriais@uol.com.br , painel@uol.com.br , elianec@uol.com.br , crossi@uol.com.br , mag@folhasp.com.br , gdimen@uol.com.br , nelsondesa@folhasp.com.br

Eu já mandei o meu.

Vamos juntos e unidos, companheiros, porque assim nós temos força.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Correlação de forças

Uma das coisas que mais me incomodam no governo Lula é a conciliação. Acho um erro.
Por exemplo, a nomeação de Direito para o STF, foi saudado por Ali Kamel (¡que jornalista!) como uma demonstração da sensibilidade do presidente, já que nomeou uma pessoa decididamente conservadora. Segundo Kamel, Lula respeitou a correlação de forças da sociedade brasileira, nomeando alguém de um espectro político diverso.
Mas por que, pergunto eu, o presidente Lula tem de respeitar “a correlação de forças” da sociedade brasileira, nomeando alguém de direita, quando FHC não respeitou nada, seguiu uma cartilha totalmente de direita, desrespeitando imensamente a tal “correlação de forças”?
Por que, quando alguém de esquerda está no poder (mesmo que o presidente não se diga de esquerda, pelas suas ações e nomeações, especialmente no campo social, depreende-se isto), há de se nomear alguém de direita e, já o contrário, nem se sonha?
Ou FHC não nomeou o seu próprio ministro da justiça para o STF? Àquele, com quem tomava deliciosos banhos de piscina no palácio da Alvorada?

Por que seguir a tal “correlação de forças” só agora? Por que só agora ela passou a existir?

Não carece respeitar correlação nenhuma. Carece é tomar as medidas mais necessárias ao povo: Diminuir a taxa de juros, aumentar investimentos em produção e em infra-estrutura, desonerar atividades que geram emprego, fazer com que o crescimento econômico ocorra com distribuição de renda, prover os meios para que outros grupos de comunicação surjam, dar mais crédito (e com juros menores) a quem queira produzir, conduzir maior concorrência no meio bancário através dos bancos públicos, controlar a inflação por outros meios, que não a taxa de juros, etc.

O Grande

Marco Aurélio Mello – O grande, afirmou em entrevista ao Valor econômico que “faltou uma faca no pescoço” do senado para que este votasse pela cassação de Renan Calheiros.
Em outras palavras, mais um ministro do STF afirma que a imprensa definiu o resultado da aceitação da denúncia do mensalão.
Peço desculpas pela repetição, mas que lástima.
Que lástima!

O Rentismo

Já começou a velha cantilena tratando do "PIB potencial", ou seja, o máximo que o Brasil poderia crescer sem pressões inflacionárias.
Verdade seja dita, é apenas interesse do rentismo em continuar se locupletando com o dinheiro do povo.
Inúmeros “grandes” economistas já disseram em grandes jornais que o tal “PIB potencial” era de, no máximo, 5%. E, o Brasil tem crescido exatamente este valor e as pressões inflacionárias não estão desembestando o cavalo da inflação. Por motivo óbvio, a pressão que exercem os produtos estrangeiros no Brasil.
Será uma lástima se o BC interromper a queda na taxa básica de juros, dado que os EUA, o propulsor da crise nos mercados mundiais, não está assim tão preocupado com a própria crise e, discute se a sua taxa (5,25% ao ano) deve ser diminuída.
Nós temos mais do que o dobro da taxa deles (11,25%) e alguns çábios dizem que já passou da hora de parar.
Uma lástima.

Salvatore dos Corruptos

E eis que Salvatore Cacciola volta as baias.... quem se lembra dele? Será que algum tucano se lembra?
Vamos viver, já que recordar...

Gustavo Franco, o neoliberal-mor, homem das contas CC-5 e do início da estratosférica taxa de juro brasileira era o presidente do BC. Ele era contra a desvalorização do real e, contra o câmbio flutuante. O problema era que as contas brasileiras estavam em dissolvência. Com o real valendo quase o mesmo que o dólar, as reservas internacionais haviam minguado e o Brasil estava a beira de dar um calote. Era óbvio que o Brasil necessitava desvalorizar o real, porém, era época de campanha e o Brasil ter uma moeda tão “forte” quanto o dólar era um motivo de orgulho nacional e o precípuo cabo eleitoral de FHC.
O PT (Partido Temível) durante toda a campanha alertou para a necessidade de se desvalorizar o real, porém, o PSDB (partido dos çábios) dizia que os vermelhos estavam era jogando contra o país, como já tinham desacreditado o real em outros tempos. Na verdade, o real estava desacreditado realmente, quando o PT alertou isto. Foi desacreditado pelo Ricupero, desastroso ministro da fazenda. Até que Ciro Gomes assumiu o ministério da fazenda e acertou a coisa toda. Teve um custo este acerto (aumento das importações e quebradeira das empresas nacionais), mas a inflação foi debelada.

Pois bem, FHC não desvalorizou o real e foi reeleito no primeiro turno. 12 dias depois de tomar posse o príncipe desvalorizou a moeda, o que tinha prometido e reprometido e reprometido tão convictamente não fazer na campanha. Foi o segundo maior engodo eleitoral da história (o primeiro foi o plano cruzado).
Mirian Leitão, (a controladora-geral do Brasil, nas palavras de Paulo Henrique Amorim) acreditou que Ele não desvalorizaria a moeda, Roberto Marinho acreditou Nele e outros também. Uso letra maiúscula já que FHC julga-se divino. E muitos concordam. A revista veja, particularmente.

Bem, mas vamos aos detalhes de nossa história, que é o que realmente interessa.
Antes da maxidesvalorização Gustavo Franco foi catapultado do cargo e em seu lugar assumiu Francisco Lopes. Alguém (¿quem será?) começou a vender informações a dois bancos, Marka (do Cacciola) e ao FonteCindam. Os grandes bancos sabiam que o BC necessitava desvalorizar o real e começaram a comprar dólares. O BB e a Caixa (por motivos políticos) foram proibidos de fazê-lo, e tomaram um prejuízo de bilhões de reais. Mais uma que a população teve que arcar.

O banqueiro Salvatore Cacciola tinha informações de que a desvalorização ainda não ocorreria e, não comprou dólares. Este alguém não conseguiu avisar a tempo aos banqueiros do Marka e do FonteCindam que o real seria desvalorizado. O que era óbvio acabou acontecendo, o real foi desvalorizado e estes dois bancos que (assim como inúmeras empresas brasileiras) tinham dívidas em dólares, viram sua dívida duplicar do dia para noite. Acabaram quebrando. Mas, banco no Brasil não pode quebrar! Armínio Fraga, o sweet baby do megaespeculador George Soros havia acabado de assumir a presidência do BC (rotatividade do cargo maior do que a de técnicos de futebol). Ele, juntamente com alguns outros çábios (ou çábias, já que junta-se a ele Tereza Grossi, ex-diretora de fiscalização do BC) decidiram que o país assumisse o prejuízo destes dois bancos. Como? Venderam dólares ao preço anterior da desvalorização. O Brasil, do dia para a noite, perdeu dois bilhões de reais (valores da época). Assim. Simples assim, bilhões de reais se vão e tudo fica por isto mesmo. Justificaram o prejuízo afirmando que havia o risco de uma quebra “sistêmica” nos bancos. Sabe-se lá quem eram os bancos Marka e Fontecindam e qual era a importância destes para a população. Mas banqueiros no Brasil... não são réles mortais...
Cacciola foi ajudado com bilhões de reais. Foi processado e condenado. Mas aí veio Marco Aurélio Mello, o soltador-geral da república, este que tem tantas palavras a dizer sobre corrupção, sobre mensalão, sobre impunidade. Este que acabou de soltar bicheiros que, segundo ele, não estavam numa ação “delitiva”. Os bicheiros tiveram de ser presos novamente pela polícia federal (àquela, criada no governo Lula), em flagrante. Veremos se ele os solta de novo, para que possam bater asas em seus vôos rasantes sobre a política nativa.
Pois bem, Cacciola pegou o hábeas corpus do Marco Aurélio Mello e foi viver na Itália, o que era mais do que óbvio que faria.
Como tem dupla cidadania, ele não pôde ser extraditado. Italianos não são extraditados para serem julgados fora do seu país de origem, assim como brasileiros.
Ao dar uma passeadinha em Mônaco, Cacciola acabou preso pela interpol.

Bem, restam-me dois desejos. O primeiro, ver se alguém que deveria investigar o Brasil aproveitará a oportunidade e quererá responsabilizar quem deu tanto dinheiro do povo aos bancos.

E o segundo, torço para que o processo não caia nas mãos de Marco Aurélio Mello. Este grandecíssimo senhor, nomeado pelo ex-presidente Collor de Mello (seu primo) para o STF. Porque aí, o filme já está batido. Mello soltará o banqueiro e em seguida dará uma entrevista para a mídia se lambuzar com suas palavras sobre impunidade.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Renan - O Desprezível

Renan Calheiros, presidente do senado, não foi cassado, por enquanto. Absolveu-se, graças a votos do PT (que de maneira imperdoável, se absteve!) e algumas traições da oposição. Espanta-me o PT sujar o seu nome para defender um político como Calheiros. Espanta-me, ainda.
Da oposição, é claro, eu não espero nada. Nada de íntegro, ao menos.

Renan, todavia, não é a figura demoníaca que alguns tentam retratar. Um bom exemplo de que isto é mentira, foi o fato de que, como presidente do senado, impediu que o tão elogiado ministro da defesa Nélson Jobim, a época presidente do STF, juntamente com o presidente da câmara Severino Cavalcanti (quele eleito pela oposição construtiva), assinassem em conjunto uma medida administrativa que quase dobraria o salário das duas casas legislativas. Renan barrou a medida, deixando que os putos fossem conseguir o aumento no plenário, e não por baixo dos panos. Jobim e Cavalcanti sairiam chamuscados, se se importassem com isto. A medida acabou não sendo votada. Renan não precisava deste aumento. Tinha outras fontes de renda, como é sabido.... rs.

Renan não foi cassado, também, porque como ministro da justiça de FHC colecionou preciosas informações sobre grande parte de senadores e ex-senadores, que, agora e sempre, comem na sua mão.
Que Renan é corrupto, isto é sabido por todos. Ninguém consegue com um salário de político angariar honestamente o patrimônio milionário que ele conseguiu. A questão, é que tem de se provar de onde veio o dinheiro roubado. Isto, os senadores que o investigaram, não conseguiram provar peremptoriamente. No máximo, conseguiram afirmar que o dinheiro que ele diz ter conseguido por meio de venda de gado não foi plenamente comprovado. Mas, ora, cabe a eles provar que o dinheiro conseguido por ele é ilícito, e não o contrário! Aí eles se perderam e, a cassação que seria por motivo óbvio, ocorreria sem ter uma prova óbvia.

A coisa que mais me incomoda, disto tudo, é que, caso Renan Calheiros tivesse renunciado a presidência, o caso teria sido abafado. Isto me incomoda. Peguemos o exemplo de Romero Jucá, este líder do governo no senado tanto nos governos FHC quando no de Lula (!). Para ser ministro da previdência do governo, ele não prestou. Capas de jornais, muitas acusações, processos que pesam contra ele (já de algum tempo), escândalo, e tal. Saiu do ministério e voltou pro senado, onde está há muito tempo. Estando lá, a imprensa parou de incomodá-lo. Ué, pra ser senador ele presta, mas pra ser ministro, não? Como? Não deveria ter continuado a pressão? Por que parou?
Na minha opinião, insinuam inadvertidamente que o senado é uma casa, por assim dizer, possuidora de uma luz de cor primária, a qual misturada a outros tons pode facilmente conseguir-se o laranja e o roxo. Todo mundo insinua isto. Inadvertidamente, ou não.

A verdade é que se Renan tivesse renunciado à presidência da casa as coisas teriam ficado muito mais fáceis para ele. Aí é que está a grande diferença entre ser inteligente e ser esperto. Ele só é esperto.
Deixou pra se licenciar depois do processo. Se perdeu nesta.

domingo, 9 de setembro de 2007

Direito é de direita

Não vejo com bons olhos a nomeação de Carlos Alberto Direito para o STF. A despeito do notório saber, ter um representante sobejamente conservador numa corte que já é conhecida pela sua aversão e distância ao povo, não é algo que me acalenta.

Além do mais, entrar de um jeito tão atabalhoado como entrou, tendo que aposentar ministro mais cedo para que pudesse ser indicado (Direito completaria 65 anos de idade e não poderia asumir o "trono").

Concessão atrás de concessão ao conservadorismo, ao atraso, aos reacionários, aos responsáveis pelo atraso em nosso país. Não que o ministro escolhido seja ruim, mas muitos que efetivamente o são sentiram-se representados com sua nomeação. Uma lástima.

Além do mais, substituindo Sepúlveda Pertene, um dos ministros mais progressistas da história do STF... é uma pena. De qualquer maneira, ficam registrados meus parabéns ao ministro que sai.

Só não chorarei muitas mágoas com a nomeação de Direito porque ele ficará poucos anos no STF (a aposentadoria compulsória é aos 70 anos).
Já é alguma coisa.

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Não quis saber

Nunca no Brasil foram presos os corruptores. Quando muito, os corruptos.
Por que não chegar aos donos do dinheiro, efetivamente? Não tem interesse nisto? Por que o procurador- geral da república Antonio Fernando de Souza, tão afeito a entrevistas, não procurou saber de onde vinha o dinheiro que financiou o suposto "mensalão"???
Não aventou procurar isto, o çábio?

Ficou com medo do que? Encontrar algum Daniel Dantas bancando Marcos Valério?

É melhor ser cego

Os editoriais de ontem do globo compõem o resumo básico da tragédia da imprensa brasileira.
No primeiro, num arroubo de saudosismo de tempos mais obscuros, o jornal diz que a presença do presidente no lançamento de um livro sobre os mortos da ditadura foi uma provocação desnecessária, dentre outras tantas coisas que nem tenho a paciência de descrever, tamanha a excrescência das palavras ali descritas.
Para que a globo, saudosa do desastroso regime militar, que ajudou imensamente que se começasse e, especialmente, consolidasse esta tragédia, entenda: o presidente não deve satisfação a nenhum militar. O contrário ocorre. Eles são subordinados ao comandante em chefe das forças armadas, que é o presidente da república, eleito pelos brasileiros. Eles que se situem. Se não quisessem passar por “constrangimentos” como estes, que os bastardos não tivessem arquitetado o golpe, dado o golpe, não tivessem acuado, constrangido, torturado e assassinado os seus concidadãos. Que não tivessem feito isto. Agora, querem o que? Não gostam de ser constrangidos pela verdade?
Os alicerces da globo foram construídos sobre o sangue dos brasileiros que não aceitaram o golpe que depôs um governo legítimo.

O segundo editorial exalta a decisão do STF, caracterizando-a como algo muito importante, isento e louvável. Nem preciso me delongar sobre quais foram as provas que o STF considerou no julgamento: as capas e o conteúdo dos jornais.

Alterando o ditado, acho que às vezes é melhor ser cego do que ler certas coisas.

Poder Paralelo VS os 3 Poderes da República

A verdade é que os denunciados já foram condenados muito antes do processo. A mídia alimenta a sede do povo por "justiça", e, pretende sacia-la com este julgamento.

Crê-se tanto que o Brasil é só um País de corrupção que ao menor burburinho a "letra escarlate" da corrupção já é pregada no peito de quem for. Afinal, só é divulgado corrupção, acidentes ou futebol no jornalismo nacional. Só perdas.

É natural crer, assim, que o país está assolado, e, que algo antes de ser verificado pelas pessoas competentes, já foi julgado e executado por quem não é competente e nada imparcial. Até porque quem (jornais a fora) defende e age sob o rótulo de que o povo tem que saber, não tem imparcialidade alguma, já que está cingindo sua ação para obter um resultado específico, e, desse modo, terá que crer piamente que tem que ser encontrado algo errado. E, por fim, cego nesse objetivo não conseguirá enxergar quando o fato disser o contrário.

Até porque crer inocentemente, que este objetivo acima é verídico em sua totalidade, é por demais ingênuo. Vide as RCTV's da vida.

Portanto, o jornalismo que alimenta a fome da justiça pretende saciá-la. Escondendo na verdade o imenso jogo de Poder que se esconde por trás disso tudo. Uma luta de quebra de braço incessante. Diria até que seria um lobby sem conteúdo econômico. Que pretende mostrar que ninguém está a salvo, nem mesmo quem está investido de Poder e legitima somente o único Poder que deveria existir em um Estado de Direito.

Mas os fatos vem demonstrando o contrário. Que existe um Poder Paralelo. Que não está vinculado ao Estado. E que não age à margem da lei. Mas, em verdade, age com autorização para transmistir o seu sinal de tv. Poder Paralelo que vem mostrando que não existe só os 3 Poderes da República (Executivo, Judiciário e Legislativo). Existe um Poder que pretende revelar o que significa o vocábulo "poder", exercendo-o em toda sua plenitude.

Será este um atentado contra à Soberania do Estado de Direito? Há um Estado Paralelo ilegítimo dentro do Estado Brasileiro?

Deixemos que o STF se manifeste em sua Sentença.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

A Ditadura da mídia

Em conversa telefônica na noite de anteontem, o ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), reclamou de suposta interferência da imprensa no resultado do julgamento que decidiu pela abertura de ação penal contra os 40 acusados de envolvimento no mensalão. "A imprensa acuou o Supremo", avaliou Lewandowski para um interlocutor de nome "Marcelo". "Todo mundo votou com a faca no pescoço." Ainda segundo ele, "a tendência era amaciar para o Dirceu".

Esta é a reportagem da folha de hoje, ou seja, de uma das "acuadoras".

Nós estamos vivendo uma verdadeira ditadura da mídia. Ela acusa, julga e executa. Outros ministros do STF vieram a público dizer que não sofreram nenhuma interferência. Eu acreditei neles, claro. Como também acredito no papai Noel, na mula sem cabeça e no saci pererê.
A verdade inconteste é que foi a mídia quem julgou os acusados. Até cego está vendo isto.
Esta declaração, aliás, não acalmará os seus ânimos. Agora que eles têm a prova cabal de seu poder, eles acirrarão ainda mais os brios, prontos para submeter, acuar e constranger qualquer um dos que ainda não são sabujos.

Se o próprio STF, órgão judiciário máximo do país se deixa levar por estes calhordas, faço a pergunta: o que resta de nós? Em qual órgão da justiça (?) podemos confiar?

O que posso afirmar, peremptoriamente, é que tudo, tudo o que envolve política e judiciário, é uma lástima.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Socialismo para os ricos

Recentemente podemos ter uma linda amostra da ditadura que os especuladores impõem as economias dos países. Desejando uma rentabilidade acima da média, depois de muitos sucessos em tal intento, eles obtiveram os fracassos, que num negócio arriscado, fatalmente haveriam de ocorrer.
Porém, somente quem investe e gera empregos pode ter prejuízo. Especuladores sempre têm que lucrarem, esta é a regra do jogo. Então, os bancos centrais de países riscos investiram dezenas de bilhões de dólares para conter a “falta de liquidez” de determinados papéis, absorvendo o prejuízo dos ilustres especuladores. Só o banco central europeu (BCE) injetou 55 bilhões de dólares extras no mercado.
Ou seja, estão inventando um novo tipo de socialismo, destinado somente aos abutres do mundo. Todos nós, reles cidadãos mortais, podemos ter prejuízo com qualquer negócio que empreendemos seja uma microempresa, um restaurante, uma loja, enfim, qualquer coisa. Podemos falir com nosso negócio, podemos ter de vender nossos bens para arcarmos com quaisquer eventualidades, estamos postos a toda prova. Agora os especuladores, estas figuras irrepreensíveis dos nossos dias, estes não!!!

Assim eu também quero. Quando lucro muito por negócios arriscados, o lucro é meu, eu me arrisquei. Quando tomo por prejuízo ao correr tal risco, o ônus é dividido para todos os cidadãos.

Isto tudo correndo às claras, como se nada de podre estivesse acontecendo... Será que só eu me revolto com isto?

CPMF

Num país como o Brasil, onde quase se paga imposto por respirar, é difícil defender qualquer “contribuição”, como esta, a contribuição provisória sobre movimentações financeiras. Insiro aspas na palavra porque contribuição sempre me leva a crer que seja algo espontâneo, o que não é, definitivamente, o caso.

Pois bem, não obstante isto, a CPMF, que está para ser prorrogada, é mais do que essencial ao governo (isto todo mundo sabe) e, na minha opinião, é um dos impostos mais justos que há. Apesar da taxa ser a mesma (não ser progressiva conforme a renda), ainda sim, acredito que seja um dos melhores impostos, pois afeta sobremaneira quem possui mais renda. Por isto há tanta gente reclamando dela. Quando algo afeta os ricos do país, ah...

O nome da contribuição, aliás, poderia mudar, mas a sigla permaneceria a mesma. De “Provisório” para “Permanente”.

Não poderia deixar de citar, porém, que para que minhas palavras estejam corretas, o pagamento da CPMF deve incidir, também, sobre a bolsa de valores. Instituições que são, atualmente, o próprio câncer do mundo.

A Bezerra de Ouro

O ex-senador Joaquim Roriz disse que pegou emprestado 1,9 milhões de reais com o presidente da Gol, Nenê Constantino, porque este último não tinha trocado:
- O que eu posso fazer se ele só tinha o valor inteiro? - afirmou o nobríssimo senador. Afirmou ainda, que o dinheiro utilizado era para comprar um bezerro.
Bem, suponho que os adoradores do bezerro de metal fundido, o famoso bezerro de ouro do velho testamento já podem ficar tranqüilos, pois ele foi achado. Só falta agora, mesmo, encontrar a tábua dos dez mandamentos.

Sujeito Determinado VS Sujeito Oculto

Acusam o povo das camadas mais baixas da sociedade de burros, de ignorantes e que se deixam manipular facilmente por programas sociais, chamados de bolsas ou vales etc.

Mas como podem ser chamados de ignorantes pelo fato de elegerem um político que lhe dá toda esta assistência? São mesmo estúpidos o suficiente ao votarem em alguém que olham para elas? Que desenvolve programas sociais para lhes dar assistência?

Afinal, porque são mais ignorantes do que as pessoas de classes mais “altas” que também votam nos políticos que defendem os seus interesses pessoais? Será que o que adjetiva os eleitores como facilmente manipuláveis é o fato de possuírem mais ou menos bens? Ou certamente o fato de que ambos têm interesses e votam naquele que lhes atendem?

O rico é menos manipulável porque vota e promove a campanha de um político que atenderá seus interesses políticos (seja através de lobby ou não)?

Ou o pobre é mais manipulável e burro por votar em alguém que atenderá as suas necessidades mais básicas? Vejam só, antes ele era esquecido politicamente. Mas quando vota em alguém que promove programas básicos para atender a necessidades como a fome, passa de um ser oculto politicamente para ser adjetivado de vitima de um assistencialismo.

Pelo que se vê, ter bens é um fator na política para distinguir os eleitores de vitimas de assistencialismo de não-manipuláveis. Apesar de ambos terem seus interesses pessoais legítimos para votar e promover a campanha de um político. Interesses os dois têm. E lutar por eles é normal.

A diferença é que o rico tem maior poder econômico (vide o lobby). E o pobre só pode contar com seu voto.

Desconsiderar que tanto um quanto o outro tem interesses políticos é negar a essência de qualquer eleitor.

E crer que, por um possuir necessidades mais básicas que o outro “tipo” de eleitor, ele pode ser chamado facilmente de vítima de políticos inescrupulosos assistencialistas, é aceitar o fato de que o outro “tipo” de eleitor ao defender seus interesses despojados de motivos egoísticos não está, na verdade, nem aí para os eleitores de camadas baixas. E que, quando, eles passam a votar nestes “políticos assistencialistas” eles são atacados pela democracia desenfreada, passam de sujeitos políticos ocultos para vítimas de programas sociais.

Ou seja, pobre não pode votar com interesses, assim como o rico, sem ser chamado de burro e ignorante.

Pois, atender interesse de rico é aceitável politicamente, e, nunca importará em política pública desinteressada, porém, atender interesses de pobres significa manipulação, assistencialismo, seja lá qual for os outros sinônimos para o caso.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

A revolução não será televisionada

Certa vez li uma reportagem na revista Outracoisa que tinha como título “A Revolução não será televisionada”. Logo pensei, com certa tristeza, que era um sonho distante, apenas uma frase de impacto que carecia de sustância real. Linda, mas inexequível. A televisão impede qualquer revolução.

Basta ver o Araguaia, o único local onde houve um foco de resistência digno deste nome durante o regime militar. Houve lá porque não havia televisão. Quando os guerrilheiros socialistas se instalaram, ajudaram a população da forma que podiam, na construção de casas, no arado, trataram de doenças da população (havia estudantes de medicina dentre os guerrilheiros, que, aliás, eram mulheres), ajudaram na colheita, enfim, agiram como socialistas. Quando os militares chegaram, humilharam pais de família, constrangeram, ameaçaram, torturaram, mataram, enfim, agiram como militares.

Agiram tão bem como militares que muitos camponeses que sequer sabiam o que era comunismo ingressaram na guerrilha, dado o ódio angariado pelos militares pseudo-patriotas.


Ao acabar de ver os vídeos em http://br.youtube.com/watch?v=aQu8ic0WRXo&mode=related&search , que mostram como aconteceu o golpe que destituiu Hugo Chávez, vi que a frase tinha, sim, um sentido muito forte. Foi feliz quem nomeou os arquivos, porque eu nunca havia visto algo sequer semelhante em nenhum meio televisivo sobre o golpe da Venezuela.
O vídeo demora cerca de uma hora, quando tiverem tempo, aconselho imensamente que assistam. São dez vídeos (as continuações estão num quadrinho ao lado, 2/10, 3/10, etc.), que demonstram como se sucedeu um golpe de estado, fato que já aconteceu no Brasil em 64 (ano maldito) e quase aconteceu em 2005/06.


É engraçado quando leio alguns veículos “jornalísticos” daqui do Brasil acusando Chávez de ser um ditador. Muito engraçado, porque ele foi eleito democraticamente (eleição que conta com observadores internacionais que referendaram a lisura da votação, diferentemente de outra, de um certo grande país), porque seguiu estritamente a constituição do seu país ao não prorrogar a concessão de uma emissora (esta sim) sabidamente antidemocrática, sabidamente golpista, que clamou por um golpe, que apoiou de todas as formas quando foi executada esta tramoia para retirar um governo eleito pelo povo venezuelano do poder.

Ao assumir, Chávez teve a disposição de partir para o embate contra as forças econômicas constituídas, e venceu. O presidente Lula não quis fazê-lo, preferiu negociar. Não é certo o que aconteceria, não é certo que o presidente teria o apoio dos brasileiros como Chávez teve dos venezuelanos, aqui a correlação de forças é outra.

Independente do resultado, porém, acredito eu, que Lula com certeza conseguiu e conseguirá realizar uma quantidade muito menor de feitos que o seu colega venezuelano. Ao menos (provavelmente) conseguirá finalizar o seu mandato.

Até aonde as concessões valeram a pena, até onde compensava ter partido para luta, é um questionamento que não encontro resposta.

Frases Lapidares

É lapidar a frase Paulo Zottolo, CEO da philips no Brasil, eminência empresarial do movimento "Cansei!".

"Não se pode pensar que o país é um Piauí, no sentido de que tanto faz quanto tanto fez. Se oPiauí deixar de existir, ninguém vai ficar chateado".

Este é o estilo das pessoas que compõem este movimento: arrogantes, elitistas, exclusivistas e preconceituosas.

A propósito, Ivete Sangalo, a senhorita do eterno sorriso, detentora de pesadas acusações de ser uma cheiradora de mão cheia, aderiu ao movimento Cansei.
Como prêmio, vai ganhar rios de dinheiro como garota propaganda da própria... philips!
O ciclo se fecha. Ou, em outras palavras, nada acontece por acaso.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

O Salvador da Pátria

Interessantes são as coisas. Agora que assumiu o ministério da defesa, Nélson Jobim é incensado pela exemplar imprensa nativa como o próprio Salvador da Pátria. Tudo leva a crer, segundo eles, que terá fim o caos aéreo que reina por estas plagas.
Tudo muito interessante. Estranho é notar quem sai e quem entra e porque a troca.

Sai Valdir Pires, político de biografia mais do que impecável, um dos políticos caçados pelo nefasto golpe de 64, governador da Bahia e ministro da Controladoria Geral da União (CGU) no primeiro mandato do governo Lula.
A CGU, como é sabido, foi criado por FHC para esconder os podres que surgiriam com a CPI da corrupção, é um dos órgãos do governo destinados a investigar os gastos e os possíveis desvios de dinheiro que ocorram na esfera pública. Como o Príncipe dos Çábios adorava investigar, este órgão foi criado para ser extinto, com pouco pessoal e recursos para de fato investigar. Até que o Peão-torneiro assumiu a presidência. Aí, o Ignorante resolveu mudar a ordem das coisas, e através de Valdir Pires revitalizou o órgão, que teve seu desempenho sobejamente melhorado, contribuindo muito para a investigação da corrupção em diversos locais país afora.
Foi mandado para o ministério da defesa, porém, sempre teve uma grande restrição por parte dos oficiais saudosos dos desastres dos governos militares. Tanto por falta de dinheiro, como por falta de apoio político, teve sua administração prejudicada por motivos alheios ao seu desempenho particular.
Tem, e teve uma trajetória que incomoda muito, pois é notório que é um político de esquerda.

Já Nélson Jobim é diferente. Grande amigo de FHC, com amplo acesso ao PSDB (partido dos çábios positivistas), foi ministro da justiça do Farol de Alxandria e escolhido por ele para ser ministro do STF (uma clara escolha política).
É de conhecimento até do mundo mineral, como diz o grande jornalista Mino Carta, que o desempenho dos ministros da justiça de FHC foram para lá de pífios. Ano após ano, substituto após substituto, tiveram desempenhos que variaram do ruim ao vergonhoso.
Nélson Jobim foi um dos ministros da justiça de FHC, juntamente com Renan Calheiros, Íris Rezende e Aloysio Nunes Ferreira, todos talhados eximiamente pelo próprio Pai Celestial para ocupar o referido cargo. Jobim foi também o mais político dos presidentes do STF a ocupar tal cargo em toda sua história.

É mais do que sabido que o ministério da justiça, que comanda a polícia federal, mudou drasticamente no governo Lula. Bastou os incompetentes petistas chegarem ao poder para a polícia federal melhorar brutalmente sua eficiência.
Quando Nélson Jobim ocupou tal cargo a polícia federal simplesmente inexistia. O que faz pensar que ele será tão eficiente?

Nada, ele não será eficiente. Simplesmente ele é um político de direita, com acesso à oposição e à imprensa. Logo que assumiu o ministério, partiu rumo a SP, para dar uma entrevista coletiva junto com José Serra, o mais novo especialista em segurança aérea do país.
Aliás, de segurança os tucanos entendem, basta ver o próprio estado de São Paulo.

Pois bem, agora que Jobim assumiu o ministério, o governo diz que liberará mais dinheiro e o ministro terá autoridade para dirigir o ministério e os órgãos que lhe devem subordinação, mas que não o faziam na prática.

É tudo uma lástima. O presidente Lula poderia ter feito isto antes. Além disto, não precisava chamar Jobim. Este só foi chamado porque a crise perigava assumir proporções titânicas e o presidente deduziu que somente um homem de direita conseguiria por panos quentes na situação.

Conseguiu pôr panos momentâneos, porém, isto não bastará para que as crises amainem. A grande imprensa tem raiva do Lula, raiva do PT, raiva de tudo o que eles representam e um distanciamento que beira o nojo para àqueles a quem o governo tem o foco, os pobres.

Logo arrumarão outra crise. Logo o presidente terá de ceder novamente, abrir espaço a concessões. Acorda, Lula. Não adianta dar a mão, esperando que isto os acalme. Eles querem a mão, o braço, o corpo, o bolso e a alma. Não necessariamente nesta ordem.

terça-feira, 7 de agosto de 2007

A Revolta dos Dândis

Alguns seres de nossa cândida elite, esses que enfrentaram tantas dificuldades na vida, estão tentando formar um movimento de protesto contra o governo.

As dondocas e os mauricinhos pretendem demonstrar toda a sua raiva iconoclasta em passeatas onde desfilarão seus vestidos da daslu e seus ternos Armani e bradando seu poderoso bordão: Cansei!

Ainda não está definido se caminharão a pé, mesmo (esta coisa de pobre), ou farão uma carreata, com suas Mercedez, BMWs, Volvos e afins, onde poderão (¡graças a Deus!) ir a bordo de algo que tenha condicionador de ar.

Também não está definido se comporão os protestos as empregadas, os motoristas, os massagistas, os personal trainers, os personal stylits (¿como será que se escreve?), etc. enfim, todos os trabalhadores que deixam menos árdua a vida dos nossos compatriotas.
Há o perigo de um certo "desvirtuamento" do protesto caso ele seja composto de pessoas de classe social inferior.

E eles sempre têm um indubitável medo dos protestos da massa.
É como diz àquela máxima, salvo engano de Victor Hugo: " Em tempos de revolução, cuidado com a primeira cabeça que rola. Ela abre o apetite do povo".

Eles têm medo do que sua incitação pode criar, pois devem muito mais do que este governo. Muito mais do que este, que aliás, não tem poucas dívidas.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Outros feitos

Joaquim Roriz também foi capaz de outros feitos esplendorosos.
Quando se elegeu pela primeira vez governador enfrentando Cristovam Buarque, que tentava a reeleição pelo PT, o nosso exemplo íntegro, probo e honesto obteve inúmeras denúncias de compra de votos, supostamente faltou uma prova cabal. A sempre compreensiva justiça eleitoral o absolveu de todas as acusações; Roriz elegeu-se por margem apertadíssima de votos. É quase um George W. Bush tupiniquim.

Pois bem, para se livrar do ranço petista e apagar da memória dos governados este mandato, Roriz mandou pintar todos os orelhões do DF (mesmo os com pintura nova) de azul e, até o papai noel, que contratava para distribuir presentes à crianças carentes no natal, vestia azul!

Deve ter sido o mais competente gesto de seu governo tentar apagar o temível vermelho da memória da população.
Na ótica deles, é claro.

terça-feira, 24 de julho de 2007

Adendo

Ia me esquecendo as tenras palavras dirigidas aos fofos dO Careca Narigudo ao Joaquim Roriz, segundo o conversa afiada do Paulo Henrique Amorim:

“Precisamos de um senador com a estatura de um estadista, como o Roriz”. (Jornal de Brasília – 11/09/2006)

“Roriz é um estadista”. (O Globo – 11/09/2006)

E as pérolas de retorno, Roriz para Alckmin:

“Quando ele anunciou que iria disputar a Presidência do Brasil, eu disse: surgiu o meu candidato”. (JB – 11/09/2006)

“(Alckmin é) o homem certo que vai solucionar os problemas do Brasil. Com ele, não vamos passar a vergonha que estamos passando (...) Ele é um enviado de Deus (...) A presença de Geraldo Alckmin no Palácio do Planalto nos dará a certeza de que o interesse público voltará a ser respeitado”. (Correio Brasiliense – 09/07/2006)

“Se nós estivermos unidos com Alckmin, pedindo votos, quantos empregos, quantos lugares importantes nós vamos conquistar para os nossos amigos?” (Correio Brasiliense – 17/10/2006)

"Alckmin é a pessoa mais preparada para assumir o comando do país e não seria educado negar um convite para ser o vice dele". (Tribuna do Brasil – 30/03/2006)

"Alckmin é um enviado de Deus para salvar o Brasil". (Estadão – 08/07/2006)

¡¿Do que nós nos livramos, Senhor?!

As proezas

Nas últimas eleições, São Paulo foi responsável por enormes feitos, dentre eles eleger Paulo Maluf, Clodô vil e garantiu a existência de um 2º turno entre Lula e Alckmin.

O 2º turno foi ótimo para o Lula, aliás. Quando não foram todos contra um, quando teve o mesmo espaço que o adversário (no 2º turno os candidatos têm o mesmo tempo), O Careca acabou por pagar um dos maiores micos eleitorais existentes, que é o de se ter menos votos no segundo turno que no primeiro, onde disputavam muito mais concorrentes.

Pois bem, São Paulo contribuiu desta maneira para a política nacional. Porém, houve quem contribuísse muito mais.
O distrito federal, com a sua enorme concentração de poder, conseguiu de uma feita eleger como senador Joaquim Roriz, que já havia sido eleito, por sua vez, duas vezes como governador.
Esta figura representa o que há de mais putrefato na política nacional, sem nenhuma preocupação sequer de disfarçá-lo. Basta ver um discurso seu para verificar a integridade das suas palavras.
Renunciou para fugir da cassação, o pulha.
O DF conseguiu eleger este homem por três vezes, para os cargos mais importantes.
Seu suplente (esta excrescência da lei eleitoral brasileira) está imerso no mesmo charco que o anterior.
Afora isto, o DF elegeu o único senador cassado até hoje, Luiz Estevão. Metido em variados negócios escusos, foi um dos idealizadores e fundadores da Força Sindical, por mando de PC Farias!
A força pelega veio para dividir a CUT, excessivamente protetora dos interesses dos trabalhadores, no entendimento do governante da época (Collor – O Breve) e de outro que viria a ocupar o cargo (O príncipe dos çábios).
O Breve simplesmente grassava a ideologia neoliberal, como outro também grassou. Só, que este outro, falava outras línguas, é formado em Sociologia e cuidou de agradar sobejamente a quem devia. A quem ele supunha que devia, aliás. Dou uma dica: não era o povo.

Voltando ao assunto, o DF ainda conseguiu a proeza de eleger como governador o ex-deputado José Roberto Arruda, que renunciou por causa do escândalo do painel do senado, quando ele, juntamente com ACM violaram o voto secreto dos senadores que votaram na cassação do mesmo Luiz Estevão.
Arruda diz que não sente vergonha de se dizer de direita e neoliberal. Mas quem disse que ele tem vergonha de alguma coisa?


Devo dizer o que aos eleitores do distrito federal?
Vocês me matam!!!

segunda-feira, 23 de julho de 2007

300

Não é do fenômeno espartano a que me refiro, se assim logo supuseram.
Certa vez o presidente Lula, quando foi deputado, afirmou que a câmara federal era composta por 300 picaretas.
Anos depois, ¿adivinhem quantos votos teve o Severino Cavalcanti? ¡Exatamente 300!
E no dia seguinte, na imprensa? O culpado era o PT (¿quem mais poderia ser?). O culpado foi também o governo, por não ceder espaço a outros partidos.

Então, vamos entender bem. Os culpados pela eleição não são O PSDB/PFL que efetivamente votaram nele. E sim quem votou no outro candidato, que era do PT.

O governo naquela derrota, para mim, teve o seu melhor desempenho na sua trajetória com relação ao congresso. Foi o momento que não comprou deputado, não acatou emenda de deputados, não deu cargo, não cedeu ao fisiologismo, enfim, agiu de maneira íntegra. Daí a derrota.
Se eu fosse petista, teria muito orgulho de sê-lo naquele momento.

Águas passadas, ponte ainda em pé, pergunto: ¿Valeu a pena? O que é mais danoso para o país, ¿a eleição de Severino Cavalcanti ou a compra destes deputados?
¿Vale a pena se perverter, entrar no jogo da política, fazer o que sempre criticara quando oposição? ¿Ou é melhor olhar a longo prazo?
São perguntas razoáveis.
Maquiavel tem a resposta na ponta da língua. Eu não.

O 1º presidente

Até hoje eu não havia visto a morte de nenhum presidente do Brasil.... Figueireido faleceu quando eu já havia nascido, mas não conta, porque era muito jovem, nenhuma reminiscência do fato me resta.

ACM foi o primeiro presidente do Brasil que eu vi morrer.

Espero que ninguém se espante com a afirmação. Se não viram quando ele governou, devo dizer que não tem de se lamentar... foi no período entre 98 e 2001.
Suplantou o príncipe, mandou e desmandou, fez o que queria e o que não queria com o país.
Dada a “grande liderança” que o príncipe sempre foi, não tardou a demitir ministros e exigir desculpas públicas do presidente quando se sentia contrariado. Um escândalo.

Severino Cavalcanti tentou fazer o mesmo com Lula, dizendo que queria uma diretoria da Petrobras (“aquela de furar poço”, por suas próprias palavras) e se o governo não a concedesse, virava oposição.
Lula respondeu à chantagem: “Se eu ceder, o governo acaba”.
Não cedeu e a diretoria é ocupada até hoje por cargo técnico.
Devo dizer que muitas vezes o governo cedeu e agora o fará para Furnas (Luiz Conde). Cedeu muitas vezes mais do que o devido, diga-se de passagem, mas nada quando se comparando ao príncipe.

O príncipe jamais poderia dizer “Se eu ceder, o governo acaba”. A frase certa, seria: “Se eu não ceder, o desgoverno pode ser prejudicado, pode parar”.
Até parou, mas demorou demasiado. Serão necessários muitos anos só para se reparar a destruição feita pelo dito cujo.

sábado, 21 de julho de 2007

Nada substitui

Já 4 dias depois da queda do avião, o site da TAM ainda enumera os 7 mandamentos da empresa.
O primeiro, lapidar: "Nada substitui o lucro".

O Carinhoso

Ontem, ao comentar a morte do ACM, Tasso Jereissati, presidente do PSDB, o partido dos çábios, afirmou que o Brasil perdia um político carinhoso.

Sinceramente, eu não soube nem o que dizer desse comentário.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Coleta Seletiva

Renan Calheiros teve a pensão de um filho fora do casamento pago por uma empreiteira (Mendes Júnior). Isto é um escândalo, não há dúvida.
Outra dúvida é que me abala... por que o filho de FHC, (o príncipe dos çábios) também fora do casamento, cuja pensão é paga pela rede globo, não é escândalo?

Adiós

Antonio Carlos Magalhães, o famoso ACM, morreu.
Alguém tem um lenço?

Creio que não conseguirei dormir esta noite, tamanha insônia que virá me atormentar.

Nosso Goebbelszinho

Houve um cidadão há alguns anos atrás, que esmerava-se em caluniar os judeus. Hoje, outro esmera-se em difamar tudo o que represente a esquerda.
Muitos são os imbecis que ruminam que o conceito esquerda/direita acabou. Todos que isto afirmaram, podem ter certeza, são de direita.
Nem o "democratas" (ex Arena, PDS, PFL, e, logo que este novo nome for sobejamente conhecido pelas suas famosas práticas, eles trocarão novamente sua nomenKlatura), aliás "democratas" num partido formado pelos próceres da ditadura, é de uma ironia... mas vamos lá - se diz de direita.
Vamos então, o que é ser de esquerda? Em resumo, é lutar pela igualdade. É também lutar pelos imigrantes (seja onde estiverem), para que o crescimento econômico passe pelo respeito ao ser humano, pelo estado no lugar do mercado (onde um cidadão só é cidadão quando pode comprar), contra qualquer discriminação (por dinheiro, cor, sexo, etc.), pelo respeito ao meio ambiente, enfim, é lutar por um mundo mais justo.
Contra esta luta há quem se insurja raivosamente.

Um destes seres, Reinaldo Azevedo, lembra-me muito (mas lembra-me excessivamente até) um tal senhor que veio a ser ministro da propaganda de um país. Será que aceitaria um convite do PSDB/DEMOS para tal posto?
Acho que sim, afinal, ele esmera-se por que esmera-se em tornar-se o nosso Paul Joseph Goebbels.

Ele também mataria os filhos?

As agências

O presidente Lula está indignado com a ineficiência da Anac, que se deixou levar pela pressão das companhias aéreas, nada fez e nada faz para ficalizá-las e/ou puni-las.

Mas o que o presidente esperava? Para que foram criadas as agências, senão para tirar o controle/fiscalização do estado sobre os negócios feitos no país?

O acidente desta semana com o avião da TAM é mais um peremptório exemplo da ineficiência, morbidez e inutilidade destas agências. Não servem para nada, mamam nas tetas do governo e não apresentam resultado algum digno de mensuração; ao contrário, são reféns do poder privado ao qual deveriam fiscalizar.

Uma lástima.

Ao retirarmos o poder do governo nós perdemos o poder de fiscalizarmos quem deveria fiscalizar. Afinal de contas, quem é o presidente da Anac? Alguém conhece? Agora o presidente do país, nós podemos cobrar, isto é fácil.
Este é um dos (só um dos) motivos para que eu também seja contra a independência do BC. Afinal de contas, quem elegeu os seus diretores?

Mas também, destas agências... sendo criadas por quem foi... nada de diferente poderíamos esperar.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Cumplicidade

Este texto do Luis Fernando Veríssimo é realmente um espetáculo.
Espero que não me processem por postá-lo aqui...



Cumplicidade

Uma comprida palavra em alemão (há uma comprida palavra em alemão para tudo) descreve a “guerra de mentira” que começou com os primeiros avanços da Alemanha nazista sobre seus vizinhos. A pouca resistência aos ataques e o entendimento com Hitler buscado pela diplomacia européia mesmo quando os tanques já rolavam se explicam pelo temor comum ao comunismo.

A ameaça maior vinha do Leste, dos bolcheviques, e da subversão interna. Só o fascismo em marcha poderia enfrentá-la. Assim, muita gente boa escolheu Hitler como o mal menor. Ou, comparado a Stalin, o mau menor. Era notório o entusiasmo pelo nazismo em setores da aristocracia inglesa, por exemplo, e dizem até que o rei Edward VIII foi obrigado a renunciar não só pelo seu amor a uma plebéia mas pela sua simpatia à suástica. Não tardou para Hitler desiludir seus apologistas e a guerra falsa se transformar em guerra mesmo, todos contra o fascismo. Mas por algum tempo os nazistas tiveram seu coro de admiradores bem-intencionados na Europa e no resto do mundo – inclusive no Brasil do Estado Novo. Mais tarde estes veriam, em retrospecto, do que exatamente tinham sido cúmplices sem saber. Na hora, aderir ao coro parecia a coisa certa.

Comunistas aqui e no resto do mundo tiveram experiência parecida: apegarem-se sem fazer perguntas ao seu ideal, que em muitos casos nascera da oposição ao fascismo, mesmo já sabendo que o ideal estava sendo desvirtuado pela experiência soviética, foi uma opção pela cumplicidade.

Fosse por sentimentalismo, ingenuidade ou convicção, quem continuou fiel à ortodoxia comunista foi cúmplice dos crimes do stalinismo. A coisa certa teria sido pular fora do coro, inclusive para preservar o ideal.

Se estes dois exemplos ensinam alguma coisa é isto: antes de participar de um coro, veja quem estará do seu lado. No Brasil de Lula é grande a tentação de entrar no coro que vaia o presidente. Ao seu lado no coro poderá estar alguém que pensa como você, que também acha que Lula ainda não fez o que precisa fazer e que há muita mutreta a ser explicada e muita coisa a ser vaiada. Mas olhe os outros.

Veja onde você está metido, com quem está fazendo coro, de quem está sendo cúmplice. A companhia do que há de mais preconceituoso e reacionário no País inibe qualquer crítica ao Lula, mesmo as que ele merece.

Enfim: antes de entrar num coro, olhe em volta.

Relaxa

Depois do acidente de anteontem, perguntaria a ministra Marta Suplicy: os passageiros devem continuar relaxando e gozando?
Este relaxamento profundo deveria provir de uma imutável crença na vida pós-morte?

Os números

Nos primeiros seis meses deste ano, foram gerados mais de um milhão de empregos no Brasil. Em oito anos da presidência do príncipe dos çábios, foram gerados 800 mil empregos.
Reitero: seis meses = 1 milhão de empregos
oito anos = 800 mil empregos

Eu poderia dizer mais... a inflação do príncipe, quando entregou o governo, em dezembro de 2002 foi de 3%. 3% ao mês. Hoje, é quase isto ao ano.
O dólar estava a 4 reais, o país quebrado, todos os dias nos jornais só se falando sobre o risco Brasil, enfim, o caos... e hoje?

Hoje temos a crise da aviação e as peripécias de Renan Calheiros. Mas se pensares bem, não houve um momento (talvez excetuando somente os três primeiros meses de governo em 2002) em que não houvesse uma crise no governo. É impressionante a capacida de inventarem problemas.

Ah! O Esbulhador do Renan Calheiros, diga-se de passagem, só é investigado porque é o governo do PT quem aí está.

P.S: Gostaria que na próxima campanha presidencial, houvesse quem mostrasse estes números... Na campanha que passou eles não ficaram tão claros...

As manchetes e o consolo

A perda de cerca de 200 vidas num acidente aéreo é de se chocar a qualquer um, faltam apalavras, faltam gestos, sobram omissões e acusações.

Acho que o único consolo é que ao menos desta vez os jornais do dia seguinte ao acidente não tiveram como chamada de capas fotos de dinheiro para comprar um tal dossiê.

Diga-se de passagem, este tal dossiê entrará para a história dos atos mais burlescos da imprensa brasileira.
De quando da prisão dos acusados, do PT, a imprensa e membros da oposição chegaram à delegacia antes dos presos da operação.
O cd com as fotos foi dado por um delegado da PF que exigiu que se passasse no jornal nacional.
Os interesses do delegado, não se sabe ao certo.

Por medida judicial o PT conseguiu o tal “segredo de justiça”. O delegado o violou e nada aconteceu com ele. Aliás, pergunto: As leis valem para os membros da polícia federal? Vale para os membros de alguma polícia, aliás?

Nos dias seguintes, o delegado deu um depoimento afirmando que o cd (com as fotos) havia sido roubado da sala dele.
A imprensa, que recebeu este cd das mãos do próprio delegado, divulgou estas informações como se fossem verdadeiras.

Depois de toda uma querela sobre quem havia dado do dinheiro, se o presidente do PT, Ricardo Berzoini deveria sair do comando do partido, ou não, sobre o caixa dois do PT, enfim, muito dito e redito e redito ainda, sobre o caso, dezenas de acusações feitas a muitas pessoas, o castelo de cartas foi sendo levado pelo vento.
O dinheiro não passou pelo caixa do PT, o presidente do PT não saiu do cargo, o assessor do presidente acusado (Freud Godoy) não teve envolvimento para sequer ser indiciado pela polícia federal, enfim, nada sobrou do escândalo.

Exceto o escândalo que é a própria imprensa, claro.

Afinal de contas, comprar informações não é crime. Se eu quero comprar e tenho dinheiro, paciência. Ao que me consta, não se pode sair prendendo as pessoas para depois correr atrás do crime que elas fizeram.

E, acima de tudo, gostaria de ver na imprensa ao menos um resquício, um mínimo resquício do que haveria no tal dossiê. Para darem mais de um milhão de reais no dito, só imagino o que ele conteria.

Mas isto... ah!, isto a imprensa não se preocupou em saber...

quarta-feira, 11 de julho de 2007

O Inimigo Terrível

O governo anunciou uma liberação de verbas no valor de 1 bilhão de reais para serem investidos no programa nuclear da marinha brasileira.
Parte do valor poderá ser investido no projeto do submarino nuclear brasileiro.

O principal perigo, na minha singela opinião, é quando este tiver que ser ancorado em algum porto. Dadas as águas turbulentas que lá enfrenta, e os inimigos perigosíssimos que o arrostam (dentre eles, especialmente, a água), corre-se o risco do Brasil ver a repetição do filme: Um submarino naufragando em pleno porto.

Um mico mundial.
Mais um, aliás.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Valei-nos, Incitatus!

Na Roma antiga o sanguinário imperador Calígula nomeou seu cavalo para senador. Se surgisse um político análogo nos dias atuais e nomeasse o eqüino em substituição a um dos nossos eleitos, creio ser bastante provável a elevação do nível de nossa representação parlamentar.